terça-feira, 4 de abril de 2017

Depois da péssima pesquisa, agora é a Veja que enterra as pretensões presidenciais de Aécio Neves

Sim, a política costuma desafiar a realidade e a lógica, muitas vezes mostrando que “impossível” é um conceito que não se aplica. Isso é verdade. Mas há situações tão complicadas e repletas de adversidades que, convenhamos, dá para ao menos cravar o “quase impossível”.
E Aécio Neves vive isso.
O plano, ao menos segundo seus apoiadores, é concorrer à Presidência da República em 2018. Mas uma sucessão de fatos tornam essa missão quase impossível. Recapitulemos:
1 – Em 2014, contra Dilma Rousseff, perdeu em seu próprio Estado;
2 – Também não elegeu o governador de MG, tendo saído vitorioso Fernando Pimentel, do PT;
3 – Em 2016, seu candidato a Prefeito, João Leite, perdeu para Alexandre Kalil, do PHS;
4 – Pesquisa recente do instituto Paraná aponta que, entre eleitores paulistas, ele ficaria na quarta colocação contra Lula, Jair Bolsonaro e Marina Silva.
Para piorar, nada disso é mais grave do que os fatos de agora. A revista Veja estampou na capa uma delação que comprometeria o tucano de forma inapelável. Ele requereu acesso aos autos, mas o estrago já está feito. E, se for verdade, será obviamente ainda maior.
Considerando todos os fatores, e a provável dificuldade ainda maior, dá para dizer que será impossível concorrer à Presidência em 2018. Ou quase, já que falamos da política.

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