sábado, 11 de março de 2017

Governo propõe Planos Populares de Saúde para livrar a cara do SUS e das Unimeds


O Ministério da Saúde enviou ontem para análise da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o seu projeto de Planos Populares de Saúde. Os planos poderão ter coparticipação maior dos usuários no pagamento dos serviços realizados (ou seja, mesmo pagando o plano, será preciso pagar um percentual do serviço), prazos maiores para agendamento de consultas e cirurgias, maior liberdade para as empresas no reajuste das mensalidades, serviços disponíveis apenas em determinada região do estado ou do país e hierarquia no acesso ao serviço especializado (o paciente só vai poder marcar uma consulta com uma especialista se receber um encaminhamento nos serviços de atenção básica).
Serão três tipos de planos: 
Simplificado, com consultas e exames simples, sem internação, exames complexos ou atendimento de urgência; 
Ambulatorial, com atendimento de média e alta complexidade, sempre posterior ao encaminhamento de um médico da atenção básica; 
Regime Misto, em que o paciente terá acesso, além dos itens anteriores, a atendimento hospitalar e terapias de alta complexidade, mediante pagamentos complementares.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu nota pública reiterando sua posição contra a liberação. Os planos seriam limitados a consultas ambulatoriais e exames de menor complexidade, excluindo idosos e portadores de doenças crônicas, eles não vão impedir a superlotação de hospitais e unidades de saúde públicos.

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