quinta-feira, 11 de maio de 2017

Ministérios da Justiça, Defesa e GSI elaboram plano de segurança para o Rio de Janeiro

Uma proposta para reforçar a segurança no Rio de Janeiro está sendo elaborada em conjunto pelos ministérios da Defesa, da Justiça e pelo Gabinete de Segurança Institucional. A informação é do ministro da Defesa, Raul Jungmann. Segundo ele, a determinação foi do presidente Michel Temer e o plano será desenvolvido com as forças de segurança do estado. “Eu acredito que daqui a algum tempo, afinal de contas se trata de operações complexas, nós estaremos apresentando esse plano pra vocês. Ou seja, o presidente Temer tem uma grande preocupação, eu tenho uma grande preocupação e os demais ministros, com o Rio de Janeiro. E nós vamos dar respostas ao Rio de Janeiro”.
Jungmann disse que ainda não há data para a apresentação do plano, mas que não será como a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), utilizada antes do carnaval. “Vamos utilizar todos os meios, técnicos como também em termos de recursos humanos, mas não vai ser como foi antes. O central disso é inteligência. Saber onde está o crime, saber a cadeia dele, saber onde está o comando e atuar cirurgicamente. É isso que vamos fazer de forma integrada”.
O ministro disse que preocupação com o Rio de Janeiro é “real”, e não apenas “retórica”. “Não podemos gastar dinheiro com coisas que não sejam efetivas. Por exemplo, a ocupação na Favela da Maré, que durou um ano e meio, custou R$ 400 milhões. Quando nós saímos, não entrou o Estado com o seu conjunto de serviços. Então o que aconteceu? Em boa medida, aquilo voltou. Então não podemos repetir esse erro”, declarou.
Medalha da Vitória
Jungmann falou com a imprensa após a cerimônia de entrega da Medalha da Vitória, no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Parque do Flamengo, que homenageou este ano 97 personalidades civis e militares e 28 ex-combatentes da FEB que receberam a distinção, além de três instituições militares. O Dia da Vitória relembra o 8 de maio de 1945, quando as tropas do nazifascismo se renderam ao Alto Comando das Forças Aliadas e da antiga União Soviética.
O ministro afirmou que, apesar de o Brasil enfrentar atualmente problemas como a corrupção, a insegurança e a crise econômica, não deve esquecer dos 50 milhões de mortos na Segunda Guerra Mundial. “Isso é um ato de recordação da derrota do nazifascismo, do anti-humanismo, da violação dos direitos de toda a humanidade. É um ato de recordar, mas também um ato de olhar para o futuro, lembrar é assumir o compromisso de jamais permitir que o desrespeito, que a absoluta desconsideração às pessoas, à vida, volte a acontecer”.

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