terça-feira, 1 de novembro de 2016

Com a derrota em BH, Aécio Neves se afasta um pouco mais da corrida pela Presidência em 2018

A vitória de Alexandre Kalil (PHS) em Belo Horizonte foi um golpe talvez mortífero nas pretensões presidenciais do tucano Aécio Neves. Vale recapitular o histórico.
1 – Derrotado na eleição presidencial, inclusive em seu próprio estado (Minas Gerais), teria de fazer uma reconstrução de seu próprio posicionamento, sobretudo contra o PT;
2 – Em vez de liderar a oposição, como alguns esperavam, meio que “sumiu”, dando declarações cada vez mais raras e sem a contundência que se suporia;
3 – No auge das manifestações contra o PT, situação em que um líder oposicionista cresceria ainda mais, ele foi hostilizado;
4 – A grande chance seria fazer o prefeito de Belo Horizonte, com uma boa margem de votos, para restabelecer-se como líder, ao menos local;
5 – Seu candidato, João Leite, perdeu;
6 – Bônus: seu principal adversário no PSDB, Geraldo Alckmin, viu João Dória, o candidato que apoiava, ser eleito no primeiro turno em São Paulo, algo até então inédito na capital.
Complicado, portanto. É mais do que LÓGICO que Aécio pode ainda ter chances, mas ficou pra lá de difícil. Será preciso, talvez agora enfim, reconstruir-se como pré-candidato.
Resta saber se encontrará espaço no campo mais antipetista. Mas é essa sua grande chance. Aguardemos.

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