quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Bandido tem mais direitos humanos ✰ Artigo de Sérgio Alves de Oliveira

Os embates que se travam em torno da política do desarmamento da sociedade civil no Brasil recomendam inseri-los na discussão dos direitos humanos. A correlação é nítida. Apesar de não ser alvo desse texto qualquer aprofundamento na questão dos direitos humanos - onde a literatura é excelente e abundante – um breve passeio na sua história e evolução seria de extrema utilidade.
A maioria dos estudiosos atribui a Ciro, o Grande (539 a.C), rei da Antiga Pérsia, o primeiro passo importante na história dos direitos humanos. Após seus exércitos conquistarem a Babilônia, ele libertou os escravos, reconheceu o direito de todos à própria religião, além de assegurar a igualdade racial. Os decretos de Ciro foram guardados num cilindro de argila em língua acádica, conhecido como o “Cilindro de Ciro”. Teria sido a primeira carta de direitos humanos do mundo. A ideia ali contida espalhou-se rapidamente pela Índia, Grécia e Roma. Recepcionado nas Nações Unidas, foi traduzido nas suas 6 (seis) línguas oficiais. Sua atualidade é manifesta.  O conteúdo do “Cilindro de Ciro” serviu de base para os 4 (quatro) primeiros artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, das Nações Unidas, de 1948.
Outro passo importante foi a “Carta Magna”, assinada pelo Rei João (Sem Terra), da Inglaterra, em 1215, onde foram relacionados os direitos que mais tarde foram considerados “direitos humanos”. Nela, a Igreja foi desvinculada do Estado, o direito de herança foi assegurado, e a sociedade foi protegida de impostos excessivos.
Seguiu-se a “Petição de Direito” (1628), feita pelo Parlamento Inglês, enviada a Carlos I, como uma “ declaração das liberdades civis”. Iniciou com Sir Edward Coke, afirmando 4 (quatro) princípios: (1) os tributos deveriam ser autorizados pelo Parlamento; (2) nenhum súdito poderia ser preso sem justo motivo (nascedouro do “habeas corpus”); (3) nenhum soldado teria direito de se aquartelar na casa dos cidadãos, e ;(4) a Lei Marcial não poderia ser usada em tempo de paz.
Também é importante nessa discussão a “Declaração de Independência” dos Estados Unidos (1776), cujo principal responsável foi Thomas Jefferson. Ali foram assegurados os direitos individuais e o direito à revolução. Teve forte influência na “Revolução Francesa”.
Outros destaques são a “Constituição dos Estados Unidos”, de 1787, e a “Declaração de Direitos”, de 1791, onde foram assegurados alguns direitos humanos importantes, como as liberdades de expressão, de religião, de assembleia e de petição, bem como o DIREITO DE GUARDA E USO DE ARMAS.
Outra referência decisiva foi a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”, de 1789, ano em que a França aboliu a Monarquia Absolutista e estabeleceu a Primeira República Francesa. Dita “declaração” foi escrita 6 (seis) semanas após a Tomada da Bastilha, e 3 (três) semanas depois da abolição do feudalismo, proclamando que todos os cidadãos deveriam ter direitos de liberdade, propriedade, SEGURANÇA e resistência à opressão.
Continuando a marcha rumo aos direitos humanos, em 1945 nasceu a ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS-ONU, no meio dos destroços e sofrimentos da 2ª Guerra Mundial. Em abril desse ano, delegados de 50 países, inclusive do Brasil, se reuniram em São Francisco/CA, para fundar a organização mundial que teria por objetivo promover a paz mundial e evitar novas guerras. Suas diretrizes foram aceitas e tornadas obrigatórias para todas as nações associadas à ONU.
Três anos após a sua fundação, as Nações Unidas deram o passo mais importante de toda a sua existência, mediante elaboração da DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, escrita em 1948, contendo 30 (trinta) artigos.
Dentre os políticos, além de Thomas Jefferson, também Jimmy Carter, Presidente dos Estados Unidos de 1977 a 1981, se preocupou com a questão dos direitos humanos, que foi uma das principais bandeiras do seu governo. Sua influência foi grande na “abertura democrática” da América Latina, até então controlada por muitos Regimes Militares. Em 1977 reuniu-se com o Presidente Ernesto Geisel, do Brasil, incentivando a abertura democrática continuada depois pelo Presidente João Figueiredo. Mas passados alguns anos dessa “abertura”, chegando-se aos anos 2015/2016, mais parece que os resultados dessa “abertura” não foram nada satisfatórios, em vista da tomada do poder pela pior escória da política brasileira, em cujos últimos 12 ou 13 anos o país mergulhou na sua pior crise moral, política e administrativa da história. Se de fato poderia ser ruim o que existia, esse mesmo ruim foi trocado pelo seu “pior”. Mas Carter foi derrotado pelo republicano Ronald Reagan, nas eleições de 1980. Carter voltou à Geórgia e fundou o CARTER CENTER, para promover os DIREITOS HUMANOS, o avanço das democracias e a solução pacífica dos conflitos internacionais. Em 2002 foi agraciado com o “Nobel da Paz”.
Mas apesar de filiado à Organização das Nações Unidas, o Brasil descumpriu grotescamente seus compromissos com os direitos humanos, assegurados não só na “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, quanto também na própria Constituição Federal de 1988, onde foram reproduzidos, até melhor esmiuçados, os direitos humanos da “Declaração” da ONU. Essa afronta aos direitos humanos consta na legislação infraconstitucional e na política da segurança pública, principalmente.
O artigo 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos preceitua que “TODO INDIVÍDUO TEM DIREITO À VIDA, À LIBERDADE E À SEGURANÇA PESSOAL”. Sem dúvida esse é um dos direitos humanos mais importantes. Todavia esses direitos não foram “universalizados” no Brasil. Uma parte da população, uma minoria, tem esses direitos. Outra, uma maioria, não.
A Constituição do Brasil não nega direitos humanos. Mas nesse ponto ela é “sorrateira”.  “Lá embaixo” é diferente. Toda a legislação infraconstitucional e a política de segurança pública são voltados para proteger o “direito” daquelas minorias que não cumprem a lei, invadindo o direito dos outros, da maioria, que tem seus direitos de segurança/defesa negados.
O tratamento absurdo dado pelas leis e pelas autoridades à sociedade civil brasileira equivale à estupidez de ordenar um enfrentamento de guerra entre um grupo armado com outro totalmente desarmado. Isso não tem lógica. Nem é humano. É a política do massacre incentivado. Mas é isso o que acontece na “guerra” enfrentada pela sociedade civil desarmada frente aos criminosos que andam livremente armados nas “barbas” das autoridades que não têm uma legislação que lhes facilite esse combate, nem estrutura e capacitação suficientes para desarmá-los.
Com isso não se quer negar a “universalidade” dos direitos humanos. A bandidagem, ai incluídos os criminosos de toda espécie, assaltantes de bancos, políticos, assassinos, etc., que são uma minoria, também devem ter direito à proteção dos seus direitos humanos. Mas deveria ser em igualdade de condições com os demais, com os não-criminosos, com a maioria. Não MAIS, como é. O raciocínio é simples. Qualquer afronta a um direito humano tem a sua origem, a sua “autoria”, num determinado ser humano. O não-criminoso raramente é um autor desse crime. O mesmo não se pode dizer do criminoso contumaz, que é o maior responsável pelos atentados aos direitos humanos e que, ao mesmo tempo, tem as mesmas garantias contra a agressão dos seus próprios direitos humanos, que os “outros”, não-criminosos.
Sem dúvida o direito de legítima defesa é um direito humano de SEGURANÇA (art.3º da Declaração da ONU), consagrado ainda em todas as outras “declarações de direitos” que se tem notícia, e na própria Constituição brasileira (artigos 5º e 40, II). Ele é, portanto, um direito humano. A consequência é que a negação da guarda e porte de arma, para fins de legítima defesa, se trata de uma atitude que contraria os direitos humanos, uma vez que bandido normalmente anda armado. Neste sentido a propalada universalidade do direito humano de segurança/defesa fica restrita ao pequeno número de infratores da lei, que não são ameaçados pelos “outros”, os desarmados, ao mesmo tempo em que esse direito é negado para a maioria das pessoas de bem. Aí está o desequilíbrio de direitos e a negação da sua universalidade. Uns, os criminosos, têm mais direitos humanos que os outros, os não-criminosos.
Mas para tudo há uma explicação. As diversas operações levadas a efeito pela Polícia e Ministério Público Federais demonstram às claras que a política e as instituições públicas brasileiras, nos Três Poderes, estão repletas de criminosos. Então parece ser “coerente” que toda a legislação e atuação nos Poderes Públicos se dirijam no sentido de favorecer a bandidagem e evitar qualquer reação que se faça contra ela. A “solidariedade” entre os criminosos das iniciativas privada e pública é manifesta. Por tais razões a sociedade civil brasileira ficou refém das quadrilhas de malfeitores que infestam o seu meio, e que ficaram donas, de uma ou outra forma, seja pela via das urnas eleitorais, numa democracia deturpada (oclocracia), seja por nomeações nos diversos outros Poderes Públicos.
Sérgio Alves de Oliveira - Advogado e Sociólogo 

Está chegando a hora. Feliz Ano Novo

Está chegando a hora.
Mais um ano se indo e um novinho em folha chegando. Que este ano que está por vir traga juntamente consigo novas esperanças, novas pessoas, novos sonhos, novos objetivos e que todos nós tenhamos a capacidade de correr atrás e ir em busca do que realmente queremos. Que este ano traga-nos mais pensamentos positivos, e nada de negatividade. Que nos traga mais força, para que possamos enfrentar as dificuldades que ainda estão por vir.
Não espere que as coisas irão mudar simplesmente porque um novo ano está chegando. A mudança vem de você! Seja você a mudança que quer ver, não espere pela mudança dos outros. Quer um ano melhor? Comece mudando por você sem esperar por ninguém, com o tempo todos se darão conta e começarão a mudar também, mesmo que leve tempo.
Tenha coragem de seguir seus sonhos, sem medo de ser feliz, sem medo de arriscar, são os teus sonhos e tem de segui-los, não importa o que digam. Não vá atrás dos ideais dos outros, busque os seus. Não ligue para o que falam ou deixam de falar, a vida é isso e você só tem que aprender a tapar os ouvidos e fazer o que tiver vontade de fazer, sem se arrepender!
Desejo que você deseje mais, sonhe mais, viva mais, arrisque mais, aproveite mais tudo o que tem para aproveitar, pois um dia tudo isso irá acabar, para todos nós.
Feliz Ano Novo!

Jair e Eduardo Bolsonaro visitam o Colégio Militar da Polícia Militar de Manaus/AM e constatam sua qualidade de ensino.

video

Tenho nojo! ✰ Artigo de Waldo Luís Viana

O mantra talvez equivalente ao francesinho “Je suis Charlie”...
Tenho nojo
De ver meu país solapado por bandidos em todos os quadrantes, tranquilamente ciosos de que ficarão impunes;
Tenho nojo
Em abrir os jornais, ouvir rádio e ver televisão todos os dias e perceber a mídia valorizando a ação de criminosos, estupradores, serial killers, agiotas, traficantes e milicianos – todos irmanados proficientemente em emprestar a “audiência da desgraça” a esses veículos;
Tenho nojo
Desses políticos que resolvem visitar os sítios de enchentes e tragédias, trajando seus sapatos italianos e ternos franceses, desembarcando de helicópteros e prometendo verbas, mundos e fundos que jamais chegarão de fato aos desabrigados;
Tenho nojo
De nossa “presidenta”, ex-guerrilheira, lamentando farisaicamente a morte de inocentes em delitos terroristas, quando no passado os tramava, condenando outros inocentes e planejando tocaias, assaltos a bancos e a cofres privados de políticos;
Tenho nojo
Do antecessor da “presidenta”, um dos homens analfabetos mais venais e sem caráter desse país e das elites que o financiaram e que impedem a polícia de prendê-lo e pagar por seus crimes;
Tenho nojo
Do partido que está no governo, que só intenciona permanecer no poder, e a qualquer custo, manobrando o Erário, aparelhando as estatais e permitindo a pior onda de corrupção jamais vista nesse país;
Tenho nojo
De nossos empreiteiros, dinâmicos em aditivos, superfaturamentos e em bancar por propinas ocultas toda a máquina de corrupção que infesta a nossa miserável política;
Tenho nojo
Da maioria expressiva de nossos deputados, fiéis canalhas e vendedores de virtudes públicas, que só desejam fazer caixinha para as próximas eleições, roubando pra se eleger e se elegendo pra roubar;
Tenho nojo
Do chamado poder Judiciário, tão lento para fazer justiça aos pobres e lépido e compreensivo para julgar os ricos, permitindo toda a sorte de recursos e chicanas. Os togados adoram prender pretos, pobres e prostitutas, trabalhando em seus ricos palácios e conseguindo dormir sem culpa;
Tenho nojo
Desses pastores televisivos, travestidos de arautos de Deus e Jesus, ofendendo a fé pública, roubando os pobres através de dízimos e ofertas, além de oferecer a salvação a todos que acreditem que eles podem expulsar demônios. No entanto, eles são bastante coniventes e conformados com os demônios que mandam aqui, porque lhes dão benesses e concessões de TV e rádio em troca de votos;
Tenho nojo
Dos slogans mentirosos, lançados pelo governo, sugerindo a salvação da Pátria pela educação e saúde, quando sabemos que são ramos deficientes e vergonhosos de nossa Nação, desespero de seus habitantes e motivo de chacota pelas nações realmente desenvolvidas;
Tenho nojo
Dos militares da ativa, que dizem que amam o Brasil acima de tudo, mas ficam caladinhos e silenciosos, aguentando todos os estupros de gestão no país e em suas respectivas Armas, esperando ir para a reserva e aí, então, garantidos nas aposentadorias, ver devolvidos os próprios cérebros e convencer os pobres civis de que detêm alguma opinião e “acendrado” patriotismo;
Tenho nojo
De ver uma população conformada, a cada assassinato torpe, exigindo justiça para sair em telejornais, e aceitando todas as sevícias sem dar um pio, sempre esperando que surja um otário qualquer à frente de alguma revolta para oferecer o próprio pescoço e aguardando, como ovelhas, o próximo escândalo;
Tenho nojo
De ver o povo maltrapilha e tutelado, acreditando que é o bolsa-família a salvação de seus males e que qualquer coisa diferente do partido que está no governo lhes tomará de fato o pobre benefício;
Tenho nojo
De ser obrigado a ouvir, durante a semana, o pavoroso programa “A Hora do Brasil”, serviço chapa-branca do governo, ocupado em desfilar os feitos de ficção em que só os imbecis acreditam;
Tenho nojo
Dos jornalistas e artistas que se vendem em troca de dinheiro, distorcendo a realidade e se calando diante dos desmandos que desfilam sob seus olhos, em troca de viagens a Paris e moradia em prédios de luxo;
Tenho nojo
De nossos médicos burgueses, que só querem viver em centros urbanos e obter ganhos de clientes abonados e que permitem que o país seja invadido por escórias estrangeiras de falsos médicos;
Tenho nojo
De nossos advogados dinheiristas, que se especializam em defender delinquentes poderosos, em troca de polpudos honorários, porque na verdade não acreditam na Justiça, considerando-a apenas um objeto de lucro relativo;
Tenho nojo
Dos carcereiros de nossas penitenciárias que libertam os apenados nos fins de semana, desde que estes lhes tragam dinheiro e sustentem por fora uma cota extra;
Tenho nojo
Dos policiais que recebem propinas nos mais variados negócios escusos e que matam o pobre povo desvalido, registrando autos de resistência, na certeza de que escaparão ilesos e sem nenhum problema com as suas corregedorias;
Tenho nojo
Dos eleitores que aceitam dentaduras, pares de sapato e outros benefícios passageiros, vendendo o seu voto e o futuro de seus filhos. Essa escória, a propósito, adora corrupção, admira os políticos ladrões, lamentando não poder roubar com a mesma eficiência. A propósito, a corrupção está no DNA do brasileiro: quanto mais ladrão, mais querido;
Tenho nojo
Das mulheres que falam em eliminar agressões masculinas, reivindicam direitos e princípios feministas e aceitam de bom grado que suas companheiras vendam o corpo para utilização comercial e sonhem com casamentos milionários em troca da própria prostituição;
Tenho nojo
Dos homossexuais que pretendem que os heterossexuais não tenham direitos equivalentes e que no fundo desejam que todos adiram às suas práticas sodomitas;
Tenho nojo
De apresentadoras de programas infantis, que convidam crianças a se tornarem adultas antes do tempo e copiem a sensualidade dos adultos, destruindo a infância e o crescimento sadio de meninos e meninas;
Tenho nojo
Dos que alardeiam que roubam porque antes os outros fizeram o mesmo, como se um erro justificasse outro...
E, finalmente, tenho nojo de saber que esse país não tem conserto e que tudo vai ficar assim mesmo, sempre esperando a próxima atração.
Waldo Luís Viana - escritor, economista e poeta, pedindo desculpas por ir à farmácia comprar um plasil...

Faz sentido piorar o que já está ruim para "lubrificar" a aprovação da CPMF?

O impeachment por culpa grave ✰ Artigo de Ives Gandra da Silva Martins

Está em pleno andamento a discussão sobre o impeachment da presidente no Congresso Nacional, com o governo contratando juristas e liberando verbas para deputados que o apoiam.
Creio que o governo objetiva, exclusivamente, manter­-se no poder, pouco importando não ter credibilidade popular para qualquer iniciativa e ter gerado a pior crise econômica e política da história nacional. Por essa razão, volto a relembrar os fundamentos jurídicos de meu parecer, de janeiro de 2015, sobre o impeachment.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em dois acórdãos (RE n.º 816.193­MG e AgRg no Agravo de Instrumento n.º 1.375.364­MG), decidiu que a culpa grave pode caracterizar improbidade administrativa. No primeiro, de relatoria do ministro Castro Meira, lê-­se que: “Doutrina e jurisprudência pátrias afirmam que os tipos previstos no art. 10 e incisos (improbidade por lesão ao erário público) preveem a realização de ato de improbidade administrativa por ação ou omissão, dolosa ou culposa. Portanto, há previsão expressa da modalidade culposa no referido dispositivo”.
E, no segundo, de relatoria do ministro Humberto Martins, há a afirmação de que: “A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça reconhece que o ato de improbidade administrativa não exige a ocorrência de enriquecimento ilícito, sendo a forma culposa apta a configurá-­lo”.
Desta forma, a culpa configura ato contra a probidade da administração (omissão, imperícia, imprudência ou negligência).
Apesar de, a cada dia que passa, ficar mais evidente que havia uma rede de corrupção monitorada pelos altos escalões do governo e por figuras do partido da presidente, quero apenas lembrar que o impeachment já poderia ter sido declarado apenas por culpa da primeira mandatária.
Basta analisar o artigo 85, inciso V, da Constituição (impeachment por atos contra a probidade da administração), além do artigos 37, § 6.º (responsabilidade do Estado por lesão ao cidadão e à sociedade) e § 5.º (imprescritibilidade das ações de ressarcimento que o Estado tem contra o agente público que gerou a lesão por culpa ou dolo, única hipótese em que não prescreve a responsabilidade do agente público pelo dano causado) para que essa conclusão se imponha.
Ora, o artigo 9.º, inciso III, da Lei n.º 1.079/50, com as modificações da Lei n.º 10.028/00, determina: “São crimes de responsabilidade contra a probidade de administração: (...) 3 – não tornar efetiva a responsabilidade de seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição”.
Se acrescentarmos os artigos 138, 139 e 142 da Lei das S/As, que impõem responsabilidade dos conselhos de administração na fiscalização da gestão de seus diretores, com amplitude absoluta deste poder fiscalizatório, percebe­-se ter incorrido S. Exa. em crime administrativo por culpa. Há, ainda, a considerar o § 4.º do artigo 37 da Constituição federal, que cuida da improbidade administrativa (os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda de função pública, a indisponibilidade de bens e o ressarcimento do Estado), e o artigo 11 da Lei n.º 8.429/92, que declara: “Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições” (grifo meu).
Ao interpretar o conjunto dos dispositivos citados, entendo que a culpa é a hipótese de improbidade administrativa a que se refere o artigo 85, inciso V, da Lei Suprema.
Ora, tal omissão da presidente Dilma Rousseff nos anos de gestão como presidente do conselho da Petrobrás e como presidente da República permitiu a destruição da Petrobrás, ao deixar de combater a corrupção ou concussão, durante oito anos, gerando desfalque de bilhões de reais, por dinheiro ilicitamente desviado e por operações administrativas desastrosas.
Como ela mesma declarou, que, se tivesse melhores informações, não teria aprovado o negócio de quase US$ 2 bilhões da Refinaria de Pasadena, à evidência, restou demonstrada ou omissão, ou imperícia, ou imprudência, ou negligência ao avaliar o milionário negócio. E a insistência, no seu primeiro mandato e início do segundo, em manter a mesma presidente da estatal caracteriza improbidade, por culpa continuada, de um mandato ao outro.
À luz deste raciocínio, entendo – independentemente das apurações dos desvios que estão sendo realizadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público (hipótese de dolo) – que há fundamentação jurídica para o pedido de impeachment (hipótese de culpa). E esta configura­-se, também, nas pedaladas fiscais detectadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que levaram à rejeição das contas de 2014. Neste caso, a gravidade é maior, pois foi o governo alertado por técnicos do Tesouro Nacional da violação e dos riscos que o País correria, inclusive do rebaixamento do grau de investimento, sem nada ter feito, pois objetivou iludir o eleitorado em 2014.
Não deixo, todavia, de esclarecer que o julgamento do impeachment pelo Congresso Nacional é mais político que jurídico, lembrando o caso do presidente Collor, que, afastado da Presidência pelo Congresso, foi absolvido pela Suprema Corte.
O certo é que analistas brasileiros e estrangeiros, hoje, estão convencidos de que, se não houver o impeachment, o Brasil continuará afundando, como mensalmente os índices econômicos estão a sinalizar, numa pátria de 9 milhões de desempregados, da alta inflação, de PIB negativo, de juros estratosféricos, da falta de diálogo da presidente com empresários, trabalhadores, estudantes e políticos, sem perspectivas para 2016 e com a primeira mandatária com apenas 10% de credibilidade da população. O poço continua sem fundo, nesta queda livre.
Ives Gandra da Silva Martins - Professor emérito das Universidades Mackenzie, UNIP, UNIFIEO e UNIFMU, do CIEE /‘ O Estado de S. Paulo’, da ECEME, da ESG e da Escola da Magistratura do Tribunal Regional Federal­ - 1ª Região

30 de Dezembro - Dia Estadual da Advocacia Pública

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal, apesar de tudo ✰ Artigo de Fernando Gabeira

Papai Noel ou o Japonês da Federal? Sapatos de cromo ou tornozeleira eletrônica? É um dilema para os estão no topo da política brasileira. Na planície, foi um ano terrível, aqui e lá fora. Milhares de refugiados de guerra, atentados, mar de lama, epidemias, corrupção. Ainda assim, há o que celebrar. A solidariedade, por exemplo. Esteve presente na onda de refugiados que invadiu a Europa. Nos distritos arrasados de Mariana, felizmente, também não faltou.
Há que celebrar a competência dos médicos e cientistas brasileiros que estabeleceram rápido a conexão entre o vírus zika e a microcefalia. E comunicaram ao mundo. As perspectivas são aterradoras, mas seriam mais ainda se não tivéssemos dados para, pelo menos, buscar uma vacina. Os cientistas americanos que passaram pelo Recife ficaram admirados como se fez tanto com equipamentos tão modestos.
Mesmo não sendo um defensor da pobreza dos meios, valorizo esta qualidade, a tentativa de superar criativamente a limitação dos instrumentos. Já é uma qualidade de muitos brasileiros. Com o dólar nas alturas, talvez seja, por um tempo, uma espécie de segunda natureza.
O imperador Adriano, da escritora Marguerite Yourcenar, disse algo interessante sobre pessoas, mas que bem poderia ser adaptado ao Brasil: “Ele havia chegado a um certo momento da vida, variável para cada homem, em que o ser humano se abandona ao seu demônio ou ao seu gênio e segue uma lei misteriosa que lhe ordena destruir-se a si mesmo ou a superar-se”.
Creio que vivemos sob essa lei misteriosa e, ao contrário de Adriano, não a vejo comandar apenas uma coisa ou outra: os dois movimentos, autodestruição e superação, se entrelaçam, como se a própria lei hesitasse. O processo político brasileiro é autodestrutivo. Se apenas implodisse mansamente… Mas é um espetáculo longo de sirenes, buscas, batidas policiais.
De 2013 para cá, surgiu um movimento de protesto, tentando despertar mudanças e reverter a decadência. O movimento ainda está vivo hoje, sabendo agora que não se trata apenas de cobrar os serviços, mas condenar a corrupção, pedir o impeachment.
Enquanto a solidariedade marcava o ano aqui embaixo, lá em cima o ano terminava com duas notícias assombrosas: corrupção na Hemobrás e nas obras de transposição do São Francisco. Roubam a água e o sangue de populações vulneráveis. Naturalmente numa escala muito menor que os assaltos à Petrobras. Não avalio os números nem artigos do Código Penal. Não é preciso trabalhar com palavras para saber que sangue, água e óleo são substâncias diferentes.
Por essas razões, o Natal no Brasil é uma festa no front. Um ano de governo e o único resultado político é o processo de impeachment. Ele nos espera no ano que vem. Assim como a crise econômica, pois recuamos quase 4% do PIB. O Brasil talvez esteja precisando de um presente. A disposição de cada um em seguir o próprio gênio e afastar o perigo da autodestruição. Seguir o gênio, no texto, significa apenas usar as próprias qualidades, superar-se como se superaram os médicos e cientistas nordestinos.
Vamos ouvir o som das sirenes como se fosse o trenó de Papai Noel. Vamos tirar mais algumas tornozeleiras do saco de brinquedos, e ao dobrar dos sinos das igrejas de Mariana, lembrar que acaba um ano difícil. Os mais velhos, como eu, sempre dão um balanço dos seus mortos. Senti a perda de Carlos Lemos e fiquei sabendo, através da família, que ele guardou um cheque que entreguei a ele no fim dos anos 1960. Está intacto. Independentemente da cifra, é o cheque mais valioso que assinei na vida. Querido Lelé.
Na noite seguinte, fui ao aniversário de um amigo: 90 anos. Nadamos na mesma piscina. Estranhei sua ausência pela manhã. Ele disse: preciso me poupar para a festa. Ao vê-lo pulando de mesa em mesa, movendo os mesmos braços longos que desloca na água, pensei: quantas vezes falamos do Brasil, quantas vezes lamentamos o curso das coisas no país. Mas Armando Salgado, esse é seu nome, erguendo uma taça de vinho alegremente, despertou-me um sentimento essencial: sobrevivemos e é bom estar aqui.
Não creio que o Brasil se coloca um problema que não possa resolver. Há clamor nas ruas, mesmo sob o sol de dezembro, às vésperas do Natal. As forças autodestrutivas chegaram ao seu destino. Estão dentro de um amplo cerco policial contra a corrupção: o que deveria ser uma experiência histórica tornou-se um processo penal.
No ano que acaba, o difícil foi não ver a luz no fim do túnel. Se aparecer em 2016, será uma grande conquista. Esperar que as dificuldades desapareçam é ilusão. Uma luz, uma simples luz, atenua as asperezas do caminho. O planeta achou sua luz na conferência de Paris e decidiu conter o processo de autodestruição. Celebro pelas novas gerações, embora também aí a luz não não baste: o caminho é áspero. Mas se 189 países conseguem achar um horizonte comum na luta contra as mudanças climáticas, porque um só país não encontrará o seu na luta por melhores governantes? 

Natal do Guri de Uruguaiana

Show de Natal do Guri de Uruguaiana.

Receita investiga doações de empresas da Lava Jato ao Instituto Lula

A investigação nasceu a partir de dados da área de inteligência da Receita, que colabora com a Operação Lava Jato. Não há prazo para sua conclusão
A Receita Federal abriu uma ação para fiscalizar a movimentação financeira do Instituto Lula, fundado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após deixar o Palácio do Planalto.
A Folha apurou que o foco está no relacionamento da entidade com empresas que doaram recursos para manutenção do instituto, especialmente as envolvidas na Operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção na Petrobras. Nessa categoria, aparecem empreiteiras como Odebrecht e Camargo Corrêa.
A Receita quer checar a origem dos recursos destinados ao instituto, como o dinheiro foi gasto e se essas contribuições foram declaradas, tanto pelos doadores como pelo próprio instituto.
A investigação nasceu a partir de dados da área de inteligência da Receita, que colabora com a Operação Lava Jato. Não há prazo para sua conclusão.
Embora o instituto fique em São Paulo, a fiscalização foi aberta pela Demac (Delegacia Especial de Maiores Contribuintes) do Rio de Janeiro.
Há cerca de 20 dias, o instituto foi intimado a apresentar documentos fiscais e informações contábeis.
Tinha até o fim do ano para fazer isso. Na tarde desta terça-feira (22), no entanto, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, esteve na Superintendência da Receita em São Paulo para pedir a dilatação do prazo.
À Folha, ele disse que não poderia cumprir o cronograma fixado pela Receita por causa das festas de fim de ano. Conseguiu mais 20 dias.
Davi Friedlader e Catia Seabra

Papai Noel em Brasília

Lula debocha da doença: "Nem o Câncer me impedirá de tornar o Brasil em Nação Comunista

Lula lembra hoje, um adolescente sem noção, incapaz de medir as palavras. Lembra "Zumbi" fora de controle. Sem lógica, coerência ou limites. Próximos, perplexos, procuram explicações, sem sucesso. A cada dia se revela uma pessoa diferente.
Efeitos colaterais de remédios fortes, incapacidade de administrar problemas, sem assessoria de Zé Dirceu e muitos outros "pensantes" que o abandonaram. Sequelas da doença, desestabilização diante da pressão, enfim....
Qualquer alternativa ou até mesmo o conjunto da obra, o transformaram numa "Placenta de Feto sem Afeto". Criança que todos os amiguinhos querem longe, tratada a base de bullying, abusando do absurdo, pra se auto afirmar, agredir ou vingar.
A última pérola, segundo informações de presentes, ocorreu em 22 de novembro de 2015, na Bahia.
Em comemoração dos 35 anos do PT, recebido com vaias pela população, orgulho abalado e raiva explícita, fez com desabafasse, em tom de deboche, sorriso amarelo, voz e mãos trêmulas. em nítida situação de descontrole:
- Esses mortos de fome pensam poder me afrontar. Nem o Câncer me impedirá de voltar ao Planalto e tornar o Brasil numa Nação Comunista.
Logo os "deixa disso" chegaram e trataram de por panos quentes, não deixando desabafo ecoar , chegando aos ouvidos da mídia.
Abafado o constrangimento, uma certeza tomou conta dos presentes:
- Lula está Louco.
Essa notícia chegou até nós, por um adorável Morcego Branco.
Dono de "musical sotaque nordestino", nos procurou, cantou e partiu. com a mesma suavidade que chegou.
Boato, no Universo Político, tem vários idiomas, com múltiplas traduções.
Verdade ou mentira, depende do segundo seguinte e o "a quem interessar possa",
Tem o dom de transformar fato verídico, em conversa de lavadeira e o bater de línguas felinas entre roupas, em "Honoris Causa da História", Decantada em prosa e verso, com força pra se tornar alicerce de Livros editados em luxuosas capas duras, Legado à Gerações Futuras.
Para o Sofá de Pobre não cabe questionar. Devido a relevância do depoimento, limitamo-nos a veicular.
Se a informação não se confirmar como autêntica, outras certamente serão. Esse Senhor tem aprontado muito.
Vestiu o Manto de Dono do País, ser superior, acima do bem e do mal, e vem desrespeitando nossa gente, com atitudes intempestivas, criminosas e desrespeitosas, sempre em defesa de seus interesses.
Até quando o País irá suportar os despropósitos desse Senhor, com Passaporte vencido em 2010, já tendo passado da hora de ver sua inoportuna figura, barrada dentro das Fronteiras do Planalto Central?
O Brasil não suporta mais ver o Crime compensar para esse Cidadão, vendo se legalizar a Inversão de valores.
Hora do Povo exigir e às autoridades obedecerem o desejo Popular, garantindo a Cana, a esse Pé de Cana.

Bolsonaro é recebido por estudantes em Manaus

video
Deputado Jair Bolsonaro participa de debates com estudantes e professores na Faculdade Luterana de Manaus AM

Dilma afirma ter passado ilibado. Não mente Terrorista.

Estou em dúvida, depois de ouvir Dilma, em Discurso recheado de convicção, afirmar na Cara Dura, ter Passado Ilibado.
Passado Ilibado????????
Ela mente ou perdeu noção? Repete tanto a mentira, que acabou acreditando?
Passado Ilibado????????
Comparo a um Cidadão em fase ruim e com a gaveta cheia de Títulos Protestados. Numa virada, consegue bom dinheiro, vai ao cartório e quita todos os débitos. Sente-se aliviado.
Esse homem tem o direito de dizer ter quitado sua dívida e não estar devendo mais nada pra ninguém. Mas há um abismo abissal entre afirmar NUNCA ter devido.
Passado Ilibado????????
Dilma Roussef, minha Pinóquio Favorita, bonequinha de madeira do Gepeto Lula, por favor!...
Não ofenda a inteligência do brasileiro.
Passado não se reescreve. Impossível rasgar páginas vividas. Elas permanecem. Tatuagem marcada a ferro, por atitudes impensadas.
Você foi...
TERRORISTA. SEQUESTROU, AGREDIU. EXPLODIU. ROUBOU. QUEM SABE ATÉ TIROU VIDAS...
Passado Ilibado????????
Madre Tereza de Calcutá, prestes a ser canonizada, anjo em forma de gente, dentro de sua grandeza, jamais viria a público, afirmar tamanha "blasfêmia"...
Passado Ilibado????????
Dilma, Grande Santa Dilma!...
Você pegou Cana. Seus crimes foram revelados, julgados e punidos.
Até aceitaria se dissesse ter pago suas dívidas junto à Sociedade, mas...
Passado Ilibado????????
Espero não ter de ouvir justificativa de "luta por uma causa". Todo e qualquer crime é impulsionado por causa ou motivo. Justo ou não, macula Passado Ilibado.
Se vale o argumento, o Mundo teria a obrigação de aceitar "Crimes do Estado Islâmico", como ações justas. Soldados agindo em nome de algo maior...
Não entrarei no mérito religioso e/ou político, mas me atrevo a afirmar.
Nenhum deles terá o direito de futuramente, garantir terem um Passado Ilibado.
Será que faltar com a verdade se enquadra no Crime de Improbidade?
VOU ALI VOMITAR E JÁ VOLTO.
Coisas de um País que virou uma coisa. E Assim o Mundo Gira e o brasil se Afunda

As crianças não querem presente. Querem futuro.

O Papai Noel que os brasileiros queriam...


Mamãe Noel na República de bandidos

Uma pequena aula de história

Os EUA nasceram, no final do séc. XVIII, havia uma grave crise com os muçulmanos do norte da África. Eram povos oficialmente muçulmanos, que viviam sob as leis do Corão.
- Estes islâmicos atacavam os navios que passavam pelo Mediterrâneo, incluindo americanos, sequestrando, escravizando e matando ocupantes, além de saquear a carga. Os navios americanos eram normalmente protegidos pela marinha inglesa antes da independência mas depois de 1776 era cada um por si.
- Os piratas muçulmanos cobravam fortunas como resgate dos reféns e os preços sempre subiam a cada sequestro bem sucedido. Thomas Jefferson se opôs veementemente aos pagamentos mas foi voto vencido, os EUA e as outras nações com navios sequestrados estavam aceitando pagar os resgates e subornar os piratas. O presidente americano era George Washington.
- Por volta de 1783, Thomas Jefferson, Benjamin Franklin e John Adams vão para a Europa como embaixadores para negociar tratados de paz e cooperação. Os EUA nasceram em 1776 e estavam mergulhados até então na Guerra de Independência. Assim que a situação acalmou, essas três figuras icônicas saem em missão diplomática para representar o país.
- Em 1786, depois de dois anos de conversas diplomáticas com os islâmicos, Thomas Jefferson e John Adams encontraram com o embaixador dos povos que ficavam na região de Trípoli, na atual Líbia, chamado Sidi Haji Abdul Rahman Adja. Jefferson estava incomodado por conta dos ataques que não acabavam mesmo com todos os esforços de paz e quis saber com que direito os muçulmanos sequestravam e matavam americanos daquele jeito.
- A resposta que ouviu marcou Jefferson para sempre: "o islã foi fundado nas Leis do Profeta, que estão escritas no Corão, e diz que todas as nações que não aceitarem a sua autoridade são pecadoras, que é direito e dever declarar guerra contra seus cidadãos onde puderem ser encontrados e fazer deles escravos e que todo muçulmano que for morto na batalha irá com certeza para o Paraíso." Jefferson ficou chocado, ele não queria acreditar que uma religião literalmente mandava matar todos os infiéis e que quem morresse na batalha iria para o paraíso.
- Durante 15 anos, o governo americano pagou os subornos para poder passar com seus navios na região. Foram milhões de dólares, uma quantia que representava 16% de todo orçamento do governo federal. O primeiro presidente do país, George Washington, não queria ter forças armadas permanentes por não ver riscos de ataques ao país, mas os muçulmanos mudaram esta ideia. Os subornos serviriam para evitar a necessidade de ter forças militares mas não estavam funcionando porque os ataques continuavam. Quando John Adams assume, o segundo presidente, as despesas sobem para 20% do orçamento federal.
- Em 1801, Jefferson se torna o terceiro presidente americano e, mal tinha esquentado a cadeira, recebe uma carta dos piratas aumentando o butim. Ele fica louco e, agora como presidente, diz que não vai pagar nada.
- Com a recusa de Jefferson, os muçulmanos de Trípoli tomaram conta da embaixada americana e declararam guerra aos EUA. Foi a primeira guerra da América após a independência, a marinha americana foi criada exatamente para esse conflito. As regiões das atuais Tunísia, Marrocos e Argélia se juntaram aos líbios na guerra, o que representava praticamente todo norte da África com exceção do Egito.
- Jefferson não estava para brincadeira. Mandou seus navios para a região e o conflito durou até 1805, com vitória americana. O presidente americano ainda colocou tropas ocupando no norte da África para manter a situação sob controle.
Thomas Jefferson ficou realmente impressionado com o que aconteceu. Ele era contra guerras e escreveu pessoalmente as leis de liberdade e tolerância religiosa que estão na origem da Constituição americana, mas ele entendeu que o Islã é totalmente diferente, era uma religião imperialista, expansionista e violenta.
Jefferson mandou publicar o Corão em inglês em 1806, lançando a primeira edição americana. Ele queria que seu povo conhecesse o Corão e entendesse aquele pessoal do norte da África que roubava, saqueava e matava, cobrava resgates e que declarou guerra quando os pagamentos cessaram.
Durante 15 anos, um diplomata de Jefferson chegou a dizer, os americanos eram atacados porque não atacavam de volta e eram vistos como fracos. A fraqueza americana foi um convite para os muçulmanos daquela época como é para o ISIS hoje. Só houve paz na região quando Jefferson atacou e venceu a guerra, depois ocupando o território. Não tem mágica, é assim que se faz.
Barack Obama quer saber como os muçulmanos estão na história americana? Eles estão como os motivadores da primeira guerra, eles forçaram a criação das forças armadas que nem existiam e fazem parte até do hino dos marines que começa com "From the Hills of Montezuma / To the shores of Tripoli" (Dos montes de Montezuma / Para as praias de Trípoli).

A ceia de Natal deste ano esta garantida

Major é expulso do Exército por envolvimento com aluna de 14 anos

Oficial conheceu a menina no Colégio Militar de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira

Um major do Exército foi expulso da corporação por ter se envolvido com uma aluna de 14 anos do Colégio Militar de Juiz de Fora, na Zona da Mata. A decisão foi tomada por unanimidade pelo STM (Superior Tribunal Militar). O oficial, que perdeu o posto e a patente, ainda vai responder a uma ação penal na Justiça comum.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Militar, o major se aproveitou da função que exercia para se aproximar da estudante. Em 2010, o militar enviou cerca de 300 mensagens para o celular da aluna. Todas tinham cunho amoroso, conforme laudo da Polícia Civil.
No mesmo período, ficou constatado que o major, no exercício da função de comandante da 3º Companhia de Alunos, permitia que a menina, parte de outra companhia do colégio, frequentasse a unidade escolar sob seu comando. A aluna teria, inclusive, acesso às chaves para abrir gavetas da mesa funcional de seu gabinete, fornecidas a ela sem conhecimento e autorização da Administração.
Em outra ocasião, como coordenador da viagem do Grêmio de Logística do Ensino Médio do Colégio Militar de Juiz de Fora, convidou a aluna para visitação ao Batalhão DOMPSA (Batalhão do Exército especializado na dobragem de paraquedas), no Rio de Janeiro (RJ).
O fato foi encarado pelo Ministério Público Militar como um pretexto para que ele se aproximasse dela, já que não havia previsão, no planejamento do Colégio, de participação de alunos do Ensino Fundamental na atividade. A presença da aluna, do 9º ano, foi a única exceção na viagem.
Diante dos fatos apresentados, das provas e dos depoimentos colhidos, o Conselho de Justificação concluiu que o major utilizou de sua função e atribuições para dar privilégios à aluna, ganhando assim a sua confiança e buscando uma aproximação que extrapolava a relação aluno-educador.
Para o promotor da Procuradoria da Justiça Militar de Juiz de Fora, os relatos e as provas que estão nos autos "deixam inconteste a prática indecorosa e censurável do oficial". A defesa do major levantou nove preliminares, que foram todas, por unanimidade, rejeitadas pelo Plenário do STM. Dentre elas, a de sobrestamento do Conselho de Justificação em virtude da existência de ação penal em curso na Justiça comum.

24 de Dezembro - Dia da Missa do Galo

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Mamãe Noel circula só de calcinha e gorro no Moinhos Shopping, Porto Alegre

Esta mulher aí acima, morena, apenas com gorro de Papai Noel e calcinha, ingressou e caminhou livre, leve e solta pelo shopping Moinhos de Vento, Porto Alegre, depois de passear pela vizinha rua 24 de outubro.
A direção do shopping tirou nota para explicar que ela entrou e saiu sozinha, mas foi alcançada por um segurança que lhe alcançou seu paletó, que ela dispensou ao sair.
A Brigada Militar não foi acionada, já que deveria fazer policiamento ostensivo.
Esse é o quarto caso de nudez pública registrado em Porto Alegre em 2015. Os anteriores ocorreram em fevereiro, março e outubro. No ano passado, a Capital registrou uma série de aparições de pessoas nuas em público.
video

Bolsonaro defende crianças de pedófilos ✰ Desgraçado energúmeno fez um vídeo defendendo a pedofilia.

video
A que ponto a devassidão e a cara de pau de criminosos estupradores de crianças chegou no Brasil. Um desgraçado energúmeno fez um vídeo defendendo a pedofilia. Só não contava que o Bolsonaro ia denunciar, e caso seja presidente, vai mandar essa corja imunda pra cadeia. Avante Bolsonaro!

Empreiteiros e políticos presos na Lava Jato acham que Lewandowski dará Natal feliz para todos eles

Alegres como pinto no lixo, empreiteiros e políticos presos em Curitiba acham que o ministro Ricardo Lewandowski fará o natal feliz para todos eles.
É que Lewandowski poderá decidir sozinho sobre os pedidos de revogação de prisão e habeas corpus, já que o STF está em recesso e ele é o ministro de plantão.
Depois que o STF tomou a decisão bolivariana de amparar Dilma no caso do processo de impeachment movido na Câmara, a percepção dos presos é de que estão com muitos aliados na Corte.
Já recorreram ao tribunal o herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e os ex-executivos da companhia Márcio Faria e Rogério Araújo, o presidente afastado da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, e o ex-executivo Elton Negrão, além dos ex-deputados André Vargas (ex-PT-PR) e Luiz Argôlo (afastado do SD-BA).

Pode uma quadrilha ter apenas o chefe como inocente?

Liberação da maconha transforma o Uruguay num narcoestado, denuncia o deputado Osmar Terra

Este velho terrorista/comunista liberou a maconha e com ela explodiu o consumo de cocaína e a guerra do tráfico. 

Pesquisa da Fundación Propuestas (Fundapro), realizada na semana passada no Uruguai, aponta até o dia 17 de dezembro a ocorrência de 272 homicídios no país, um recorde se comparado com outros anos. 
Tudo teve a ver com a liberação da maconha por parte do governo anti-diluviano do presidente José Mujica. 
Montevidéu registrou 170 e o Interior 104. Em 2014 foram 262 crimes de morte.
Segundo o Observatório Nacional Sobre Violência e Criminalidade do Ministério do Interior, no primeiro semestre já tinham sido superados os números de outros no mesmo período: 139 em 2013; 142 em 2014; 154 em 2015. Desde total, o acerto de contas entre traficantes representou 43% das ocorrências com morte.
O Ministério do Interior uruguaio lembra que o mercado inicial era, predominantemente, da maconha e crack, que logo foi reduzido a locais mais pobres. A cocaína passou à frente, enquanto que os traficantes de pasta base começaram uma guerra por territórios o que gerou o aumento assustador de assassinatos.
O deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS), que esteve no Congresso Uruguaio em 5 de outubro de 2013 onde pediu a rejeição do projeto do lei que estava em análise, comentou:
- Confirmam-se as piores previsões. Os assassinatos decorrentes do tráfico não acabaram, pelo contrário aumentaram. Infelizmente, se o Presidente Vasquez não agir rápido, o Uruguai caminha para se transformar num narcoestado, resultado de uma lei inconsequente. Meu temor são as consequências do incremento do tráfico de drogas na fronteira com o Brasil, especialmente com o Rio Grande do Sul.

Em 1988 Dilma faliu a Prefeitura de Porto Alegre ✰ Competência para destruir

video

A impressionante irresponsabilidade de Dilma Rousseff! A propósito: se ela cair, vai voltar ao terrorismo?

Dilma, 68 anos, não tem resposta para um argumento que foi esgrimido, pela primeira vez, por Kim Kataguiri, 19, do MBL

A presidente Dilma Rousseff, além de obviamente incompetente, é também irresponsável. Que tenha cometido crime de responsabilidade, bem, qualquer pessoa que tenha lido a Lei 1.079 e que avalie a sua obra chegará à conclusão óbvia: cometeu. Mas é evidente QUE ELA TEM O DIREITO DE LUTAR PELO SEU MANDATO.
Essa luta tem de ser política e jurídica.
No terreno das leis, é lícito que Dilma tente demonstrar que suas pedaladas e gastos não autorizados não caracterizam o tal crime. Como fazê-lo? Não sei. Até agora, não vi a defesa apresentar nenhum argumento consistente. O máximo que se tentou foi no terreno da moral rasa: “Ah, fiz para dar benefício aos pobres”. Isso, além de tudo, é mentiroso. Metade das R$ 40 bilhões das pedaladas de 2014 é constituída de empréstimo do BNDES para pançudos. Chama-se “Bolsa Amigos do Rei” — ou “da Rainha”, para atentar à questão de gênero.
No terreno político, Dilma teria o direito de tentar convencer os brasileiros de que o impeachment seria pior para o país; de que a população terá uma vida mais difícil; de que a instabilidade política que ele acarretaria seria pior para a vida de todos etc. Obviamente, não acredito em nada disso. Mas a ela cabe tentar.
Qual é o direito que Dilma não tem? O de afirmar a bobagem mentirosa, repetida nesta terça pela enésima vez. Segundo ela, o impeachment, em si, não é golpe porque está na Constituição, mas “vira golpe quando não há nenhum fundamento legal”.
E ela foi adiante: “A Constituição é clara: se faz impeachment quando há crime de responsabilidade. Não há contra mim nenhum crime de responsabilidade. Eu sequer fui julgada. Eu tenho uma vida ilibada, meu passado e meu presente”.
Há besteiras e trapaças argumentativas aí. Em primeiro lugar, o crime de responsabilidade aconteceu. Reitero: basta ler os artigos 10 e 11 da Lei 1.079. Em segundo lugar, que bobagem é essa de dizer que “nem ainda foi julgada”? Ora, caso a Câmara autorize o processo de impeachment e caso este seja aberto pelo Senado, ela vai ser julgada.
Dilma tenta fazer crer que, antes da denúncia por crime de responsabilidade, ela tem de passar por um julgamento. Qual? Onde? DE ONDE SAIU ESSA BATATADA? Qual foi o julgamento prévio pelo qual passou Collor? Aliás, o ex-presidente foi inocentado no Supremo. Ele só teve de renunciar à Presidência porque percebeu que seria condenado no julgamento político.
Em terceiro lugar e mais importante: Dilma não tem resposta para um argumento que foi esgrimido, pela primeira vez, por Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre, no programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan. Falo de um jovem de 19 anos que vai começar a estudar direito no ano que vem: se impeachment é golpe — e não se cuida de falar em tese, mas do caso em questão mesmo; isto é, da denúncia em curso —, então o Supremo Tribunal Federal resolveu criar o rito do golpe; então o Supremo passa a fazer parte da conspiração golpista.
Dilma não tem o direito de fazer essas afirmações. Ela está é degradando as instituições ainda um pouco mais. Até porque o risco de ela ser impedida é real, e a resposta que se dará, nesse caso, será institucional.
A propósito: caso ela caia em razão do que considera “golpe”, vai fazer o quê? Aderir de novo à luta armada? Voltar ao terrorismo?
Seja mais responsável, minha senhora! Aos 68 anos, ainda dá tempo de aprender alguma coisa com um jovem de 19.

Os deuses da corrupção no mesmo quadro!

Ninguém confia no Brasil da Miss Pixuleco ✰ Veja o resumão

Tuitadas:
– Cunha pediu audiência com Lewandowski para discutir impeachment. Se fosse Dilma, marcava reunião secreta com presidente do STF em Portugal.
– STF não explicou votação aberta sem chapa alternativa, mas Folha chama a tentativa de tirar dúvida de “estratégia para postergar o trâmite do impeachment”.
UOL: “Em reunião, líderes da base e Berzoini fecham entendimento para que haja recesso”. O fato: governo não teve força para evitar recesso.
Datafolha: Dilma (37%) ultrapassou Collor (20%) como titular do governo visto como o que mais teve corrupção no Brasil. Para 59% do povo, “a maioria” dos membros do PT tem envolvimento. Imagine quando o “chefe” for preso.
– Receita da Odebrecht cresceu de US$ 5,5 bilhões em 2003, quando Lula assumiu a presidência, para US$ 46 bilhões em 2014. É o lobista número 1.
– Como ironizou Magno Malta em sessão da CPI do Futebol com Del Nero: “Esse negócio de não vi, não sabia, não lembro, é coisa do Planalto”.
– Brasil precisa de “mais Estado” e “menos mercado”, diz líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Como dizia eu mesmo:
Nelson Barbosa, em sua posse como militante da Fazenda: “Apesar das turbulências, investidores internacionais e nacionais podem continuar confiantes no Brasil”. Eles continuam confiantes de que devem investir em outro lugar.
– Novo secretário executivo da Fazenda, Dyogo Henrique Oliveira é citado na Operação Zelotes como possível elo, no governo, dos lobistas suspeitos de “comprar” MPs. O número 2 de Barbosa aumenta a confiança do mercado.
VEJA: “Moody’s vê ‘tempestade perfeita’ e deve rebaixar nota do Brasil”, tornando-se a terceira agência de classificação de risco a fazê-lo. Como não confiar num país assim, não é mesmo?
– Financial Times: “O real está consolidando sua posição como a moeda com pior desempenho do ano”. Quando o dólar ouve a palavra Barbosa, sai voando de perto.
– Organizadores do Miss Universo ao menos tiraram título da vencedora ilegítima. Brasil ainda não conseguiu fazer o mesmo com a Miss Pixuleco.

Quando a mulher sabe usar as mãos...

video
experiência é tudo... (rsrsrs...)

O vídeo desmonta a vigarice protagonizada por Barroso para barrar o impeachment

Sempre caprichando na pose de quem recitava de fraldas artigos e incisos da Constituição, o ministro Luís Roberto Barroso resolveu mostrar, na sessão em que o Supremo Tribunal Federal embaralhou o processo de impeachment, que usa as horas livres do recesso para decorar normas que regulamentam as atividades dos demais Poderes. Conseguiu apenas confirmar que, para impedir o desmoronamento da argumentação mambembe, é capaz de sonegar informações essenciais e mentir publicamente.
─ Alguém poderia imaginar que o Regimento Interno da Câmara pudesse prever alguma hipótese de votação secreta legítima ─ concede o doutor em tudo na abertura do vídeo de 1min57. ─ Eu vou ao Regimento Interno da Câmara dos Deputados e quando vejo os dispositivos que tratam da formação de comissões, permanentes ou temporárias, nenhum deles menciona a possibilidade de votação secreta.
─ Vossa Excelência me permite? ─ ouve-se o cerimonioso aparte de Teori Zavascki.
─ Pois não ─ autoriza o professor de impeachment.
─ Salvo engano meu, há um dispositivo, sim, do Regimento Interno, artigo 188, inciso III ─ prossegue Teori. ─ Diz que a votação por escrutínio secreto far-se-á para eleição do presidente e demais membros da Mesa Diretora, do presidente e vice-presidente de comissões permanentes e temporárias, dos membros da Câmara que irão compor a comissão representativa…
Teori faz uma pausa para virar a página. Barroso, que acompanha a leitura que está terminando, tenta interrompê-la:
─ Sim, mas olha aqui…
─ … e dos cidadãos que irão integrar o Conselho… ─ continua Teori.
As sobrancelhas simetricamente arqueadas e o balanço dos cílios enfileirados avisam que Barroso está sobressaltado com a aproximação do perigo. Então, confisca a palavra e recomeça a leitura do inciso III, cuja reprodução no vídeo do Portal Vox escancara a pilantragem togada: para esconder a fraude, o juiz esperto amputa as quatro palavras que completam o texto: E NAS DEMAIS ELEIÇÕES.
Animado com a rendição sem luta do confuso Teori, Barroso declama outra falãcia:
─ Considero portanto que o voto secreto foi instituído por uma deliberação unipessoal e discricionária do presidente da Câmara no meio do jogo.
Conversa fiada. O Brasil decente é que considera uma infâmia o que Barroso fez. Foi uma deliberação pessoal e discricionária de um servidor público pago pelo povo para defender a lei. Foi coisa de vigarista.
video

Desapega, Dilma!!

Senador que aprovou contas de Dilma responde a processo por estelionato

O relator das contas presidenciais de 2014, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), rejeitou a recomendação do Tribunal de Contas da União e apresentou hoje à Comissão Mista de Orçamento parecer pela aprovação das contas de Dilma Rousseff do ano passado.
O parecer de Gurgacz não surpreende. Aliado de primeira hora do governo, o senador é réu em ação penal por crime de estelionato, acusado de obter, por meio de fraude, financiamento de R$ 1,5 milhão junto ao Banco da Amazônia, quando era diretor da empresa de ônibus Eucatur, em 2002.
Ele alegou que o dinheiro seria usado na aquisição de sete ônibus novos ao custo unitário de R$ 290 mil, mas se descobriu posteriormente que Gurgacz havia comprado veículos velhos a R$ 12 mil cada um e os maquiado com carcaças novas.
O processo está com o ministro Teori Zavascki, no STF.

Perdeu uma queda de braço para si mesma

No melhor estilo petista ✰ Editorial, Estadão

“Podem ficar tranquilos que, com o tempo necessário, vamos resolver todos os problemas.” Se dependesse apenas do industrioso e deslumbrado otimismo do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, os brasileiros já poderiam começar a se preparar para a comemoração de uma nova e auspiciosa era de prosperidade como nunca antes vista na história deste país. Ainda em seu gabinete no Ministério do Planejamento, Barbosa recebeu o Estado com exclusividade, no sábado, para garantir que vai “aperfeiçoar a política econômica” e promover uma “retomada mais rápida do crescimento da economia”. Tudo isso com “estabilidade fiscal” e “controle da dívida pública”.
Tomadas pelo valor de face, essas declarações em nada distinguem o novo ministro de seu antecessor Joaquim Levy. É o caso, então, de perguntar: por que a troca? A primeira resposta Barbosa ofereceu claramente agora que se sentou na cadeira que há muito cobiçava: assimilou muito bem o ensinamento do mestre Lula de que, quando se abre a boca para falar, é preciso saber bem o que as pessoas querem ouvir. Barbosa, não nos esqueçamos, orgulha-se de ser quadro fiel do PT. E demonstra a habilidade retórica que nunca foi o forte de seu antecessor.
Pelo menos até agora, o ministro diz apenas o que soa bem aos ouvidos de quem lhe cobra definições. Para o mercado, mirando o futuro, ressaltou enfaticamente a importância do ajuste fiscal para colocar em ordem as contas públicas e recuperar a confiança dos investidores numa economia fortemente dependente dos desígnios governamentais. Para quem ainda cultiva o fetiche de ser de “esquerda” – ou seja, a obstinada militância petista e as organizações sociais dependentes do poder central –, preferiu falar do passado: apresentou-se com a credencial de ter participado “do período dos governos do PT em que houve crescimento da renda per capita de todos os segmentos, sendo que a dos mais pobres foi a que cresceu mais”. Esse é o estilo lulopetista do novo ministro da Fazenda.
Ao nomear Joaquim Levy, um ano atrás, com a missão precípua de botar em ordem as arrombadas contas do governo, Dilma Rousseff tinha consciência da falência da política econômica sustentada pela gastança para promover o crescimento da economia via aumento do consumo. Essa “nova matriz econômica” fora concebida ainda no governo Lula, quando havia dinheiro sobrando para gastar graças à combinação de um mercado internacional generoso com os fornecedores de matéria-prima com uma política fiscal ainda minimamente fiel aos fundamentos do indispensável equilíbrio. Já no início do segundo mandato de Dilma o reajuste fiscal era a prioridade número um, porque era preciso colocar o pé no freio da gastança.
Mas como colocar isso na cabeça de quem entende que o governo tudo pode e, portanto, basta ter vontade política para custear todas as justas reivindicações populares? Foi aí que Dilma, já complicada na área política por suas próprias lambanças, passou a ser fortemente pressionada por seu criador, que não perdia ocasião para gritar: “Fora Levy”.
evy não deu conta do recado e agora temos Barbosa. Ele é um “desenvolvimentista” – seja lá o que isso quer dizer – que, aparentemente, tem um olhar retrospectivamente crítico sobre a tal “nova matriz econômica” de que um dia se orgulhou tanto. Pelo menos, recusa-se a ressuscitar a expressão: “Não gosto de debater política econômica com base em rótulo, estereótipo ou caricatura. A diferença entre governo e economia é que estamos aqui para resolver problemas, não para provar ou refutar teses. É importante interpretar o passado, mas mais importante ainda é aprender com os erros e com os acertos do passado”. Se for uma autocrítica sincera, ótimo!
Mas, se está muito claro o que deve ser feito para, conforme garante o novo ministro, “construir a estabilidade e a recuperação do crescimento”, cabe outra pergunta: por que isso não foi feito até agora? Em recente encontro com Dilma, Lula teria dito à pupila: “Você precisa liberar o crédito, fazer a roda da economia girar e dar notícia boa”. Parece fácil, pelo menos para Lula. É aí que reside o perigo. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...