quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A roubalheira de Sérgio Cabral, que quebrou o Estado do Rio de Janeiro, continua a aparecer

Primeiro foram as joalherias, agora são concessionárias de automóveis. A concessão de benefícios fiscais dados por Sérgio Cabral pode estar por trás da movimentação de R$ 101 milhões detectados pelo COAF como operações suspeitas. Desses valores chamam a atenção depósitos de R$ 10,9 milhões nas contas da LRG Agropecuária, de propriedade da Carlos Emanuel Miranda, vulgo Avestruz, denunciado por nosso blog há muito tempo como um dos operadores do dinheiro sujo desviado do Estado e movimentado por Sérgio Cabral. Foram beneficiadas com incentivos fiscais dados por Cabral, a Disbarra Distribuidora de Veículos, a Eurobarra, Dirija Niterói, Khan Motors, Americas Barra Rio, Barrafor Veículos, entre outras concessionárias. O prejuízo para o Estado levou à situação em que hoje se encontram os cofres públicos sem dinheiro para pagar os funcionários. 
Já está nas mãos da equipe que investiga o saque aos cofres públicos feito por Sérgio Cabral um decreto assinado em 2008, que permitiu às joalheiras H.Stern e Antonio Bernardo um benefício de ICMS bem superior às demais concorrentes do ramo. Isso explica a quantidade de joias encontradas com Adriana Ancelmo, pagas em dinheiro vivo, e cujo valor já ultrapassa até agora R$ 8 milhões. O decreto 41.596, de 16 de dezembro de 2008, reduz os impostos para essas duas joalherias. Mas nossas apurações indicam que existem pelo menos mais três joalherias. 
As joias apreendidas na Operação Calicute chamaram a atenção dos policiais federais, que ficaram impressionados com a quantidade de rubis, diamantes, esmeraldas e outras pedras preciosas. 
Outra empresa beneficiada por Cabral é a Reginaves. No dia 5 de outubro de 2010, Cabral editou o decreto 42.644, que permitiu às empresas que recebiam incentivos fiscais regularizassem seus débitos em 30 dias, após autuadas pelo Fisco Estadual, sem perder o benefício. A Reginaves pertence ao empresário Alexandre Igayara que também é acusada de repassar recursos para as contas de Carlos Emanuel Miranda, o Avestruz, um dos laranjas de Cabral. 
Durante a Operação Calicute, Igayara foi conduzido coercitivamente para explicar suas relações nebulosas com Sérgio Cabral. Foram encontrados e-mails onde o ex-governador que faliu o Estado faz gestão junto à JBS para adquirir uma das empresas de Igayara, a Frangos Rica. 

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...