sexta-feira, 8 de junho de 2018

Caso Marielle Franco. Delegado abre o verbo e lava roupa suja

 
Diante do estardalhaço ocorrido com a morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes parece, que muitos outros assassinatos foram relegados a segundo plano.
Segundo li na imprensa, o delegado Brenno Carnevale em um momento de emoção fala sobre as precárias condições de trabalho na Divisão de Homicídios da Capital (DH), que investiga o assassinato da vereadora e do seu motorista Anderson Gomes, ocorrido no dia 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro.
Usando uma carta endereçada a Marielle, o delegado diz o seguinte: “Diante do caos programado, sinto muito confessar-lhe que a solução do seu caso pressupõe a paralisação de uma infinidade de investigações de outras mortes, pretas e brancas, ricas e pobres, todas covardes. Escolha de Sofia”.
E continuando, diz: “As viaturas, por exemplo, estão sucateadas e sem manutenção. A quantidade de investigadores é pífia diante do volume de vidas humanas ceifadas. As escutas telefônicas, quase uma caixa-preta, muitas vezes inacessíveis a alguns delegados. Algumas armas somem, outras não funcionam. Nunca presenciei deputados ou outros poderosos lutando por equipamentos que permitam encontrar evidências em perícias no Instituto Médico-Legal. Aliás, esse mesmo instituto não tem impressora para permitir que uma testemunha seja ouvida imediatamente quando vai liberar o corpo de seu ente querido. Sim, muitos veículos apreendidos ficam abandonados e sem qualquer vigilância. Ouse chamar atenção para este fato e a resposta será sempre a mesma: É assim mesmo”.

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