sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Marisa enfim livre da dor... e das panelas

Acabou a agonia de dona Marisa Letícia, a morte cerebral da ex-primeira-dama foi confirmada em redes sociais pelo próprio ex-presidente Lula, que informou sobre as providências para doação de órgãos.
O quadro piorou drasticamente, segundo fontes do hospital Sírio Libanês, quando começaram a diminuir os sedativos e o quadro foi considerado irreversível, pois constataram que já não havia fluxo cerebral.
Lideranças petistas, jornalistas baba-ovo e também Lula atribuem o AVC de Marisa Letícia às tensões decorrentes das investigações da operação Lava Jato, mas a verdade é que ela convivia há mais de uma década com um aneurisma cerebral que não quis operar, optando pelo seu controle com medicamentos. Além disso, sofria de pressão alta e, mesmo assim, era tabagista inveterada.
Todo sofrimento me comove, toda morte me causa pesar, mas não vi tanta apelação politiqueira contra os causadores da morte de Ruth Cardoso como fazem agora contra os responsáveis pela Lava Jato, operação que está limpando o Brasil ao combater a corrupção.
Li e reli o livro "Fragmentos de uma vida", por Ignácio de Loyola Brandão, que retrata de forma brilhante quem foi Ruth Cardoso, sua história e sua trajetória dedicada a melhorar a vida das pessoas.
O autor conta, por exemplo, que Ruth Cardoso morreu magoada com o dossiê forjado por Dilma Rousseff e Erenice Guerra.
Vejam trecho do livro:
"Ruth Cardoso tinha razão quanto a querer se distanciar da política como ela é feita no Brasil e em certos setores de Brasília. Ela, que sempre foi uma pessoa célebre pela integridade e pelo cuidado com a coisa pública, se viu ameaçada pela então chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, com um escândalo em torno de um dossiê sobre os gastos corporativos da Presidência, em que alegava que Ruth havia despendido milhares de reais ou dólares em compras fúteis, inúteis e banais, em vinhos e comidas. Caiu mal no mundo político, no qual Ruth sempre foi respeitada até mesmo pelos adversários mais ferrenhos. O jornalista Augusto Nunes, que tem um blog dos mais visitados, não resistiu e comentou: "Dilma foi a primeira a agredir uma mulher gentil, suave, e também por isso tratada com respeito até por ferozes inimigos do marido". Pegaram pesado e Ruth sentiu o baque, logo ela que sempre teve o cuidado de separar o privado do público, até mesmo no aluguel de filmes exibidos no palácio. O dossiê teria sido preparado pela secretária executiva da Casa Civil, Erenice Guerra. As reações contra o dossiê foram imediatas e a chefe da Casa Civil se desculpou, voltou atrás. Ruth, elegantemente, ainda que magoadíssima, aceitou as desculpas, porém o círculo íntimo sabe quanto isso a feriu e atingiu um coração já afetado."

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