sábado, 18 de março de 2017

Quem recebe propina não vai para cadeia!

Não sou defensor das empresas que pagaram "propinas" aos agentes públicos, pegos de calças curtas nas operações da Lava Jato. Pelo que sei, as empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez, UTC, Camargo Correia, OAS, Queiroz Galvão, Mendes Junior e outras citadas na Lava Jato, não são nem um pouco "santos". As empresas envolvidas na Lava Jato formavam um verdadeiro "cartel" de empreiteiras que prestavam serviços, sobretudo na Petrobras. O que me espanta que as empreiteiras estão na cadeia e os parlamentares no "foro privilegiado". 
De princípios, a formação de cartel de empreiteiras para fornecimento de serviços para o governo ou especificamente à Petrobras, são "donos absolutos" sobre a situação diante de concorrência. Cartel é combinação de fornecimento de serviços ou produtos, feito em cima da "tabela" da própria Companhia, por "fila de espera", definido o vencedor pelo desconto simbólico. 
No esquema de "cartel", de princípio não precisaria pagar nenhuma "propina" para conseguir os contratos de obras, já que obedece a uma "fila de atendimento". E, o governo entregaria àquela empresa "vencedora" da concorrência "pro forma" pelo preço de tabela. Não havendo "sobrepreço" o governo não teria prejuízo, já que as obras são executadas na "tabela" estabelecido pelo próprio governo.
Na prática, o que há é um verdadeiro "achaque" de "propinas" por parte dos agentes públicos, seja ele parlamentar ou diretores das Companhias nomeados por estes. As empreiteiras se submetem a este "esquema" de "propinas" para não serem "perseguidos" e ficar fora da "fila de espera" das obras. As empreiteiras no Brasil são totalmente subservientes aos agentes públicos, ao contrário de imagem que a imprensa quer passar. Não são santos, é verdade, mas as empreiteiras não são responsáveis sozinhos pelo verdadeiro esquema de "corrupção". 
Como me disse o taxista que me levava do Aeroporto de Brasília para o Hotel da Capital Federal: "Os que pagaram "propinas" estão presos, mas os que receberam estão "soltos". Esta frase já tinha ouvido na rede social, mas ouvido de uma pessoa simples do povo, o taxista, me causou um certo constrangimento, por fazer parte da classe formadora de opinião, mas totalmente impotente diante dos fatos que ocorrem no País. 
Senti na alma, o que o taxista quis se referir. Ele vivendo na Capital Federal, deve estar sentindo de perto as denúncias contra deputados e senadores e nada acontecerem com eles por terem o "foro privilegiado". Naquele momento, senti impotente em não poder dar resposta adequada a não ser concordar com o que ele me dissera. Eu professor universitário, naquele momento, senti-me insignificante e um verdadeiro bosta!
Quem recebe "propina" não vai para cadeia!

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