terça-feira, 2 de maio de 2017

Por que os sindicalistas não querem a Reforma Tributária?

Todo aquele circo, todo aquele quebra-quebra, nada mais é do que a luta dos sindicatos para não perder a vida mansa do dinheiro fácil.
A reforma trabalhista, independente de quem venha ser governo, precisa ser processada. Tempos atrás, até o próprio “Lula Brahma”, de forma incisiva, a defendeu. No entanto, no texto dessa reforma proposta pelo governo Temer, consta a extinção sumaria da obrigatoriedade do pagamento do IMPOSTO SINDICAL. 
Aí, os sindicalistas, acostumados a viver uma vida mansa regada ao dinheiro fácil pago pelo trabalhador incauto, ficaram desesperados e partiram para o tudo ou nada. Se esse dinheiro deixar de entrar nos sindicatos eles vão fechar. Segundo pesquisa realizada pelo Blog, no ano de 2016 os trabalhadores pagaram R$ 3,5 bilhões aos espertalhões. Digo R$ 3,5 BILHÕES. Contudo, só por curiosidade: procurem saber o que foi feito com esse dinheiro.
Atenção! Você sabia que todo ano, no mês de março, trabalhadores e trabalhadoras têm um dia de salário descontado de seu pagamento? É o imposto sindical, também chamado de contribuição sindical, cuja obrigatoriedade está prevista no artigo 579 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A lei diz que todos os trabalhadores assalariados que integram uma determinada categoria econômica ou profissional, são obrigados a pagar o imposto, independentemente de serem filiados, ou não, a um sindicato. Datada da década de 40, essa lei ultrapassada ainda está em vigor, mesmo com as profundas mudanças políticas, econômicas e sociais que vêm ocorrendo há décadas no Brasil e em todo o mundo. Esse imposto é uma aberração e, portanto, tem que desaparecer do contracheque dos trabalhadores.
A greve geral forçada serviu para lutar pela boquinha e para intimidar o pessoal de Curitiba. Eles não querem Lula preso, porque se isso acontecer, nunca mais verão a chave do cofre. Hoje, o fim do imposto sindical é determinante para democratizar as relações de trabalho entre patrão e empregado.
Pergunto: se você fosse sindicalista queria que o texto dessa reforma trabalhista fosse aprovado?

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