quarta-feira, 17 de maio de 2017

Última missão brasileira embarca para o Haiti

Os soldados que viajaram nesta terça são de Pirassununga (SP) e Caçapava (SP) e devem permanecer ao menos seis meses no local. Antes do embarque, houve uma solenidade na pista e o hino nacional foi executado. Durante o processo de decolagem, os bombeiros prestaram uma homenagem aos soldados. [Veja no vídeo abaixo].
De acordo com o Exército, desde que teve início a Missão de Paz no Haiti, em 2004, foram cerca de 20 mil militares atuando no país.
Relevância
Segundo general Camilo Pires de Campos, comandante militar do Sudeste, a missão de paz do Brasil no Haiti levou muitos benefícios aos moradores e ganhou reconhecimento mundial.
O fechamento da missão de US$346 milhões anuais, recomendada também pelo chefe da ONU, António Guterres, acontece quando os Estados Unidos sinalizam que querem cortar seu financiamento para operações de paz da ONU. Washington é o maior contribuinte da Minustah, pagando 28,5% do orçamento total, segundo a Voice of America.
Tristeza e mortes
No terremoto que devastou o Haiti, em janeiro de 2010, 18 militares brasileiro morreram, além do diplomata Luiz Carlos da Costa e da médica Zilda Arns, que fazia um trabalho voluntário.
Após o tremor, o Brasil aumentou o contingente na missão de paz, dobrando o número de militares empenhados em ajudar a população haitiana. Por quase 6 meses, em 2010, mais de 2 mil brasileiros permaneceram no país.
O Brasil comanda militarmente a Minustah desde que ela foi criada, trocando o contingente militar a cada 6 meses, contando, em média, com 1.200 soldados na missão de paz. Há um ano, a ONU começou a reduzir o contingente, com o objetivo de encerrar a operação em outubro de 2017.
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