segunda-feira, 12 de junho de 2017

A vitória do Temer é vitória do Pirro!

O Tribunal Superior Eleitoral - TSE, absolveu a chapa Dilma /Temer num processo de cassação movido pela coligação encabeçada pelo PSDB, referente ao resultado da eleição presidencial de 2014, vencida pela coligação que levou Dilma Rousseff para presidente da República e Michel Temer para vice-presidente. 
Não sou operador de leis, pelo contrário, sou completamente leigo, tanto quanto maior parte dos 205 milhões de brasileiros. Não vou comentar sobre a legalidade do resultado da votação que ocorreu ontem. Isto fica para os juristas e articulistas da área jurídica. Só sei que Dilma Rousseff poderá se candidatar a qualquer cargo eletivo e o Michel Temer continuará na presidência da República até dia 31 de dezembro do próximo ano. 
Na visão de leigo com eu que assistiu as sessões nos três dias de julgamento, deu para perceber a consistente relatoria do ministro Herman Benjamin, que cabalmente demonstrou o abuso de poder político e econômico da chapa vencedora nas eleições de 2014, objeto da denúncia. No entanto, o pleno do TSE é composto por 7 ministros que por voto majoritário decidem sobre temas mais importantes sobre as eleições no País. 
Ficou também evidente, a dificuldade técnica-jurídica de ministros que votaram pela absolvição da chapa Dilma/ Temer, em fazer defesa da tese da absolvição. Os três ministros que votaram a favor foram nomeados pelo governo PT. Um destes ministros, por coincidência, tinha sido advogado da mesma chapa nas eleições de 2010, mas não declinou em participar da votação. 
Já era esperado o voto favorável do ministro presidente do TSE, Gilmar Mendes, pela absolvição da chapa, pelas declarações na imprensa pela defesa da chapa, numa demonstração clara de "decisão política", de interesse. Quando o próprio ministro presidente "reabriu" o processo de cassação da chapa Dilma/ Temer, o requerente Aécio Neves estava "em alta" e era "amigo" do senador. Claro que, com a Polícia Federal no encalço do seu "ex-amigo" Aécio Neves, rapidamente bandeou-se para a posição contrária. A sessão de julgamento apenas serviu para expor a prevalência do "toma lá, dá cá", num espetáculo deprimente e de vergonha para os ministros dissidentes. 
Perdeu a instituição Tribunal Superior Eleitoral. Perdeu a credibilidade sobre a lisura de qualquer eleição no País. Perdeu o Brasil, novamente. Prevaleceu, mais uma vez, a força da facção criminosa que tomou conta do Palácio do Planalto. Mais uma vez, o Brasil deverá estar estampado nas manchetes das mídias internacionais. 
Ganhou a pessoa física do Michel Temer, que continuará no comando na nação brasileira até o dia 31 de dezembro de 2018. A vitória do presidente Temer é vitória do Pirro. Com tantos soldados mortos para prevalecer a sua vontade, tal qual fizeram os piores pseudos líderes que deixaram "marcas" profundas na história contemporânea do mundo. O povo brasileiro não tem nada a comemorar.
Sem o apoio político, com proximidade das eleições gerais de 2018, o presidente solitário (politicamente) Michel Temer, ficará cada vez mais isolado. As reformas estruturantes prometidas, a da previdência social e a tributária ficarão para dia do são nunca ou virão "tão desidratadas" que não causarão nenhum impacto nos Orçamentos Fiscais dos próximos anos. Só mesmo, a reforma trabalhista, em tramitação no Senado Federal, deverá ir para sansão presidencial até o final do mês. 
Já podemos prever que, se depender do presidente Temer, o Brasil continuará "sangrando" até a eleição do próximo presidente da República em outubro do próximo ano. Espero que não aparece mais um "salvador da pátria". 
A vitória do Temer vitória do Pirro!

Um comentário:

Anônimo disse...

Olá... Vitória pírrica ou vitória de Pirro > Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Charge retratando a chegada de Pirro e suas tropas à Itália
Vitória pírrica ou vitória de Pirro é uma expressão utilizada para se referir a uma vitória obtida a alto preço, potencialmente acarretadora de prejuízos irreparáveis.
A expressão recebeu o nome do rei Pirro do Épiro, cujo exército havia sofrido perdas irreparáveis após derrotar os romanos na Batalha de Heracleia, em 280 a.C., e na Batalha de Ásculo, em 279 a.C., durante a Guerra Pírrica. Após a segunda batalha, Plutarco apresenta um relato feito por Dioniso de Halicarnasso:
“Os exércitos se separaram; e, diz-se, Pirro teria respondido a um indivíduo que lhe demonstrou alegria pela vitória que "uma outra vitória como esta o arruinaria completamente". Pois ele havia perdido uma parte enorme das forças que trouxera consigo, e quase todos os seus amigos íntimos e principais comandantes; não havia outros homens para formar novos recrutas, e encontrou seus aliados na Itália recuando. Por outro lado, como que numa fonte constantemente fluindo para fora da cidade, o acampamento romano era preenchido rápida e abundantemente por novos recrutas, todos sem deixar sua coragem ser abatida pela perda que sofreram, mas sim extraindo de sua própria ira nova força e resolução para seguir adiante com a guerra.”
Esta expressão não se utiliza apenas em contexto militar, mas também está, por analogia, ligada a atividades como economia, política, justiça, literatura, arte e desporto para descrever luta similar, prejudicial ao vencedor.***Abraços!!!
Oliveira

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