sábado, 4 de fevereiro de 2017

Rio de Janeiro: bom para os bandidos, ruim para os policiais.

Dezessete policiais militares foram mortos no Estado do Rio em janeiro deste ano, o que dá uma média de um PM assassinado a cada dois dias. A estatística se torna ainda mais dramática quando se tem notícia de que 3.234 policiais morreram de causas não naturais no estado entre 1994 e 2016, segundo estudo da Comissão de Análise de Vitimização Policial da PM. O número corresponde a 3,59% do contingente empregado no período, percentual que, de acordo com o levantamento, é maior do que o de soldados americanos mortos nas duas guerras mundiais (2,46% e 2,52% respectivamente). Incluídos na conta os feridos (14.452), esse percentual sobe para 19,65%. “Há 765 vezes mais chances de ser ferido aqui do que lutando nessas guerras. Precisamos de ajuda, seja da sociedade, da imprensa, de todos os segmentos", desabafou o coronel Fábio Cajueiro, que preside a comissão.
Os números mostram o lado mais trágico do problema. Mas há outros, não menos inquietantes. No ano passado, foram concedidas 1.398 licenças psiquiátricas a policiais militares, motivadas principalmente por estresse e depressão. Segundo o Núcleo Central de Psicologia da PM, em 2016 foram prestados 20 mil atendimentos a 2.296 pacientes. Muitos têm menos de cinco anos de serviço, trabalham em áreas de conflito e sofrem hostilidade de moradores. “Ele se sente dando a vida por alguém que não o reconhece. O policial se expõe ao perigo extremo e não sente retorno. Essa conta dentro dele não fecha. Está muito desigual", analisa o tenente-coronel Fernando Derenusson, psicólogo e chefe do núcleo.
A Polícia Militar do Rio contabiliza mais de 200 anos de história — foi criada por Dom João VI, em 1809, como Divisão Militar da Guarda Real de Polícia da Corte. Mas a imagem da instituição tem sido arranhada nas últimas décadas. Os motivos são muitos: corrupção envolvendo membros da corporação, inclusive oficiais; operações desastradas que resultam na morte de inocentes; grande número de civis mortos em supostos confrontos (os chamados autos de resistência) e participação em crimes, como ocorreu no caso Amarildo. Tudo isso contribui para minar a imagem da polícia junto à população.
Mas não se pode tomar a parte pelo todo. O Estado do Rio tem cerca de 47 mil policiais militares que, a despeito de receberem seus salários com atraso, arriscam suas vidas diariamente — muitas vezes com armamento inferior ao usado pelos bandidos — em defesa da sociedade. De uma sociedade que se mostra indiferente a essa matança. A indignação, nesses casos, costuma ficar restrita à família, ao círculo de amigos e à corporação.
Desde os anos 80, a violência no Rio é um problema a ser enfrentado por toda a sociedade. E os policiais militares, por estarem na linha de frente, são peça fundamental nesse combate. A sociedade precisa confiar nos PMs. Sem eles, os cidadãos ficam ainda mais vulneráveis.

Um comentário:

O MESMO de SEMPRE disse...

Faça uma comparação desta ESTRATÉGIA de FOMENTAR AGRESSORES para mater o MÊDO da população a fim de que aceite a TUTELA de uma força de proteção.

Ora, no ocaso do Império Romano, diante da possível desobediência civil e mesmo rebelião dos próprios soldados vindos do povo - estes mal remunerados e sem privilégio algum, embora sejam o Poder dos "poderosos" - os donos do Poder se valeram dos ensinamentos de SUN TZU e criaram antagonismos DENTRE o PRÓPRIO POVO: POBRES X RICOS e nacionais x estrangeiros.

...e como as FARSAS se repetem como HISTÓRIA, muitos dos ocupantes e emergentes para o PODER não titubearam em UNIREM-SE aos BÁRBAROS ambicionando MANTEREM-SE no PODER e persistirem EXPLORANDO a POPULAÇÃO.

Os NOVOS BÁRBAROS são os ISLÂMICOS com quem os PODEROSOS pretendem contar num revival histórico milenar.

As estratégias de DOMINAÇÃO e EXPLORAÇÃO não são difíceis de perceber, SOBRETUDO PORQUE NÃO SÃO PONTUAIS, SÃO UNIVERSAIS e UTILIZADAS por TODOS.

Enfim, manter a população pagadora de impostos sob eterna ameaça a depender deste comando MONOPOLISTICO da VIOLÊNCIA, é o objetivo dos que almejam o PODER.

E mais uma VISÍVEL estratégia desde há muito usada:

.
Pois é,
há tempos que comento que a ESTRATÉGIA dos totalitários é tornar o cidadão pagador de impostos CADA VEZ MAIS ISOLADO e CADA VEZ MAIS INDEFESO.

Claro que nesta VELHISSIMA ESTRATÉGIA um dos objetivos é INIBIR TODA e QUALQUER EMPATIA dos POLICIAIS e MILITARES para com o cidadão PAGADOR de IMPOSTOS.

Isso é algo ÓBVIO!!!

O PODER de COAGIR e EXTORQUIR decorre da FORÇA POLICIAL e MILITAR.

As tais autoridades, sejam políticos ou qualquer integrante da ALTA HIERARQUIA ESTATAL, NÃO POSSUEM PODER PRÓPRIO ALGUM.

Todo o PODER do Estado hierarquizado se firma NA OBEDIÊNCIA das FORÇAS POLICIAIS E MILITARES.

Assim, quando a política fomenta a REPULSA e o ÓDIO da população pagadora de impopstos CONTRA estas forças, ESTÃO se PRECAVENDO para que a RECÍPROCA NÃO PERMITA a EMPATIA destas FORÇAS para com a população feita SERVIL e TAL EMPATIA possa levar à DESOBEDIÊNCIA destas FORÇAS ao COMANDO dos, ENTÃO, DONOS do PODER.

Esse é o objetivo de MUNDIALMENTE a política tentar INIMIZAR as FORÇAS POLICIAIS e MILITARES com as POPULAÇÕES.

No momento que precisarem de comandar estas forças contra rebeliões populares, esta hierarquia estatal que exercita a politica SABERÁ BAJULAR e REMUNERAR tais FORÇAS para ASSIM CONQUISTAR-LHES a SIMPATIA e OBEDIÊNCIA. Afinal estas FORÇAS JÁ NÃO NUTREM SIMPATIA pela POPULAÇÃO ESTÚPIDA que, MANIPULADA pela POLÍTICA, se deixou FAZER INIMIZAR com aqueles que os protegem, mas que não os protegerão de seus SENHORES encastelados no PODER POLÍTICO.

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