segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Por que os MILITARES da Venezuela dão respaldo para a DITADURA de MADURO?

A comunidade internacional ficou estarrecida ao ver as imagens do ataque contra a Assembleia Nacional Venezuelana acontecer diante dos olhos da Guarda Nacional, que permaneceu inerte.
Para muitos é surpreendente que os militares venezuelanos têm permanecido em silêncio diante de tudo o que está acontecendo no país. Isso é algo muito grave, mas especialmente surpreendente porque em 2002, há menos de duas décadas, por muito menos do que isso o Alto Comando Militar exigiu a renúncia do presidente Hugo Chávez de seu posto. 
A explicação mais comum da apatia militar é que os militares venezuelanos – que defendem abertamente o governo MADURO – realmente se venderam para o governo bolivariano. Uma reportagem da revista Sociedade Militar denunciou há algum tempo a série de vantagens financeiras concedidas aos militares da Venezuela.
O Ministério da Defesa da Venezuela tem um orçamento nove vezes maior do que o Ministério da Alimentação e também tem muito mais dinheiro que o importantíssimo Ministério da Saúde.
As Forças ARMADAS bolivarianas durante os últimos 20 anos vêm sofrendo um processo intenso de doutrinação ideológica. Verifica-se uma “cultura militar” um tanto quanto irracional na sociedade militar bolivariana, com o abandono de símbolos militares históricos e a troca do patriotismo pelo amor à “pátria grande bolivariana”.
Dentro dos quartéis o presidente Hugo Chávez, morto, é ainda reverenciado como “comandante supremo” e o antigo grito de guerra dos militares foi proibido e substituído pelo utilizado pelos soldados cubanos. Os militares venezuelanos são bem isolados da realidade de fora e incentivados a conferenciar com seus congêneres apenas.
Tropa de Generais, empréstimos e automóveis
Antes de HUGO CHAVES o exército na Venezuela possuía 50 generais. Hoje possui mais de 2 mil. Aparentemente o governo procura agradar os militares também com promoções.
Para militares da Venezuela a vida é um pouco mais fácil e exatamente por isso quem condena o regime chavista-bolivariano é visto por eles como um inimigo, uma ameaça não só contra o regime, mas também ao seu próprio conforto.
Facilidades como o BANFANB, o banco das Forças Armadas Bolivarianas, que lhes concede empréstimos a juros bem abaixo do mercado são vistas com estranheza diante da situação de penúria vivida pelo restante da sociedade. Os militares têm também acesso a medicamentos e itens de alimentação que não mais existem nas farmácias e mercados da Venezuela. 
Nem mesmo a velha guarda dos quartéis, os inimigos antigos de HUGO CHAVES, tem tanta influencia sobre os militares da ativa. Os governos chavistas destruíram nas próprias academias militares a reputação dos grandes soldados do passado recente – como tentou-se fazer no BRASIL.
O grupo Frente Institucional Militar, composto por vários militares de vários postos e graduações, com membros que ocuparam os escalões mais altos das forças armadas, na semana passada se declarou em desobediência contra MADURO. Esperava-se que houvesse alguma reação por parte dos militares da ativa. Mas estes, salvo pouquíssimas exceções, permanecem ainda fieis a Nicolás Maduro.

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