sexta-feira, 9 de junho de 2017

Não se gasta pólvora com chimango ✰ Artigo de Marcelo Aiquel

Existe este velho provérbio muito utilizado no pampa gaúcho, que tem sua origem na América do Sul (o chimango, pra quem não sabe, é um pássaro predador cuja carne não se presta para alimento humano) e era utilizado pelos federalistas (Maragatos) da revolução de 1893 ao referirem-se de forma pejorativa aos republicanos (também conhecidos como Chimangos).
Ou seja, sempre que alguma coisa não valia o custo benefício para se adquiri-la, no RS se usava o ditado: não se gasta pólvora com chimango.
Até hoje ainda se utiliza esta expressão, que vou pegar como “gancho”para este artigo.
Explicado, de forma sucinta, o significado do termo, digo que comentar o fato que motivou este texto de hoje seria o mesmo que gastar pólvora com chimango.
Pois não é que o “patético” deputado federal gaúcho Paulo Pimenta (o mesmo que já foi flagrado numa garagem em Brasília, num encontro nebuloso com o publicitário Marcos Valério, quando ocupava a vice-presidência da CPI do Mensalão) resolveu gravar um vídeo em defesa da sua colega Maria “chororô” do Rosário, referente ao affair envolvendo ela e o apresentador Danilo Gentili.
Dentre as costumeiras mentiras que o deputado gaúcho costuma dizer, no tal vídeo ele fala que a Procuradoria da Câmara foi quem resolveu abrir um inquérito contra o jornalista.
Então tá, deputado! Contra outra porque esta não colou.
Ou o deputado quer que nós acreditemos que a nobre Procuradoria da Casa Legislativa agiu “de ofício”?
Sem ser provocada pela suposta ofendida?
Só se fossemos – todos – analfabetos e ignorantes...
Dito isso, quero mandar um recado ao deputado “chimango”: vou economizar meus neurônios e a minha pólvora, encerrando assim este artigo.
Pois, como ensina o ditado, não se gasta...
Marcelo Aiquel – advogado

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