segunda-feira, 28 de novembro de 2016

ANISTIA: Está morto o que nunca viveu. Ou: Juntar-se à extrema esquerda para combater a corrupção é juntar-se ao Satanás para defender a Bíblia

Fascistoides de extrema direita e de extrema esquerda terão de inventar um motivo novo para gritar “Fora Temer”. 
A propósito: “Fora Temer” e “Dentro” o quê?

Acabou! A entrevista coletiva do presidente Michel Temer e dos respectivos presidentes da Câmara e do Senado (ainda voltarei ao assunto) pôs um ponto final numa patuscada, numa armação, numa conspiração de paróquia.
Os fascistoides de direita e os fascistoides de esquerda já estavam animadinhos. O clima lhes parecia favorável. Eles estão com saudades de 2013. Como todo fascistoide, eles também são nostálgicos, nem que seja nostalgia que nem teve tempo de envelhecer em bons barris de carvalho. Gente mixuruca!
A anistia ao caixa dois nunca existiu porque, como cansei de afirmar aqui, não se anistia o que ainda não é crime. O caixa dois passará a ser. E a lei não pode retroagir. Quem não gostar disso que proponha uma Constituinte, já que esse fundamento da Constituição (Inciso LIX do Artigo 5º) não pode ser mudado nem por emenda, conforme dispõe o Artigo 60. É cláusula pétrea.
E a anistia aos demais crimes, como sempre destaquei aqui, é inconstitucional. Gilmar Mendes, presidente do TSE, já deixou claro. Ayres Britto, ex-ministro do Supremo, já deixou claro. Tratava-se de muito barulho por nada. “Mas os deputados não tentaram?” Alguns tentaram. Se eles anunciarem uma fórmula para transformar qualquer matéria em bosta, nem por isso eu vou pra rua protestar contra o risco de a humanidade virar um monte de estrume. “Est modus in rebus.” Há uma medida nas coisas.
A verdade é que o Ministério Público Federal está inconformado com o relatório de Onyx Lorenzoni. A turma queria as tais “Dez Medidas” na forma original, com quatro propostas que fariam inveja a Mao Tsé-tung, Stálin, Hitler e Pol Pot.
TODO APLAUSO AO MPF QUANDO CAÇA BANDIDOS. MAS VAIO O MP QUANDO QUER SER O TUTOR DA DEMOCRADURA.
A coletiva
Pronto! Mais claro do que ficou é impossível. Nem os comandantes do Congresso poriam uma emenda de anistia em votação (se fosse possível) nem o presidente sancionaria algo dessa natureza se aprovado fosse. Isso nunca existiu.
Mais: mesmo que se aprovasse aquela porcaria que chegou a circular, surgida sabe-se lá de onde, não haveria bandido beneficiado. Nem mesmo se listam lá os crimes que seriam supostamente anistiados.
Vivemos a mistura desagradável de militância xucra, burrice, desinformação, oportunismo e moralismo de fancaria, que é sempre o cemitério da moral.
O flerte explícito de grupos “que ajudam a depor Dilma” com a extrema esquerda que queria a continuidade do governo petista é asqueroso. Os esquerdistas chegaram a sugerir até a formação de milícias contra o impeachment. Alguns grupos, aliás, são mesmo milicianos.
Que curioso, não?
Certos idiotas me atacam, sem qualquer limite ou pudor, porque critico arroubos autoritários do MPF, mas depois saem de mãos dadas com os comunistas para protestar contra a… corrupção!!!
Sim, criticarei o MPF sempre que achar que aqueles bravos rapazes querem tutelar a sociedade. E os aplaudirei sempre que se comportarem de acordo com a lei. Vale o mesmo para Sergio Moro.
Mas não dou a mão pra comuna na luta política. Se um deles estiver se afogando e se eu puder lhe salvar a vida, farei isso. Por Cristo! Não por Marx.
Mas depois não quero papo.
Os fascistoides de direita e de esquerda, nesta nova Santa Aliança, vão ter agora de inventar um motivo novo para gritar “Fora Temer”. A propósito: “Fora Temer” e “Dentro” o quê?
E falta ainda tratar de muitos outros aspectos. Há, por exemplo, a pauta de reformas. Mas fica para outro post.

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