quinta-feira, 27 de abril de 2017

Alunos dão “aula” rebatendo professores de colégio de elite que aderiram à Greve Geral

A adesão de professores de escolas particulares à Greve Geral convocada para esta sexta-feira pode ser um tiro no pé. Tanto das escolas, quanto de toda a esquerda. Também mencionamos o fato de que, sim, haverá muita “adesão” inventada, simplesmente por ser véspera de feriado.
O Colégio Santa Cruz, tradicional instituição de São Paulo, integra a lista das escolas frequentadas pela elite paulistana que resolveram também aderir à greve.
Porém, os alunos reagiram por meio de uma carta aberta, que já circula nas redes sociais e grupos de mensagens. 
Segue trecho:
“Não nos enganemos; ir contra a reforma da Previdência é também defender que um funcionário público continue recebendo em média três vezes mais do que um trabalhador regular (Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados), e que a média de aposentadoria no Judiciário, de 25.700 reais, não seja alterada (…) a posição defendida pelos professores falha em apresentar embasamento técnico e econômico (…) Defender políticas públicas pautadas em ideais de ‘justiça’ e ‘defesa dos mais pobres’ é meio caminho andado para a irresponsabilidade fiscal. Essa irresponsabilidade fiscal, muito presente nos governos da ex-presidente Dilma, gera inflação, que pune majoritariamente os menos favorecidos.” (grifamos)
Deram uma aula.
No mais, reiteramos: essa tomada de postura partidária por parte de algumas instituições privadas pode trazer efeitos contrários mesmo em curto prazo. Sobretudo, o que é bom, fortalecendo movimentos com o Escola sem Partido.
Em tempo: em 2015, o Colégio Santa Cruz já esteve em polêmica envolvendo debate sobre identidade de gênero.

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