sábado, 26 de novembro de 2016

Anistia ao caixa 2 faz Odebrecht recuar nos acordos de delação e de leniência com o MPF

A delação está sendo assinada, agora, com o MPF, mas o ministro Teori Zavascki só homologará seus termos no primeiro quadrimestre do ano que vem. Delação e leniência possuem potencial para mudar o curso da história contemporânea do Brasil.
A evidência cada vez mais clara de que deputados e senadores estão dispostos a promover ampla, geral e irrestrita anistia para os chamados crimes de caixa 2, levou os advogados da Odebrecht a tirar o pé no acelerador da delação premiada coletiva que começaram a assinar ontem com o Ministério Público Federal.
A delação, chamada Mãe de todas as Delações, envolve 70 Executivos do grupo baiano, inclusive Marcelo e seu pai, Emílio Odebrecht. Ela envolve pelo menos 200 políticos, a maior parte constituída por parlamentares no exercício dos mandatos. Entre as figuras mais carimbadas estão gente como Renan Calheiros, Lula, Dilma, Aécio Neves e Michel Temer.
Além do acordo de delação, está em curso o acordo de leniência, este na esfera cível. Neste caso, a Odebrecht terá que se acertar no mesmo ato com os governos da Suíça e dos EUA, pagando multas que poderão chegar a R$ 7 bilhões.

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