No dia 27 de novembro, o Brasil comemorou a vitória sobre a segunda tentativa de tomada do poder pelos comunistas. Foi o triste aniversário da Intentona de 1935 que irrompeu em Natal, no Recife e no Rio de Janeiro, chefiada pelo ex-capitão Luis Carlos Prestes, com o fim de apear o governo constituído e implantar uma ditadura do proletariado sob o então regime soviético.
Não há mais segredos nem dúvidas de que a intentona de 1935, bem como os movimentos da esquerda radical nos anos 60, não visava ao aperfeiçoamento político brasileiro, com base na formação histórica da nossa nacionalidade.
O Brasil soube, felizmente, superar esses tempos difíceis, afastar a ameaça da ditadura ideológica e restabelecer a plenitude da democracia nos idos de 1988. Concluida essa tarefa, porém, o fantasma da corrupção surgiu no horizonte da nossa incipiente vida democrática, corroendo os seus alicerces e danificando o tecido social brasileiro. E o Mensalão foi o mais ousado e escandaloso crime, pois foi arquitetado dentro do Palácio do Planalto, durante o governo Lula, contando com as bênçãos das mais altas autoridades do País. José Dirceu, como ministro chefe da Casa Civil, comandou o espetáculo imoral que causou o repúdio da comunidade nacional.
Passaram-se sete anos, e o povo estava inquieto e decepcionado com a impunidade e a morosidade da Justiça brasileira. Foi quando o STF deu sinais de que estava vivo e atento ao clamor das ruas, ao bem público e à necessidade de julgar os criminosos com urgência.
Entretanto, passado o julgamento, o radicalismo da esquerda veio à tona. José Dirceu e amigos planejam sacudir os organismos dominados pelo PT, como CUT, sindicatos e Sem Terra, no intuito de desmoralizar a decisão do STF. É uma ameaça, sem dúvida, à democracia, pois Dirceu tenciona ferir de morte o poder judiciário, garantidor da nossa convivência social. Essa atitude do ex-ministro é ameaça de uma nova intentona ?
Pedro Henrique Chaves Antero opovo

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