quinta-feira, 8 de junho de 2017

Reunião no QG do Exército para discutir política inquieta o Congresso

O general Vilas Boas (esquerda) reuniu, entre outros, os generais Alberto Cardoso e Augusto Heleno
Epa! Reunião com "Reserva Pró-ativa" ocorreu no QG do Exército 

Tem provocado inquietação no Congresso a reunião promovida nesta terça-feira (6) pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, no Quartel General do Exército, com integrantes do que ele denominou de “reserva pró-ativa”, para discutir a crise política no Brasil.
Dessa conversa participaram os generais de Exército Alberto Cardoso, que chefiou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo FHC; Augusto Heleno, um dos mais admirados por sua liderança e protagonismo, e Bolívar Goellner, que trabalha com o general Sérgio Etchegoyen no GSI do governo Michel Temer, além do general de divisão Rocha Paiva, considerado um “pensador militar”. Também participaram membros do Alto-Comando do Exército que estavam em Brasília.
O general Villas Boas promoveu essa reunião, da qual participaram representantes de diversas alas do pensamento político-militar, segundo registrou o site DefesaNet, em razão do fato de ser considerado um “fiador” de uma posição legalista que predomina. Essa posição, explica o site, é baseada nos pressupostos da Legalidade, em respeito à Constituição e às decisões do Supremo Tribunal Federal, Estabilidade política, social, a Lei e a Ordem, e a Legitimidade, considerando que “as Forças Armadas, caso necessário, têm legitimidade para intervir”.
Em sua conta no Twitter, o general Villas Boas divulgou foto da reunião, em que aparece ao lado dos generais Cardoso e Heleno, em torno de uma mesa de reuniõa, com a seguinte mensagem: "Mantendo laços com a reserva pro-ativa, convidei os generais Cardoso, Heleno, Bolivar e Rocha Paiva para uma conversa sobre nosso país."

2 comentários:

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Ainda durante a gestão de Dilma,o General Bolivar Goellner,então Comandante Militar do Sul,protagonizou um episódio que desagradou a liderança governamental "lá de cima". Foi durante o "segundo enterro" de João Goulart,em São Borja/RS. A polêmica declaração de Goellner era que as FA não se arrependiam de "64",um fato histórico. O constrangimento gerado por sua declaração resultou na sua dispensa do CMS,assim como fizeram mais tarde com o General Mourão. Achei muito importante a participação desse militar no encontro com o General Villas Bôas.

Anônimo disse...

Muito bom! Tomara que eles estejam antenados por tudo o que está acontecendo no Brasil. Tenho saudades dos governos militares e torço por intervenção militar. Só assim teremos ordem e progresso.

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