segunda-feira, 29 de maio de 2017

Mico: Exército mandou recrutas para a rua em Brasília com fuzis sem carregadores

Fiasco maior, só se usassem reforçador para tiro de festim. Se o soldado não está pronto, não pode ir para a rua. 
O episódio foi do mais puro amadorismo.

Parte dos 1.300 homens do Exército que fizeram o patrulhamento na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta quarta e quinta-feira, empunhavam fuzis sem carregadores, como é possível constatar em fotografias. Enquanto um grupo estava com armas municiada, outros levavam o carregador em bolsas presas à cintura, segundo o Exército. Sem o carregador acoplado aos fuzis não é possível efetuar disparos.
A falta de carregadores disponíveis para a tropa foi descartada pelo Exército. No entanto, não é possível afirmar se o patrulhamento com os fuzis sem os carregadores veio de uma orientação do Comando Militar do Planalto, de onde os homens foram recrutados, ou se faz parte das regras de engajamento — normas de quando deve ser empregada a força — das Forças Armadas.
A Diretriz Estratégica de Garantia da Lei e da Ordem, do ministério da Defesa, diz que em situações como a da manifestação, em Brasília, armamentos não letais devem ser priorizados, no entanto, não existe uma regra para o tipo e como o armamento será utilizado.
"Considerar que as organizações militares (OM) de Polícia do Exército (PE) são as tropas mais capacitadas à execução de ações operativas, empregando equipamento apropriado, não letal, permanecendo o armamento letal para o emprego em situações de risco para a tropa, conforme as regras de engajamento", informa um dos trechos.
De acordo com o especialista em armas Vinicius Cavalcante, após analisar as imagens enviadas pelo "Extra", o fato de alguns estarem com fuzis com carregadores e outros não pode ser uma questão de segurança tomada pelo comando.
— Você vê que os oficiais e sargentos estão com as suas armas com carregadores. Os praças e soldados estão sem os carregadores para evitar a possibilidade de um disparo acidental que pode vitimar alguém em uma situação que pode ser contornada. Então, só tem a arma em condição de efetuar disparo aquele que tem melhor treinamento, mais discernimento, e que sabe efetivamente quando vai ser necessário efetuar o disparo com uma munição que é muito poderosa. Isso não é uma coisa da alçada de um garoto de 18, 19 anos que está servindo pela primeira vez e que vai passar pouco tempo nas Forças Armadas. Eles deixaram isso para os profissionais que são militares de carreira, que tem a possibilidade de efetuar um disparo com precisão e dentro daquilo que se imaginam que sejam as regras de engajamento — conclui.
AUTORIZAÇÃO PARA O USO DAS FORÇAS ARMADAS
Após um grupo de manifestantes quebrarem vidros e até incendiarem parte de um dos prédios da Esplanada, o presidente Michel Temer acionou nesta quarta a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para que as Forças Armadas fizessem a segurança do local.
O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União e estabelecia que as tropas atuariam na capital por uma semana, até o dia 31. O decreto, no entanto, foi revogado pelo presidente no dia seguinte, na quinta-feira. A área específica de atuação, no Distrito Federal, foi delimitada pelo ministério da Defesa.
A GLO é invocada, segundo a Defesa, quando há "esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem". O dispositivo constitucional, que é de atribuição exclusiva do presidente da República, prevê que os militares podem, provisoriamente, atuar com poder de polícia.

2 comentários:

Anônimo disse...

Não tem problema a falta de carregadores. O que interessa é que a vinda do exército fez com que os vermelhinhos colocassem o rabinho no meio das pernas e saíssem em debandada. Funcionou e para estes baderneiros o exército tem que ser chamado toda vez que eles aparecerem.

Anônimo disse...

Sabe de nada!!!!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...