sexta-feira, 21 de abril de 2017

Procurador Geral da República pede retorno imediato do goleiro Bruno à prisão

Rodrigo Janot solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da decisão que libertou goleiro. 
Bruno foi solto graças a liminar concedida por Marco Aurélio Mello

O retorno de Bruno aos campos corre risco de ser abreviado. Nesta quarta-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da decisão que liberou o goleiro da prisão. Bruno foi solto em fevereiro deste ano por uma liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, que entendeu que o jogador poderia aguardar em liberdade enquanto o caso não é julgado em segunda instância. Em março, ele assinou com o Boa Esporte, de Varginha (MG), e na última quarta-feira, conquistou sua primeira vitória em sua volta ao futebol profissional.
Bruno foi preso em 2010 e, três anos depois, condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e por sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Janot argumentou que o processo está demorando para ser analisado na segunda instância em razão de recursos apresentados pela própria defesa, que estariam postergando o julgamento. 
O caso estava inicialmente com o ministro Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo em janeiro. Por se tratar de uma medida de caráter urgente (pedido de liberdade a alguém preso sem condenação definitiva), a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, havia encaminhado o caso ao ministro Marco Aurélio Mello, que determinou a soltura de Bruno. No entanto, com a chegada de Alexandre de Moraes para a vaga de Zavascki, o novo ministro herdou a maioria dos processos, incluindo o de Bruno. O habeas corpus do goleiro está na pauta da Primeira Turma do STF da sessão da próxima terça-feira.
Em nota, o advogado Lúcio Adolfo, que representa Bruno, afirmou que não contribuiu para a demora do processo e que cumpriu todos os prazos previstos em lei. O defensor questionou o entendimento do procurador sobre o andamento processual.
"Se não causa espanto ao procurador a demora de mais de quatro anos para não julgar uma apelação quando Bruno Fernandes estava preso, a este advogado causa espanto a subida aceleração quando ele foi solto", afirmou. A defesa destacou ainda que, após a liberdade, Bruno não colocou em risco a ordem pública e começou a trabalhar imediatamente.

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