terça-feira, 27 de junho de 2017

Para convencer MPF a topar sua delação, adivinha de quem Sergio Cabral prometeu falar?

Sergio Cabral é réu em 11 processos, um deles já sentenciado por Sergio Moro, no qual foi condenado a 14 anos e dois meses. Ele já tentou fazer delação premiada, mas a coisa não foi pra frente. E agora, conhecemos alguns detalhes, segundo informações da revista Piauí.
Segue trecho da reportagem de Malu Gaspar:

“O Ministério Público achou que Cabral falou pouco, e as negociações não foram adiante. Elas muito provavelmente continuarão hibernando nos escaninhos de Brasília, onde o time de Rodrigo Janot tem como prioridade os casos eletrizantes de Joesley Batista, Lúcio Funaro, Eduardo Cunha e companhia, todos mirando a cabeça do presidente Michel Temer. Entre os episódios relatados por Cabral, porém, um em especial chamou a atenção dos procuradores. O ex-governador prometeu detalhar uma reunião, realizada em 2009, na qual ele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-prefeito Eduardo Paes teriam autorizado o empresário Arthur César Soares de Menezes, conhecido como “Rei Arthur”, a pagar propina a membros do Comitê Olímpico Internacional para que o Rio de Janeiro fosse escolhida cidade-sede dos Jogos de 2016. O resumo apresentado por Cabral não fornece os meandros da conversa e nem dá os meios pelos quais o dinheiro foi pago. Mas confirma e acrescenta ingredientes à história publicada em março pelo jornal francês Le Monde, segundo a qual o Ministério Público daquele país descobriu que Arthur Soares pagou 1,5 milhão de dólares ao presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo, Lamine Diack, três dias antes da votação que consagrou a vitória do Rio para sediar os Jogos de 2016, acontecida em 2 de outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca” (grifamos)

É realmente delicado e complicado quando alguém mais “do topo” propõe acordo de delação premiada, já que, para tanto, é preciso haver boa compensação – ou seja, trazer mais evidências e relacioná-las a alvos de mesma ou maior magnitude no eventual esquema.
Ao que parece, o ex-governador do RJ teria bala na agulha.
Resta saber, caso isso se comprove, o porquê de oferecerem propina para realização dos Jogos Olímpicos no Rio. Afinal, o gasto total foi de R$ 41 bilhões, segundo cálculo recente. Por que alguém pagaria para um evento tão custoso?
Sim, a pergunta foi retórica.

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