segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Na America de baixo

Há décadas que leio as crônicas e artigos de Carlos Heytor Cony, pela sua impressionante capacidade de captar, sintetizar as alegrias, desejos, angústias, preocupações, frustrações de nossa população. 
No seu artigo O Colosso de Trump, quase não abordou a vida do polêmico presidente eleito dos Estados Unidos, aproveitou para fazer um resumo da história daquele país, como às custas de tratados, compras, anexações e até cessões, partindo de 13 colônias situadas numa estreita faixa na costa atlântica que ia do Maine à Georgia, aos poucos foi marchando para o Oeste, tornando-se um dos maiores países do planeta, é a história de tradições desse colosso que é defendida por Trump. 
Ao sul deste continente tem um outro colosso, foi descoberto e explorado por Portugal, que por séculos expulsou os jesuítas prejudicando enormemente sua educação, diferente da colonização de outros países da América do Sul, Chile, Argentina, Uruguai, devido seus conquistadores terem vindo para ficar, tem um nível educacional bem melhor, nenhum teve um presidente que se orgulhasse de nunca ter lido um livro. 
Nossos vizinhos tem outra enorme vantagem, que é a língua, falada ou entendida em quase em todo o continente americano e boa parte da Europa. Cony terminou sua crônica com uma indagação: “a democracia é mesmo a melhor forma de governo, excluindo-se os demais? Do alto de sua experiência e perspicácia sabe que no nosso país certamente não é, aqui propina é moeda de troca nos três poderes da República, mas nem ela é democraticamente distribuída.
Abraços
Pai,Tio, Vô João
Rieder

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