quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A população de Porto Alegre está em pânico ✰ Opinião de Políbio Braga

A série de informações que o editor passou hoje sobre ocorrências na área da segurança pública, elevou o número de visualizações do blog para 300 mil, dez vezes mais do que o total diário obtido no final da semana. A população está em pânico, mas o governo Sartori não parece entender o que ocorre sob o seu nariz. A ênfase de hoje foi a notícia sobre arrastão na Marechal Andréa, rua onde se localizam empreendimentos classe A, do tipo Colégio Província de São Pedro e Savarato Toyota, mas também o perigosíssimo Beco do Resbalo, de onde costumam sair aterrorizantes personagens das mais assustadoras sombras da vida de Porto Alegre.
Sem garantir a vida (um porto-alegrense é roubado e depois assassinado a cada dez dias) e o patrimônio dos encurralados moradores da Capital, as autoridades da área da segurança pública costumam reclamar da falta de registros de ocorrências.
A não ser que seja obrigado para garantir o seguro do carro roubado, até mesmo assassinatos cruéis acabam não sendo registrado pelos familiares e amigos dos gaúchos abatidos como gado nas ruas, como foi o caso do vendedor Fernando Schilling, esfaqueado na segunda-feira à noite no Parque da Redenção.
Ora, a irmã e os amigos de Schilling, esvaído em sangue perto do espelho d'água da Redenção, tentaram chamar a Brigada Militar pelo 190, cansaram de esperar e acabaram levando a vítima para o HPS, ali perto. No HPS, tentaram fazer o Boletim de Ocorrência e não encontraram ninguém no Posto Policial.
As autoridades só ficaram sabendo do assassinato depois que o próprio HPS, bem mais tarde, fez ele mesmo o BO.
O delegado Alexandre Vieira, que hoje prendeu os dois suspeitos, atuou-os em flagrante, mas confessou, irônico:
- O problema é que minutos depois eles estarão soltos.
E ?
E nós vamos continuar sendo roubados e assassinados sem reação alguma ?
É isto ?
Polibio Braga - Jornalista

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