quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O recado de 2016 a 2018 é claro: vencerá quem defender sem medo as ideias da direita

É sempre temerário apostar em um nome como futuro vitorioso, e a própria imprensa (re) descobriu essa terrível sensação bem recentemente, com seu fiasco diante do baile que Donald Trump deu em vários grandes veículos. Há formadores de opinião que até agora não encontraram o rumo de casa, mantendo o discurso arrogante, como se a repetição de palavras tivesse o poder de alterar a realidade.
A coisa aqui, porém, é outra. Não se trata de pessoa ou partido, mas sim de ideias. Em suma: os resultados eleitorais de 2016 deixam claro que, pra vencer daqui a dois anos, será preciso adotar de verdade, e sem medo, as pautas da direita.
Não apenas pautas econômicas anti-estatizantes, mas sobretudo algumas outras, como a segurança pública e o aborto.
Em 2010, e quem viveu aquele ano sabe bem como foi, chegou-se a PROIBIR um debate sobre o aborto entre os candidatos. Diziam – claro, era a esquerda quem alegava isso – ser “apelativo”. Sim, isso mesmo: seria APELATIVO tratar de um tema de tal importância na eleição mais relevante do país.
Agora, o jogo virou.
Em primeiro lugar, porque as pautas mais conservadoras enfim ganharam vigor no debate político em geral, mas também porque cabe justamente à Presidência da República nomear ministros do STF, que afinal tratarão de temas como esses.
Quando ainda controlava a maior parte das colunas e tribunas da imprensa, bem como quando tudo isso tinha mais relevância, a esquerda boicotava debates desse tipo. Agora, já sem a mesma influência e com a ascensão da direita também nesses espaços de debate, a tática falhará (como tem falhado todo estratagema semelhante).
E o resto será história: temos um povo majoritariamente conservador que, afinal, poderá comparar candidatos quanto às bandeiras de seu interesse. E, por óbvio, não vencerá quem defender o aborto, não vencerá quem defender penas mais brandas, não vencerá quem defender a legalização das drogas, não vencerá quem atacar a família, a igreja etc.
Nesse sentido, também obviamente, terá a vitória quem fizer o exato oposto, defendendo todas essas pautas que, sim, são parte fundamental de um debate político democrático. E, não, jamais seriam “apelativas”.
Aquele que tiver coragem para isso, enfrentando a fúria de meia dúzia de colunistas já sem relevância, falará direto ao povo e, com isso, será eleito.
P.S. – isso não é opinião pessoal, até porque discordo de algumas dessas bandeiras, mas seria desonesto dizer que o resto do país também discorda; no fim, falta esse tipo de distanciamento a muitos analistas, que no geral tratam suas convicções ideológicas como vontades do povo, mesmo quando são opostas.
Fernando Gouveia - advogado, pós-graduado em Direito Empresarial e atua em comunicação online há 15 anos. Músico amador e escritor mais amador ainda

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