terça-feira, 29 de novembro de 2016

Desprivatizando a Petrobrás ✰ Artigo de Rogério Mendelski

Os silenciosos sindicalistas militantes da Petrobrás a cada dia são surpreendentes em suas atitudes. São silenciosos diante da maior corrupção que mundo ocidental conhece, mas protestam ruidosamente quando se aborda a possibilidade de privatização da empresa.
O paradoxo reside no fato de que a Petrobrás foi “privatizada” pela corrupção e aí está a Lava Jato que trata de devolver a nossa maior estatal ao controle de uma gestão pública eficiente. Seria esse o motivo de não haver nenhuma manifestação dos petroleiros quando o juiz Sérgio Moro começou a botar na cadeia os mentores da “privatização” da Petrobrás?
Sob a presidência de Pedro Parente, um ex-colaborador de FHC, começou o striptease das contas da Petrobrás e o que estamos vendo é estarrecedor. Enquanto as maiores empresas – Exxon, Shell, British Petroleum (BP) – divulgam seus balanços trimestrais com lucros respeitáveis, a Petrobrás assusta seus acionistas e envergonha os brasileiros com um prejuízo de R$ 16,4 bilhões no mesmo período deste ano.
É por ter enfrentado durante anos gestões incompetentes e por estar “privatizada” para o PT, PMDB e PP (que se adonaram das melhores diretorias da empresa) que a Petrobrás não apenas vem apresentando prejuízos, mas também enfrentando ações bilionárias nos EUA.
Não vai ser fácil restabelecer o conceito da Petrobrás entre os investidores internacionais, mas como o petróleo continua sendo um bom negócio neste planeta, vamos torcer para que Pedro Parente consiga reverter a criminosa “privatização” da Petrobrás e que seus respectivos ladrões sejam enviados para Curitiba.
LUCROS E PREJUÍZOS 
As três grandes irmãs do petróleo mundial – Exxon, BP e Shell – lucraram no mesmo período do prejuízo da Petrobrás, em reais, R$ 22 bilhões. Pela ordem: Exxon, 2,7 bilhões de dólares, Shell, 2,9 bilhões de dólares e British Petroleum 933 milhões de dólares.
EMPREGUISMO? (1)
Shell, Exxon e BP tem menos empregados somados do que a Petrobrás que por ser uma estatal emprega, atualmente, 275 mil funcionários. Em 2013, em plena era petista, a Petrobrás chegou a ter 446 mil empregados. No final do ano de 2014, uma redução no pessoal: 372 mil trabalhadores.
EMPREGUISMO? (2)
Em fevereiro deste ano houve um corte de pessoal na ordem 39%. Hoje a Petrobrás tem um programa de demissão voluntária que poderá reduzir ainda mais o número de empregados.
EMPREGUISMO (3)
Se em 2013 a Petrobrás tinha 446 mil empregados e hoje tem 275 mil, significa que 171 mil trabalhadores já deixaram a empresa e pelo que se sabe não estão fazendo falta para a atual gestão profissional sob o comando de Pedro Parente.
AÇÃO SUSPENSA
O Tribunal de Apelações da Corte Federal de Nova Iorque suspendeu as ações individuais e uma coletiva contra Petrobrás em agosto deste ano. A suspensão se deu até que seja julgado um recurso da empresa que questiona a validade daquelas ações. Somente a ação coletiva de acionistas que se dizem prejudicados com a queda de seus investimentos é de 10 bilhões de dólares.
Rogério Mendelski - Radialista gaúcho

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