terça-feira, 22 de novembro de 2016

Deputado do PMDB afirma: 'Caixa 2 não é propina e projeto não passa'

Esta notícia está sendo postada nas redes sociais e parece ser verídica. O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) lidera a bancada que ameaça rejeitar o pacote '10 de Medidas Contra Corrupção' elaborado pelo Ministério Público Federal (MPF). Ele avisa que se o relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS) não incluir de volta no seu texto o crime de responsabilidade para juízes e procuradores que cometerem ilegalidade, o texto não passa. A votação está marcada para hoje. Com relação ao Caixa 2, ele deu a seguinte declaração ao jornal 'O Estado de São Paulo': “Caixa dois não é propina, não é corrupção, é outro tipo de relação. Político não gosta de caixa dois, gosta de receber e botar na sua conta. Mas, após se fazer uma criminalização da doação oficial, muitas empresas começaram a preferir fazer doação sem revelar”;
Para os procuradores do MPF, o tópico “Crime de Responsabilidade” é um assunto que pode ser discutido sem problema algum, desde que seja depois da votação referente às medidas. Exatamente porque o foco hoje é a questão da corrupção (crime contra o erário público) e, não, repentinamente, fazer uma análise da conduta dos procuradores e magistrados, que, por sinal, tem sido exemplar no caso da Operação Lava-Jato. O procurador da República Roberson Pozzobon, da força-tarefa da Lava-Jato, afirmou: “Nunca foi discutido (o projeto sobre crime de responsabilidade para procuradores e juízes) nas diversas audiências públicas sobre o pacote das 10, nunca foi discutido com o Ministério Público, com o Judiciário, então nos causou surpresa”. Ele acrescentou que é mais um ataque, assim como a nova redação à Lei de Abuso de Autoridades, comandada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros;
Para o juiz Sérgio Moro, embora não exista uma “bala de prata” para acabar com a corrupção no país, as propostas das 10 Medidas devem ser levadas adiante porque poderão ajudar a reduzir os níveis de desvios de dinheiro público no país. Ele também defende com ênfase a aprovação da tipificação do crime de caixa dois. Segundo Moro, muitos dizem que se trata de delito menor, amplamente difundido no país. Para o juiz, o Caixa 2 é um crime grave e não há nada que o justifique. Ele argumenta que, se candidatos podem receber dinheiro por meios legais, não há porque buscar recursos por meios clandestinos. "Caixa 2 é visto como um crime menor, trapaça de uma eleição. A meu ver, não existe uma justificativa ética para esse tipo de conduta. É necessário ter a criminalização desta conduta", concluiu.

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