sexta-feira, 15 de junho de 2018

A incrível geração que não quer se esforçar ✰ Artigo de Roberto Fernandes

Tenho que admitir que existe uma geração que chegou ao mercado de trabalho que ainda deveria estar na escola.
É uma galera ambiciosa, que busca um ótimo emprego, um padrão de vida elevado, um ambiente de trabalho descontraído, empresas que os motivem a ir além, que os incentivem a conquistar o mundo. 
SÓ NÃO QUEREM FAZER ABSOLUTAMENTE NADA PARA ISSO ACONTECER. 
E isso se reflete nas coisas mais simples, como o processo seletivo. Eles querem as vagas, mas não querem se esforçar pra isso. Não acham que precisam se esforçar para mostrar suas qualificações.
Eu tive algumas experiências interessantes com vagas que abrimos para desenvolvedor. Como todas as vagas do perfil, encaminhamos antes um pequeno teste de lógica, para realizar o desenvolvimento de uma interface simples de cadastro. 
Por que fazemos isso? Filtro. Evita que a empresa e o candidato percam um precioso tempo em entrevistas quando os perfis não fecham. O candidato faz o teste de casa, no seu tempo, com tranquilidade. Se ele mentir e for contratado, problema dele. Não passará pela etapa de experiência. Se ele for mal, não perderá tempo e dinheiro se deslocando para entrevistas. Se for bem, avança. Simples assim. Bom pra todos. 
É comum cerca de 50% dos candidatos simplesmente desistirem nessa etapa. Não porque o teste é difícil (ele é simples), mas porque envolve investir tempo por algo que se quer. E tempo é algo que essa geração não quer investir pelo seu futuro.
“Vou fazer um teste para uma vaga de emprego? Que absurdo é esse?” Quem deveria se desgastar na relação é a empresa. Ela que está buscando o candidato. Essa é a visão.
Eu recebi alguns retornos surreais. Um candidato estava muito interessado na vaga e queria conversar pessoalmente, mas quando falamos do teste prévio, ele simplesmente comunicou que não gostaria de fazer testes antes de entrevistas. Outro me disse que estava com pouco tempo disponível para testes, mas que em breve teria seu “próprio github” e então a empresa poderia ver como ele é qualificado. 
Sério. Que geração é essa?
Roberto Fernandes - diretor na Fator Digital.

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