sábado, 5 de novembro de 2016

Paciente precisou pagar gasolina da ambulância pública para ser atendido

Enquanto a juventude universitária de classe média fala sobre os benefícios do socialismo, com base do que aprendeu nos cursinhos e nos colégios particulares, há um outro Brasil que passa ao largo dessas questões ideológicas. Trata-se do Brasil profundo, ignorado por completo por essa turma.
Os exemplos são inúmeros, e este caso de agora chega a espantar.
Imaginem que, para ser atendido por uma ambulância do sistema público, um cidadão precisou PAGAR A GASOLINA do veículo. Pois foi isso que aconteceu no Amapá.
Para ser levado da cidade de Calçoene à capital Macapá, um homem teve de desembolsar R$ 250 para arcar com os custos de combustível da ambulância. Pior: trata-se do “hospital de emergência”. Pior ainda: segundo informa o Diário do Amapá, há reclamações gerais quanto a isso.
Taí. Este é o Brasil. Este é o nível a que as coisas chegaram, o que dá pista do quanto é preciso mudar e do tamanho do buraco do qual precisamos sair. Enquanto isso, os revolucionários urbanos se prendem às questões acessórias por pura picuinha ideológica.
Depois não entendem porque o povo não compra esse discurso. A resposta curta: o povo tem demandas mais graves e urgentes.

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