terça-feira, 20 de junho de 2017

São Joesley, o novo santo brasileiro ✰ Artigo de Marcelo Aiquel

A Revista Época e o Jornal Nacional (ambos veículos de comunicação da Rede Globo) deram início a uma sórdida campanha midiática para reconhecer a “santidade” do gangster goiano Joesley Batista (dono do grupo JBS). Só pode!
Pois, não é que a Rede Globo (uma das maiores clientes do BNDES) resolveu – talvez em gratidão às enormes peças publicitárias que o referido Grupo JBS “despejou” em exaustão nos seus cofres– dar às delações do gangster goiano uma credibilidade monumental, digna dos melhores folhetins que os veículos globais costumam exibir.
Não é a primeira vez, e nem será a última, que cúmplices “entregam/delatam” seus parceiros de crime. Até aí, nenhuma novidade! A grande novidade veio com o esforço hercúleo que os funcionários da Rede Globo – por certo em obediência a ordens superiores – tem feito para dar credibilidade às denúncias de um gangster arrependido.
Mas, surge a dúvida: qual o motivo de tal “arrependimento” do bilionário goiano? A resposta é simples e bastante óbvia!
Além do medo de ser preso, há o receio de perder o poder econômico que conquistou à custa de “benesses” e dinheiro fácil, proveniente de financiamentos especiais e favores governamentais. Ah, tudo em troca de “contraprestação” pecuniária. Também conhecida popularmente por propina ou suborno.
É só pesquisar o tempo que durou a ascensão galopante do pequeno frigorífico do interior de Goiás até se tornar uma das maiores potências mundiais do setor de agroindústria, e comparar com os financiamentos subvencionados que a JBS recebeu neste mesmo período.
Exagero? Pesquise e descubra você mesmo!
Daí, quem sabe, também possa descobrir o quão ajudado foi o gangster goiano, por quem, e em troca do quê?
Entendeu agora porque Lula da Silva o chamou de canalha?
Ah, você é do tipo “São Tomé”? Não acredita sem ver os documentos?
Então continue a apoiar a tese de que todos os delatores só contam mentiras.
Enfim, a verdade é só uma: nenhum gangster consegue alcançar o poder sem o auxílio de gente parceira e cúmplice.
E também não se faz um santo, sem quem o canonize.
“Agro é top!” (esta campanha não te diz nada?)
Marcelo Aiquel - Advogado

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