segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Duas riquezas cobiçadas ✰ Artigo do Coronel José Batista Pinheiro

O OURO desde remotas civilizações é considerado o metal mais cobiçado da história da humanidade pelas suas características físicas e pelo seu valor intrínseco. Sua ocorrência acontece em quase toda a camada da crosta terrestre. Sendo que, em alguns lugares, essa ocorrência seja mais abundante do que em outras. O Brasil foi um destes lugares privilegiados desde os tempos coloniais. A Corte Portuguesa se valeu dessa riqueza em sua colônia descoberta por Pedro Álvares Cabral e, graças a sua exploração, se tornou uma das nações mais ricas da Europa. A quinta parte de todo o ouro, “o quinto dos infernos”, retirado das entranhas da terra colonial enchia os cofres dos monarcas portugueses. Até hoje esse precioso metal serve de lastro para as moedas de muitos países. Todavia, o ouro tão somente, pouco serve para a indústria atual,  pois sua maior aplicação se restringe à joalheria.
O outro metal muito cobiçado atualmente é o NIÓBIO, sendo a sua maior ocorrência exatamente em terras brasileiras em torno de 98% de todo o planeta. Esta constatação é recente e praticamente desconhecida até mesmo por inúmeros brasileiros. Vejamos alguns itens valiosos da sua aplicação e emprego em complexos artefatos da indústria moderna:
Da resistência e leveza de suas ligas fabricam-se tubos imensos para o transporte de água e petróleo;
- Muito usado em indústrias nucleares devido a sua baixa captura de nêutrons térmicos;
- Usado na indústria bélica na fabricação de armamento, belonaves, veículos terrestres e aeronaves;
- Também usado em naves espaciais interplanetárias;
- Usado em soldas elétricas de grande resistência;
- Devido a sua coloração é utilizado também em ligas metálicas para a produção de joias “percings”;
- Componente de superligas na fabricação de turbinas de aviões e foguetes que necessitam de alta resistência à combustão (pesquisas foram usadas pelos norte-americanos no programa Gemini de naves espaciais);
- Alternativas para substituir o tântalo para utilização em capacitores;
- Supercondutor quando reduzido a temperaturas criogênicas de 9,3 K;
- É um dos três elementos que são do tipo II junto com o vanádio e o tecnécio que são supercondutores quando submetidos a elevado campos magnéticos;
- E, muitos outros empregos, por nós ignorados.
Os nossos governantes viram as costas para toda essa riqueza, gerando um ceticismo inaceitável. Finalmente, a grama do ouro está cotada a R$127,00, enquanto para o nosso nióbio quem dita o preço é a atravessadora Inglaterra. Dizem que 15 kg deste metal correspondem a um barril de petróleo vendido a US$1,00. Façam as contas e tirem as suas conclusões.
José Batista Pinheiro – Cel Ref EB

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