sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Enquanto as leis forem elaboradas e promulgadas por mafiosos, a corrupção no Brasil nunca será erradicada

O relator, Roberto Requião, é um dos senadores com maior número de processos correndo no Supremo Tribunal Federal, que, indiferente ao clamor do povo, a muito tempo não prende corruptos. 
Na delação das delações, a empreiteira Odebrecht resolveu jogar merda no ventilador. 

Vendo a situação se complicar e/ou, provavelmente, preocupado com o mau cheiro, o presidente do Senado Federal bateu o pé e afirmou que votará a lei sobre abuso de autoridade em caráter de urgência!
O mais interessante e ridículo nisso tudo é que Renan Calheiros, responde a 12 inquéritos no STF, sendo nove decorrentes da Lava-Jato. Contudo, fingindo ignorar esse fato, de forma cínica e despudorada, ele “jura de pés juntos”, que a tentativa de aprovar o projeto não tem nenhuma relação com a operação que, diuturnamente, vem prendendo os corruptos no Brasil. 
Creiam! Dos atuais 81 senadores, 22 aparecem como réus ou investigados em ações penais ou inquéritos em tramitação na mais alta Corte do país.
Segundo a imprensa, aproveitando-se dessa esdrúxula situação, Renan Calheiros, mesmo com essa porrada de processos tramitando na Suprema Corte, aprovou na ultima terça-feira (22) um requerimento, assinado por líderes partidários, que coloca em regime de urgência o projeto que endurece as punições para autoridades que cometem abuso.
Correndo contra o tempo e pensando em se salvar, ele, que é o autor da famigerada proposta, conseguiu um acordo entre os líderes partidários e vai realizar a primeira votação no dia 06 de dezembro deste ano.
Uma das curiosidades cabeludas e vergonhosa, é que o relator da proposta, senador Roberto Requião (PMDB-PR) é um dos senadores com maior número de processos correndo no Supremo Tribunal Federal, por isso, claro! É um ferrenho defensor da medida.
No entanto, senadores contrários à proposta, argumentam que o projeto poderá inibir as investigações da Operação Lava Jato. Além disso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o juiz Sérgio Moro, também são contrários ao projeto. Mas.......

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