terça-feira, 9 de maio de 2017

Empresário diz a Moro que PT (Vaccari) cobrava propina 'obra por obra". Dinheiro sujo ia todo para o PT.

Nesta ação penal, diferente da que Lula será interrogado nesta quarta, o Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-presidente Lula de receber como propina um terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do petista, em São Bernardo do Campo (SP). De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, esses imóveis foram comprados pela Odebrecht em troca de contratos adquiridos pela empresa na Petrobras. Lula responde, neste processo, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Outras sete pessoas também são rés
O empresário Ricardo Pessoa, ex-presidente da UTC, disse em depoimento nesta segunda-feira que as tratativas para os pagamentos de propina referentes a obras da empreiteira na Petrobras eram feitas exclusivamente com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. “Eu me reunia sistematicamente com o Vaccari no meu escritório, na UTC em São Paulo, e eu fazia um controle, praticamente uma planilha de controle obra a obra”, explicou. Ele afirmou nunca ter tratado do assunto com o ex-ministro Antonio Palocci ou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ainda de acordo com ele, a maioria dos repasses de dinheiro para o PT ia para o Diretório Nacional do Partido, em São Paulo. O empreiteiro ainda pontuou que a maioria das contribuições eram feitas fora dos períodos de campanha. Ele relatou também que a UTC pagou propina para as diretorias de Serviços e de Abastecimento da Petrobras. "Se paga propina porque éramos instados a colaborar", acrescentou.
Cartel
Marcos Pereira Berti, executivo da Toyo Setal, confirmou que, entre 2005 e 2011, participou de reuniões com representantes de outras empreiteiras para combinar quem venceria a concorrência de obras da Petrobras. Ele também prestou depoimento nesta segunda-feira à Justiça.
Polibio Braga

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