sábado, 5 de agosto de 2017

Brasil, muito riso e pouca vergonha

Após um leilão (articulação segundo as quadrilhas) de 34 dias o chiqueiro nacional (erroneamente chamado de Congresso) definiu pela permanência de mais um corrupto no poder máximo da República. O mais impressionante é que muitos dos ratos do Planalto chamados de ministros foram demitidos dos seus cargos, reassumiram o mandato de deputado para votar e dar sequência ao leilão em plenário, mesmo após a votação já ter sido iniciada, e depois de uma farra comemorativa no próximo final de semana com muito riso e pouca vergonha, na segunda-feira reassumirão seus respectivos ministérios.
Com um placar de 263 votos favoráveis a Michel Temer e 227 contra, fica encerrado mais um vergonhoso capítulo da história da Casa. Não quero discutir os números, para mim tanto faz o 263/227 ou 227/263, a desgraça continuaria a mesma e a população pagando o pato. Quero discutir o mérito da votação, falta de ética e de moral reinante, e concluo que o nosso congresso nacional não passa de um chiqueiro onde abriga a mais variada fauna tropical (que me perdoem os irracionais) e de quebra ainda importou uma ilhama cuspideira sem sexo definido, para completar o espetáculo com algumas crises histéricas.

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