quarta-feira, 3 de maio de 2017

Governo Temer é um governo de faz de conta.

O presidente Temer fez a carta para a população, "a ponte para o futuro", ainda na função de pretendente ao cargo de presidente da República. Chegou aonde ele queria, ao cargo máximo da República Federativa do Brasil, função que ele por ele próprio nunca chegaria a ocupar. O presidente Temer só está no cargo de presidente porque compôs a chapa Dilma/ Temer. Michel Temer fez aliança espúria, mesmo sabendo das falcatruas dos governos PT. Agora, ele quer fincar seu nome na história do Brasil como um presidente competente. Não, nunca será. 
Michel Temer é um presidente fraco. Michel Temer não resite à aparição pública, sem os "cercadinhos", por sinal, foi muito utilizados pela antecessora ex-presidente Dilma. Ao contrário da Dilma, Michel Temer tem cultura que a antecessora não tinha. Michel Temer, profissionalmente, foi advogado trabalhista e Procurador Geral do estado de São Paulo. Temer tem familiaridade com a tribuna, profissionalmente e também no exercício dos mandatos parlamentares. 
Presidente Temer, nos púlpitos, faz gesticulações que dar inveja aos bonecos de marionetes. Temer como muitos presidentes da história do País, é um presidente de "gravata". Temer me lembra a frase do presidente Figueiredo, que não gostava do "cheiro do povo". Michel Temer é presidente "almofadinha". Tudo parece que o Temer tem medo de "tocar" no povo e de ser "tocado". 
Michel Temer chamou para si a responsabilidade da política econômica e monetária. Nomeou para construir a "matriz econômica", Henrique Meirelles, para o agrado do mercado financeiro internacional, leia-se "agiotas internacionais". Temer quer construir o País privilegiando o setor financeiro ou bancário em detrimento do setor produtivo. Temer e Meirelles praticam o "maior juros reais" dentre 40 maiores economias do mundo. Nominalmente, o País gasta, em pagamento de juros, o dobro do rombo da previdência social. O país caminha celeremente ao nível de endividamento nunca dantes alcançado. Verdade tem que ser dita.
Michel Temer, diz fazer reformas estruturantes da economia, mas deixa de lado a principal delas que é a reforma tributária e um novo "pacto federativo". Sem a reforma tributária, o crescimento do País estará amparado em uma verdadeira "areia movediça". Michel Temer mentiu para a população sobre a aprovação da lei do teto dos gastos. O teto do gastos garante a cobertura dos "rombos" do Tesouro com emissão de títulos da dívida pública. O resultado é que o "rombo" ou o "déficit primário" está levando o País ao endividamento que futuras gerações vão pagar. Temer e Meirelles aprontam uma "bomba" de efeito retardado. 
A tal comemorada baixa da inflação é conseguido às custas de 14,2 milhões de desempregados oficiais. O número de desocupados, incluindo os beneficiários do Bolsa Família, chega a 40 milhões da força de trabalho. O país está enfrentando a pior crise econômica dos últimos 100 anos. Não serão as reformas trabalhistas e previdenciárias que por si só, vão fazer o País voltar ao "crescimento sustentável". Há que implementar política econômica e monetária voltados ao "crescimento sustentável". 
O quadro resultante da política econômica e monetária do governo Temer, me fez duras críticas do início desta matéria. Se a grande imprensa e os melhores articulistas econômicas não se manifestam, estou aqui a fazê-lo, aqui. Não vou, depois de 5 anos de crítica aos governos do PT, deixar de fazê-la, em querendo proteger o governo de coalizão do PMDB com o PSDB. O que tem que ser dito, será feito aqui neste espaço, independente de quem esteja mandando no governo.
Governo Temer é um governo de "faz de conta".

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