quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Policiais, bombeiros e agentes penitenciários invadem ALERJ contra pacote do governo

Agentes das forças de segurança do Rio protestam contra medidas que congelam salários e propõem cortes
Manifestantes invadem o plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (RJ), no centro da cidade. 
Servidores, aposentados e pensionistas da área da segurança pública protestam em frente ao prédio contra o pacote de medidas proposto pelo governo do estado para conter a crise financeira

Servidores da segurança do Rio de Janeiro invadiram a Assembleia Legislativa do Rio durante um protesto nesta terça-feira (8) contra o pacote de austeridade do governo. Cerca de 15 mil policiais civis e militares, além de bombeiros e agentes penitenciários, cercaram o Palácio Tiradentes. As portas foram trancadas e a Tropa de Choque acionada, mas mesmo assim os manifestantes entraram e ocuparam o plenário, O gabinete do deputado Wagner Montes, vice-presidente da Casa, acabou depredado
A sessão que estava marcada para acontecer à tarde foi cancelada. Um dia antes, o presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), havia ordenado que o prédio fosse cercado por arame farpado. Após a invasão, um funcionário contou que o clima era de tensão dentro do palácio. “Quando entraram, a gente se trancou na sala, colocou sofá na porta e desligou as luzes. Aqui dentro tem policial armado que estava bebendo cerveja desde cedo debaixo do sol. Qualquer coisa pode acontecer”, afirmou.
Até o início da tarde, a manifestação aconteceu em clima pacífico. A tensão se elevou por volta de 13h30, quando um grupo de agentes penitenciários arrancou tapumes em uma das entradas, que passa por reforma. O Batalhãoi de Choque foi acionado, mas se recusou a comparecer. Manifestantes subiram em andaimes e incitaram quem estava na rua a invadir a casa. A Polícia Civil não participou da invasão. Na semana passada, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) anunciou uma série de medidas para combater a crise do estado. As propostas, detalhadas em 22 projetos de lei enviados à Alerj, incluem a suspensão temporária de reajustes salariais e o aumento da contribuição previdenciária descontada na folha de pagamento. Os manifestantes começaram a deixar o local por volta das 17 horas.
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