segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Jean Wyllys deveria ser exemplarmente punido. Motivo: usar cuspe como agressão equivale ao estupro.

O Radar on-line comenta que a maior parte do conselho de Ética da Câmara já quer uma punição exemplar ao deputado bolivariano Jean Wyllys. Durante a votação do impeachment, ele cuspiu em Jair Bolsonaro, mas atingiu várias outras pessoas. Não acertou o seu alvo.
Alguns dizem que deve ser aplicada uma suspensão leve de 30 dias. É muito pouco. O justo seria cassar seu mandato.
Outro deputado bolivariano, Silvio Costa, disse que até mesmo a mísera suspensão de 30 dias é exagerada. Ele luta para abrandar ainda mais a pena. Talvez ele queira sugerir meia dúzia de flexões como punição, certo?
Costa diz que a cusparada não deveria gerar uma punição dura, pois, segundo ele, alguns deputados já chegaram a sair no tapa. Ele argumenta com um OANI – objeto argumentativo não identificado – que caso a cusparada seja punida rigidamente, muitos terão de responder a processos por brigas em plenário e nas comissões.
A argumentação é falsa, pois um cuspe pode ser muito mais grave do que um tapa. O cuspe é o lançamento de uma secreção pessoal sobre outra pessoa. Não difere da ejaculação sobre o outro, o que está muito mais próximo do estupro do que de uma agressão simples.
O correto mesmo seria que Wyllys perdesse o mandato e fosse preso pela cusparada.

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