quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Lava Jato deu um ultimato: ou Temer veta o que a Câmara fez, ou renunciam à investigação

A força-tarefa da Lava Jato deu a mais contundente declaração da sua (curta, é verdade) história. Em resposta à insanidade cometida pela Câmara Federal ontem, quando, sob o comando de Rodrigo Maia, aliado de Michel Temer, transformaram o pacote de 10 medidas contra corrupção em um pacote de penduricalhos que blindou os investigados, deu um ultimato: ou Michel Temer veta aquele absurdo, ou o time de procuradores irá renunciar à investigação.
É uma ameaça estranha, pois a ausência de Deltan Dallagnol e sua trupe é tudo o que mais querem os investigados pela Lava Jato. Mas, ao mesmo tempo, joga toda a pressão em cima do presidente da República, que uma semana atrás assustou-se com o crescimento dos gritos por seu impeachment. E incendeia a opinião pública para comparecer em ato agendado para o próximo domingo, dia 4 de dezembro.
É um jogo duro. Se há uma notícia boa no meio disso tudo, é que os poderes, sempre em uniões tão questionáveis, se dividiram. De um lado, legislativo e executivo. Do outro, o judiciário.
As cenas dos próximos capítulos prometem.

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