terça-feira, 26 de junho de 2018

A metamorfose de Lula informa: cadeia faz milagre.

Se o detento Lula melhorou tanto em dois meses e meio, por que a insistência em abreviar a temporada atrás das grades?  

No dia 4 de junho, depois de um encontro de 75 minutos com Lula, Frei Betto deixou a cadeia em Curitiba com informações reconfortantes para os devotos do ex-presidente engaiolado em 7 de abril. Segundo o visitante, Lula está bastante animado, mais magro e bem penteado, cuida do físico com exercícios numa esteira, anda escrevendo cartas para meio mundo e virou leitor voraz de jornais e livros.
Não é pouca coisa. Mas não é tudo, avisam outras melhoras notáveis no plano espiritual. Por exemplo: Lula não perde por motivo nenhum a missa das seis da tarde transmitida pela TV Aparecida e agora recorre com frequência bem maior a orações que até recentemente nem tentava decorar. Antes de se despedirem, contou Frei Betto, os dois rezaram juntos.
Neste 22 de junho, o relato de Frei Betto foi corroborado pelo ex-presidente uruguaio Jose Mujica, que encontrou um Lula “com alguns quilos a menos, lendo muito e preocupado com o futuro do Brasil”. Somados, os depoimentos informam que cadeia faz milagre.
No caso de Lula, fez um obeso desgrenhado aprender a domar o cabelo e a gula. Fez um analfabeto funcional, inimigo feroz de leituras e letras, aprender a escrever cartas e devorar mais de 20 livros em algumas semanas. Fez um católico que só aparecia na igreja em campanhas eleitorais posar de fiel fervoroso. Fora o resto.
Se os visitantes não mentiram, por que essa insistência em tirar Lula da gaiola? Em apenas dois meses e meio, ocorreram mudanças de espantar um Gabriel Garcia Márquez. Pelo andar da carruagem, daqui a dez anos o chefe da seita certamente estará pronto para ser premiado com o Nobel de Literatura, canonizado e promovido a santo padroeiro dos presidiários.

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