quarta-feira, 31 de julho de 2019

Janaina Paschoal entra com pedido de impeachment de Toffoli: “Decisão criminosa”

Janaina Paschoal, que figura entre os autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, protocolou hoje no Senado um pedido de impeachment de Dias Toffoli.
A atual deputada estadual do PSL de São Paulo assina o documento juntamente com o procurador do MP de Minas Gerais Márcio Luís Chila Freyesleben, o promotor do MP de Santa Catarina Rafael Meira Luz e o promotor do Distrito Federal e Territórios Renato Barão Varalda — integrantes do MP Pró-Sociedade.
O motivo é a suspensão por Toffoli de todos os processos judiciais instaurados sem supervisão da Justiça que envolvem dados compartilhados por Coaf e Receita Federal.
Os autores abordam o “processo de depuração” por que passa o país, para acusar Toffoli de aproveitar o caso de Flávio Bolsonaro, filho do presidente, para beneficiar acusados de esquerda e direita:
“Se esse processo de depuração trouxe resultado muito positivos, trouxe também um bastante negativo, qual seja a polarização do país. Com efeito, dado o fato de a presidente afastada e o presidente preso se identificarem com a esquerda, seus apoiadores passaram a contestar a legitimidade desse processo de depuração. Por outro lado, também por força dos graves crimes, da esquerda, os assim chamados direitistas sempre defenderam os inquéritos e processos que visam responsabilizar os culpados. Exemplo claro disso reside nas recentes manifestações populares em apoio à Operação Lava Jato.
Pois bem, detentor de inteligência rara, o Ministro ora denunciado sabia que se prolatasse a decisão criminosa em pleito oriundo de um político esquerdista, em poucos minutos, as ruas estariam repletas de manifestantes.
A fim de neutralizar a resistência popular, o denunciado aguardou que chegasse as suas mãos um pedido perfeito, justamente o pedido (atravessado em petição avulsa) do filho do Presidente da República, de matriz declaradamente direitista.
Nesse contexto, a esquerda não reclama, pois seus principais nomes, implicados em crimes graves, findam beneficiados e, ao mesmo tempo, a direita não reclama, temendo desagradar seu mito, quem seja, o Presidente da República . Uma vez mais, o Brasil dividido entre subservientes a deuses terrenos.”

Paulo Guedes definiu de forma simples, o que é um petista

Hacker pode ser punido com mais de 70 anos

A Polícia Federal deverá imputar ao hacker Walter Delgatti Neto os crimes de "interceptação de comunicação" e "invasão de dispositivo de informática" a cada conta do aplicativo Telegram por ele invadido desde março deste ano, segundo disse ao jornal O Globo uma fonte que acompanha o caso de perto. A partir deste entendimento, Delgatti pode ser punido com mais de 70 anos de prisão só pelos crimes confessados até o momento.
A forma como a PF pretende fazer o enquadramento penal deve aumentar a pressão sobre Delgatti . Ele confessou crimes e deu informações do método usado, mas a polícia acredita que o hacker sabe mais do que se dispôs a contar. Pelos indícios obtidos até o momento, ele teria tentado invadir aproximadamente mil telefones, um número bem acima dos números e nomes mencionados em seu depoimento.
Entenda o caso
O juiz Vallisney de Souza Oliveira , da 10ª Vara Criminal do Distrito Federal, autorizou a prisão temporária dos quatro suspeitos de integrarem uma quadrilha supostamente responsável pela invasão hacker ao celular de Moro e outras autoridades na última terça-feira (23).
No dia seguinte, o casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila de Oliveira foi detido em São Paulo, Walter Delgatti Neto foi preso em Araraquara e Danilo Cristiano Marques foi capturado em Ribeirão Preto. Todos são naturais de Araraquara e se conhecem.
Delgatti Neto, conhecido como "Vermelho " e dono de uma ficha criminal extensa, foi o único a admitir participação no crime. Gustavo Henrique Elias Santos, por sua vez, negou ser um dos hackers e também apontou para "Vermelho", afirmando que viu algumas das mensagens de autoridades vazadas em posse do amigo. 
As investigações que resultaram na operação começaram após os ataques sofridos por Moro. Há pouco mais de dois meses, ele teria sido alvo de uma tentativa de invasão de suas contas no aplicativo Telegram. 
Em apresentação para mostrar como se deram as investigações que chegaram ao grupo de hackers , nesta quarta-feira (24), o delegado federal da PF, João Vianey Xavier Filho, disse que o número de vítimas alvo do ataque é alto.
"Identificamos que cerca de mil números diferentes foram alvos desse mesmo modus operandi dessa quadrilha. Há possibilidade de um número muito grande de possíveis vítimas desse ataque que está sendo investigado agora", afirmou o delegado.
Luiz Spricigo Jr., perito criminal federal que também participou da coletiva, revelou que há um "forte indicativo" que o ministro Paulo Guedes também foi hackeado , como informado na última segunda-feira (22).
"Com um dos investigados estava uma conta vinculada ao nome do ministro Paulo Guedes . Ainda temos que confirmar, mas é um forte indicativo de que a conta seja realmente a do 
ministro", ressaltou Spricigo Jr.
Xavier Filho reiterou ainda que o intuito do grupo é praticar o chamado estelionato eletrônico, com fraudes fiscais com internet banking e cartões de crédito com o intuito de 
obter benefícios em dinheiro. "Foi localizada uma quantia razoável de dinheiro, quase R$ 100 mil em espécie, que já estão depositada em juízo", revelou.
As autoridades também disseram que estão em contato com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para "isolar as fragilidades" e que "vão pedir reunião para compartilhar o que foi apurado" na tentativa de evitar que o golpe dos hackers seja replicado para outras vítimas.

'Momento é propício', diz procurador sobre pedido de impeachment contra Toffoli ✰ Os Pingos nos Is

 

Ucrânia aprova lei que iguala o comunismo ao nazismo ✰ Artigo de Jon Miltimore

"Agora a foice e o martelo são considerados tão nefastos quanto a suástica nazista na Ucrânia"

Seus nomes ainda nos perseguem. Chelmno. Belzec, Sobibor. Treblinka. Auschwitz. Dachau. Majdanek.
Eles evocam imagens dos horrores dos centros de extermínio nazistas, onde milhões de judeus, poloneses, prisioneiros de guerra soviéticos e ciganos foram sistematicamente mortos em um dos grandes horrores do século XX.
Para muitos de nós, essa imagem está associada exclusivamente a Hitler e seus asseclas nazistas. Essa visão não se alinha com o registro histórico, no entanto.
Saldo mortal do Comunismo
O Livro Negro do Comunismo, um best-seller internacional, revela que a ‘obra’ dos comunistas no século XX mais do que se igual ao dos nazistas. Uma olhada rápida mostra que o número de mortes comunistas supera o sangrento legado dos nazistas: na China, 65 milhões de mortos; na União Soviética, quase 20 milhões; Vietnã, 1 milhão; Camboja, 2 milhões. Na Coreia do Norte o saldo é de 2 milhões e contando. Adicione mais alguns milhões com a Europa Oriental (1 milhão), África (1,7 milhão) e o Afeganistão (1,5 milhão).
"Ao todo, regimes comunistas mataram cerca de 100 milhões de pessoas — cerca de quatro vezes mais que o número de mortos pelos nazistas — tornando o comunismo a ideologia mais assassina da história humana", escreveu Marc Thiessan no Washington Post.
A diferente maneira como os horrores da Alemanha nazista e os horrores do comunismo do século XX são vistos têm sido fonte de frustração para muitos que veem a dissonância cognitiva em como a foice e o martelo são tratados em comparação com a suástica.
Para os legisladores na Ucrânia, essa dissonância cognitiva era maior do que podiam suportar. Em 2015, foi aprovada legislação para tornar o nazismo e o comunismo legalmente sinônimos.
Na semana passada, essa lei foi confirmada por um tribunal ucraniano.
"O regime comunista, como o regime nazista, infligiu danos irreparáveis aos direitos humanos porque durante sua existência ele tinha total controle sobre a sociedade, promovia perseguições e repressões politicamente motivadas, violava suas obrigações internacionais e suas próprias constituições e leis", declarou a corte.
A decisão abre caminho para a remoção da maioria dos monumentos comunistas remanescentes com nomes soviéticos na Ucrânia. Também proíbe o uso de símbolos nazistas e comunistas.
A fome da Ucrânia
Que o comunismo é um assunto delicado na Ucrânia não deveria ser uma surpresa. Como relatou Anne Applebaum, autora ganhadora do Prêmio Pulitzer, em seu livro de 2017, ‘Red Famine: Stalin's War on Ukraine’ (Fome Vermelha: A Guerra de Stalin contra a Ucrânia, sem edição no Brasil), quase 4 milhões de ucranianos morreram de fome na União Soviética entre 1931 e 1934. Applebaum esclarece como isso aconteceu.
“A decisão desastrosa da União Soviética de forçar os camponeses a abandonar suas terras e se unir a fazendas coletivas; o despejo de "kulaks", os camponeses mais ricos, de suas casas; o caos que se seguiu ", escreve ela," tudo era responsabilidade de Joseph Stalin, o secretário-geral do Partido Comunista Soviético ".
Milhões de pessoas morrendo de fome é algo hediondo. O mais aterrorizante é que essa política não foi acidental.
Até o verão de 1932, a fome em massa parecia evitável, escreve Applebaum. Os soviéticos poderiam ter pedido ajuda internacional, como fizeram em ocasiões anteriores. Poderia ter parado de exportar grãos ou interromper as requisições de grãos. Os líderes do partido optaram por não fazer nada disso.
“Em vez disso, no outono de 1932, o Politburo soviético, a liderança de elite do Partido Comunista Soviético, tomou uma série de decisões que ampliaram e aprofundaram a fome no campo ucraniano e ao mesmo tempo impediram os camponeses de deixar a república em busca de comida. No auge da crise, grupos organizados de policiais e ativistas partidários, motivados por fome, medo e uma década de retórica odiosa e conspiratória, entraram nas casas das famílias camponesas e levaram tudo que era comestível: batata, beterraba, abóbora, feijão, ervilha, qualquer coisa no forno e no armário, animais de fazenda e animais de estimação.”
Como resultado, 3,9 milhões de ucranianos morreram. À luz desses horrores, não é surpresa que muitos na Ucrânia, que sofreram durante o período de domínio nazista na década seguinte, enxerguem pouca diferença entre as atrocidades coletivas dos nazistas e as atrocidades coletivas dos comunistas. 

Moro nos devolveu muito mais que dinheiro roubado

Na hora errada e no lugar errado ✰ Artigo de Humberto de Luna Freire Filho

Acabou a Lei Rouanet para Chico Buarque de Holanda, o “comprador” de letras e músicas, para Caetano Veloso, para Gal Costa, para Gilberto Gil, para Maria Bethânia, para Daniela Mercuri, além de muitos outros consagrados e endeusados gigolôs do governo petista. Analisem abaixo a postura de uma dessas figuras após perder as benesses patrocinadas com dinheiro público.
A velha devassa e sem vergonha, Gal Costa, faltou com respeito ao público que a assistia e também com os 58 milhões de eleitores do atual presidente. Após ter xingado Jair Bolsonaro durante um show em Bonito, Mato Grosso do Sul no último sábado (27), e ainda não satisfeita, incentivou a plateia do festival, iniciando e regendo um coro – Ei, Bolsonaro “vtnc”.
Essa mulher deveria, de hoje em diante, só se apresentar nos puteiros da periferia de Salvador, convidar o governador Rui Costa, e acompanhada do comunista parisiense Chico Buarque de Holanda para reger o seguinte coro – “Joga merda na Gal Costa”. Essa bandidagem que fazia parte da quadrilha do PT, precisa acordar, cair na real e “JAIR” se acostumando com o que é moral e necessário para que o Brasil possa ser uma NAÇÃO.
Humberto de Luna Freire Filho - Médico – Cidadão brasileiro sem medo de gigolôs

Bolsonaro humilha Folha de São Paulo sobre Corte de Cabelo e confronta jornalistas em coletiva!

 

O hacker sabe de tudo, mas precisa de Manuela para saber o telefone de Glenn ✰ Artigo de Alexandre Garcia

A Lava Jato está sob ataque. No fundo estes hackers estão atacando a Lava Jato, ou seja, estão protegendo os corruptos. A operação conseguiu a devolução de R$ 6 bilhões para a Petrobras, a empresa que mais foi atacada. Tiraram dela como formigas tiram mel do pote.
Quando houve a devolução do dinheiro foi com o objetivo de dizer que a Petrobras é nossa, do povo. Não só a Petrobras, mas os bancos estatais também são nossos. Não se aproveitem das estatais brasileiras de agora em diante, ou seja, depois que a polícia, o Ministério Público e a Justiça chegaram e condenaram 159 pessoas.
Enquanto isso, a Polícia Federal vai atrás do dinheiro dos hackers e de quem financiou essa invasão. Tentaram descobrir quem financiou os advogados do Adélio Bispo, mas a OAB não quis que descobrissem.
Está se escondendo alguma coisa. Há muita coisa escondida que começa a aparecer devagarzinho. Muita coincidência. Agora a gente vê que a candidata na chapa de Haddad foi quem passou o telefone do americano para o hacker.
Engraçado que esse hacker que tem condições de saber o telefone do Dallagnol, do Sergio Moro, do Paulo Guedes, do presidente Bolsonaro, dos presidentes da Câmara e do Senado e de ministros do Supremo não tem condições de descobrir o telefone do americano e precisa da intermediação da ex-deputada Manuela d’Ávila.
Ela diz que não tem nada a ver com isso e que apenas foi consultada e passou o telefone do Glenn. Enfim, agora a polícia está atrás do dinheiro."
Alexandre Garcia - Jornalista

A praga que quase destruiu toda uma nação

Porta-voz da Presidência, general Rêgo Barros passa para a reserva do Exército

O porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros , passará a reserva do Exército a partir desta quarta-feira, dia 31 de julho. O ato assinado pelo presidente JairBolsonaro e pelo ministro Fernando Azevedo e Silva foi publicado na edição desta terça do Diário Oficial da União.
General de três estrelas, Rêgo Barros concorria à promoção para a elite da Força, mas, no final de junho, ficou de fora da escolha do Alto Comando do Exército (ACE). Na ocasião foram escolhidos para se tornar general quatro estrelas o ex-secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Valério Stumpf Trindade, e Tomás Ribeiro Paiva, ex-comandante da 5ª Divisão do Exército, de Curitiba.
Conhecido pela postura moderada e gosto pela leitura, Rêgo Barros comandou a comunicação do Exército na gestão de Eduardo Villas Bôas. Ele assumiu o posto de porta-voz com a missão de melhorar a relação entre Jair Bolsonaro e a imprensa.
Rêgo Barros foi alvo recentemente de críticas do vereador Carlos Bolsonaro , filho do presidente, e também do deputado Marcos Feliciano (Podemos-SP), vice-líder do governo. Nos bastidores, o porta-voz e o secretário de Comunicação (Secom), Fabio Wajngarten, mais próximo ao que se convenciou chamar de ala ideológica do governo, disputam espaço no Planalto no relacionamento com a imprensa.
Wajngarten reclama que o porta-voz não quer se subordinar à Secom. Enquanto que Rêgo Barros defende que os dois setores são equivalentes e que cabe ao gabinete do Porta-Voz o relacionamento com os jornalistas.

Esquerda usa Queiroz e helicóptero para desviar atenção de investigação de hackers ✰ Comentário de Rodrigo Constantino

 

Após Bolsonaro, General e Major se pronunciam sobre pai do presidente da OAB

 
Uma afirmação do presidente Jair Bolsonaro, que disse que o pai do atual presidente da OAB teria sido vítima de um dos “justiçamentos” que eram comuns entre os membros de grupos terroristas da época, levou diversos cidadãos a relembrar como eram essas organizações. 
O deputado Major Vitor Hugo ironizou o presidente da OAB por cobrar do presidente uma postura que ele mesmo não demonstra em seu cargo. O major disse: “Chamar o responsável pela maior operação de combate à corrupção do Brasil de ‘chefe de quadrilha’ pode; agora, falar sobre os justiçamentos contra seus próprios membros, feitos por comunistas durante o regime militar, é um absurdo. Hipócritas, deixem o Capitão trabalhar”.
O General Paulo Chagas lembrou atos terroristas da organização a que pertencia o pai do presidente da OAB. Chagas disse: “Fernando Santa Cruz, pai de Felipe Santa Cruz, pertenceu à Juventude Universitária Católica (JUC), precursora da AP (Ação Popular), organização terrorista responsável, entre outros, pelo atentado ao Aeroporto dos Guararapes, quando morreram 2 pessoas e outras 15 ficaram feridas ou mutiladas. O Padre Alípio de Freitas, da AP, responsável pelo atentado ao Aeroporto dos Guararapes, em 25 de julho de 1966, hoje residente em Lisboa, teve direito a R$1,09 milhão, concedidos pela Comissão da Anistia, como ‘indenização’!”. 
O procurador Ailton Benedito trouxe uma sugestão: “Diante da celeuma sobre o suposto desaparecimento do pai do atual presidente da OAB, ocorrido durante o regime militar, o presidente Bolsonaro poderia reabrir a Comissão Nacional da Verdade, para apurar verdadeiramente a verdade sobre o mencionado período. Eu gostaria de trabalhar numa ‘Comissão da Verdade’ pertinente ao período do regime militar. Tudo, absolutamente tudo, da época do regime militar deve ser dado ao conhecimento público. Verdade nua e crua, sem meias verdades, sem mentiras, sem mistificações, sem cobrança de pedágio ideológico da sociedade”.

É fácil parecer perfeito...

Brasil, área livre para a espionagem ✰ Artigo de José Casado

Sobra inquietação em Brasília. Confirmam-se 976 linhas telefônicas grampeadas em três estados. É grande o número de vítimas, entre elas o presidente, juízes do Supremo e do STJ, líderes do Congresso, ministros, desembargadores, procuradores e policiais.
Mantém-se segredo sobre o conteúdo das mensagens roubadas. Fraudados de maneira tosca na precária segurança das redes nacionais de comunicações, todos agora estão com a sua correspondência privada sob manejo da Polícia Federal.
Pior: cópias desse acervo íntimo da cúpula da República estão com “fiéis depositários”, advertiram advogados de um dos acusados da rapina.
Curiosamente, até agora só uma preocupação foi exposta: a destruição de conteúdo sobre a Lava-Jato. A polícia exorcizou essa aflição partidária, remetendo a decisão à Justiça.
A investigação é sigilosa, mas já vazou. Nomes de alguns furtados foram sussurrados ao Ministério da Justiça, que nega ter violado segredos. Ninguém falou em investigar.
Silenciou-se, também, sobre as “fragilidades” —definição da perícia — das redes nacionais de comunicações. Elas confirmam o Brasil como área livre à espionagem, sem proteção da infraestrutura e das pessoas.
Contam-se as vítimas aos milhões, diariamente. Há registros de vazamentos recentes da base de clientes de Uber, Banco Inter e Netshoes (nesta, 17 milhões), e sobre uso de dados de crianças no Google/YouTube. Tem-se um livre comércio de cadastros de 150 milhões subtraídos da Receita, do INSS, dos sistemas financeiro, de telefonia e de saúde.
Em 2013, comprovou-se a coleta de dados no Brasil por agências americanas de espionagem. Brasília se queixou, Washington retrucou com irônica oferta de “proteção” do pré-sal e da Petrobras contra bisbilhotagem chinesa, britânica e russa.
Anunciou-se, então, uma ampla revisão da segurança nas comunicações. O plano, se existiu, nunca chegou às 35 chefias de 15 ministérios e aos mais de 300 órgãos envolvidos.
Nada mudou nesse faroeste político-digital brasileiro. Só o número de vítimas — sempre crescente.
José Casado - Jornalista

Para o PT, "ordem" é soltar bandido? ✰ Os Pingos nos Is

 

Trump elogia indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta terça-feira (30/07/2019) a indicação de Eduardo Bolsonaro, filho do seu colega Jair Bolsonaro (PSL), para a embaixada brasileira em Washington. O mandatário dos EUA disse que estava “muito feliz” com a iniciativa. Ressaltou ainda que o deputado federal é “um jovem brilhante e competente”. O chefe de Estado norte-americano frisou que não considera a prática como nepotismo.
“Conheço o filho dele [Jair Bolsonaro], e considero que o filho dele é extraordinário, um jovem brilhante, incrível. Estou muito feliz pela indicação. Eu conheço o filho dele e provavelmente é por isso que o fizeram [indicaram]. Estou muito feliz com essa indicação”, completou, ao responder uma jornalista da GloboNews.
Após ser questionado, Trump negou que o ato seja nepotismo. “O filho ajudou muito na campanha”, justificou, em referência à disputa de Bolsonaro nas eleições de 2018. “O filho dele é extraordinário, ele realmente é”, insistiu. Apesar de elogiar a possível nomeação de Eduardo para o cargo, o presidente norte-americano afirmou que não tinha conhecimento do assunto: “Eu acho que é uma grande indicação, eu não sabia disso”.
Sugestão de nome
Dias após Bolsonaro externar o desejo de ver o filho Eduardo na embaixada brasileira nos Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que o Brasil já submeteu aos EUA a sugestão do nome do deputado federal do PSL para o posto.
“Foi pedido o ‘agrément’ e esperamos a resposta americana, de acordo com a praxe diplomática. Mas tenho a grande certeza de que será concedido pelo governo americano, e Eduardo Bolsonaro será um ótimo embaixador”, disse Araújo na última sexta-feira (26/07/2019). O “agrément” funciona como uma consulta ao país onde o embaixador pode ser nomeado. Ele precisa ser “pré-aprovado” para, depois, ser sabatinado pelo Senado Federal.

Aprenda a dirigir

A inocência perdida ✰ Artigo de Fernando Gabeira

Quando ouvi, pela primeira vez, que os hackers da Lava-Jato tinham sido presos, tive muitas dúvidas. Processos assim sigilosos dependem da polícia. Ela é quem divulga a conta-gotas aquilo que considera inofensivo para o curso das investigações.
Lembrei-me de uma guia na Caverna do Diabo, no Vale do Ribeira. Ela me disse que alguns pontos da caverna eram escuros, mas era preciso tirar partido disto: as formas escurecidas estimulam nossa imaginação.
E lá fui eu no barco para a Ilha Grande remoendo as informações que chegavam aos poucos. O advogado de um dos suspeitos disse que ele negociava bitcoins, apesar de terem sido encontrados R$ 100 mil escondidos em casa.
Lembrei-me daquela velha história: em nosso país, as putas gozam, os traficantes se viciam, e os mercadores de bitcoins, possivelmente, escondem dinheiro nos colchões.
Parecia verossímil. Quando surgiram os primeiros indícios de que realmente tinham hackeado o telefone de Moro, pensei ainda: e se fossem apenas alguns dos hackers, os menos sofisticados que caíram na rede?
Descartei essa hipótese. Afinal, o telefone de Moro não pode ser uma espécie de piquenique de hackers. Deve ter sido um grupo apenas.
Muito rapidamente, com a confissão dos suspeitos, as evidências nas nuvens, não tive mais dúvidas: caso resolvido. Mas aí surgiram dúvidas novas.
Foi eficaz a ação da PF: demonstrou que está equipada no momento para rastrear e encontrar os autores do crime. Um alívio para nossa privacidade. Alívio parcial, é verdade. A PF tem como apurar, empregou 40 homens e dedicou-se intensamente ao trabalho.
Será possível o mesmo empenho quando o hackeado defende apenas sua privacidade de pessoa comum, devassada em suas frases cotidianas, bobagens, mas que podem ter inúmeras consequências emocionais? Minha sugestão é que sempre haja empenho, no mínimo, para treinar a capacidade de solucionar casos mais complicados.
Mas, ainda assim, sou o reticente quanto ao futuro da privacidade. Acho ingênuo demais confiar apenas na proteção policial. É preciso sempre na internet ter um Sancho Pança interior que nos lembre: olhe bem, mestre; olhe bem o que está falando ou escrevendo.
Nossos grandes irmãos estão nos olhando por todas as frestas. Pensou em comprar um simples chapéu, e sua timeline será inundada com ofertas. Dificilmente seus hábitos de consumo passam ao largo.
Dizem que cerca de mil pessoas foram atingidas. Bolsonaro, Alcolumbre, Paulo Guedes. Não posso imaginar o que pretendiam fazer com essa sinfonia de vozes da República.
Moro teria afirmado para o presidente do STJ que as mensagens seriam descartadas. Como descartar as mensagens e, simultaneamente, provar que existiram e aplicar a pena pela multiplicidade do crime?
O que estava em jogo no grande auê que se formou era comprometer Moro e favorecer a libertação de Lula. Uma proposta modesta se considerarmos o potencial que essa incursão pelos telefones de poderosos teria se os hackers fossem, por exemplo, interessados em abalar a segurança nacional, coletando diuturnamente os dados, analisando-os e usando-os a seu favor.
O tema da segurança cibernética ainda não subiu realmente à agenda. De vez em quando, passo pela TV Senado, ouço alguns discursos esparsos. Sinto pela ausência de reação que a maioria dos parlamentares ainda considera isto um tema do futuro.
De fato, num país em que um sargento entra com 39 quilos de cocaína num avião da comitiva presidencial, o tema da segurança cibernética pode parecer distante.
Mesmo acreditando nisso, não se pode ignorar que autoridades tratam de questões de Estado, e a comunicação entre elas tem importância para o país.
O propósito do hacker era combater a Lava-Jato, como ficou claro também em suas postagens na rede. Mas ele gosta de dinheiro, deu alguns golpes, tinha atalhos para entrar em contas bancárias. Mesmo se conseguir provar que estava apenas numa cruzada pela justiça, era um tipo ideal para ser contatado para um trabalho puro de espionagem.
Claro, não estamos em guerra, não se disputam com fervor nossos segredos nacionais. Mas existe uma linha divisória entre um país pacífico e um país de ingênuos.
Fernando Gabeira - Jornalista

31 de Julho - Dia Nacional do Abacate

terça-feira, 30 de julho de 2019

Ministro de Bolsonaro pega a Globo de ‘calça curta’ em mais uma fake news

 
Na última sexta-feira (26), o Jornal Bom Dia Brasil e o site G1 publicaram uma matéria espetaculosa afirmando que um helicóptero do Ibama teria sido atacado a tiros.
De acordo com a emissora, a aeronave teria sido alvo de ataques durante uma operação de combate a exploração ilegal de madeira em terras indígenas de Espigão D’Oeste, em Rondônia.
O vídeo exibido na emissora mostrava a aeronave sobrevoando a região e barulhos de tiros ao fundo … a Globo ainda teve a ‘cara de pau’ de dizer que ninguém saiu ferido no episódio, sem ao menos saber do que se tratava.
Pois bem …
O ministro do Meio Ambiente usou o Twitter para desmentir a ‘pataquada’ da Globo.
Ricardo Salles publicou um vídeo de um jovem explicando como foi que ele fez a montagem do vídeo … algo totalmente amador e que fez a Globo noticiar o fato (sem checar) como se fosse uma tragédia.
“Não teve ataque nenhum a helicóptero nenhum do IBAMA e a PF não está investigando coisa nenhuma…” postou o ministro.

Quem é a cantora???

Bolsonaro diz que pai de presidente da OAB não foi morto por militares, e responde Santa Cruz o que diz saber sobre o caso

 
O presidente Jair Bolsonaro afirmou na tarde desta segunda-feira (29) que o advogado Fernando Santa Cruz, que era militante de esquerda durante a ditadura militar (1964-1985), foi morto por integrantes da Ação Popular (AP), um grupo de luta armada contra o regime, e não pelas Forças Armadas. Santa Cruz é pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. 
"O pai do Santa Cruz integrava a Ação Popular do Recife, era o grupo terrorista mais sanguinário que tinha. E esse pessoal tinha algumas ramificações pelo Brasil, tinha uma grande no Rio de Janeiro. O pai dele, bastante jovem ainda, veio para o Rio de Janeiro. (...) O pessoal da AP no Rio de Janeiro ficou, primeiro, estupefato: 'como é que pode esse cara vir do Recife se encontrar conosco aqui?' O contato não seria com ele, seria com a cúpula da Ação Popular de Recife. E eles resolveram sumir com o pai do Santa Cruz. Essa é a informação que eu tive na época sobre esse episódio. Por que, qual é a tendência? 'Se ele sabe, nós não podemos ser descobertos'. Existia essa guerra naquele momento. Isso que aconteceu, não foram militares que mataram ele não. É muito fácil culpar os militares por tudo o que acontece", disse o presidente durante uma transmissão ao vivo (live) em sua página no Facebook, na qual ele apareceu cortando o cabelo. 
Pela manhã, em uma entrevista na porta do Palácio do Alvorada, Bolsonaro disse que sabia como Fernando havia morrido. Ele fez a revelação ao responder uma pergunta sobre sobre a atuação da OAB na investigação do caso de Adélio Bispo, autor do atentado à faca contra o então candidato a presidente, durante as eleições do ano passado.
"Por que a OAB impediu que a Polícia Federal entrasse no telefone de um dos caríssimos advogados [de Adélio Bispo]? Qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB? Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele", afirmou a jornalistas.
Bolsonaro ressaltou que não quer "polemizar" com o presidente da OAB e que apenas expressou uma divergência. "Não quero polemizar com ninguém, não quero mexer com os sentimentos do senhor Santa Cruz porque não tenho nada pessoal contra ele. Eu acho que ele está equivocado em acreditar em uma versão apenas do fato. Ele tem todo direito de me criticar, mas essa é a versão minha, de quem participou ativamente do nosso lado, na época", acrescentou.
OAB
Em nota oficial, a OAB repudiou as declarações de Bolsonaro e prestou solidariedade à família de Santa Cruz. "Apresentamos nossa solidariedade a todas as famílias daqueles que foram mortos, torturados ou desaparecidos, ao longo de nossa história, especialmente durante o Golpe Militar de 1964, inclusive a família de Fernando Santa Cruz, pai de Felipe Santa Cruz, atingidos por manifestações excessivas e de frivolidade extrema do Senhor Presidente da República."

Envolvimento de Manuela D'Ávila com hacker enfraquece discurso da esquerda ✰ Comentário de José Maria Trindade

 

Manuela D"Ávila desempata? ✰ Artigo de Humberto de Luna Freire Filho

Lembro de quando eu era criança e frequentava o curso primário. Nas escolinhas existia uma brincadeira para as horas de recreio chamada “cabo de guerra”; participavam meninos e meninas. Bastava uma corda resistente para que a brincadeira tivesse início e consistia no seguinte: em uma ponta da corda ficavam os meninos e na outra ponta as meninas; daí iniciava-se uma disputa para ver quem puxava quem. Os meninos sempre ganhavam por um motivo puramente biológico. Os seres do sexo masculino tem mais força física do que os do sexo feminino.
Hoje, principalmente no último ano, tenho visto uma disputa parecida acontecendo, não nas escolas e sim na política nacional, mais especificamente envolvendo elementos de várias facções de uma grande quadrilha formada por partidos políticos. A corda da brincadeira continua existindo mesmo invisível. Em uma das pontas temos: Paulo Pimenta, Humberto Costa, Glauber Braga, Marcelo Freixo, Paulinho da Força; na outra ponta temos: Gleisi Hoffmann, Maria do Rosário, Jandira Feghali, Benedita da Silva, Manuela D’Ávila.
O resultado continua indefinido, já que não depende de força física. A sociedade está acompanhando todos os lances da disputa e analisando a falta de caráter e de moral de cada um dos competidores. Parece que ontem o lado feminino ganhou alguns pontos com a entrada em cena da quase vice presidente, Manuela D’Ávila, que nada mais é do que uma ponte de ligação entre bandidos. Estou ansioso para ver o resultado final e acompanho os lances pelos dois lados da torcida. A imprensa séria e a imprensa podre.
Humberto de Luna Freire Filho - Médico – Cidadão brasileiro sem medo de corruptos.

Depois das 10 pragas do Egito, as 9 pragas do nordeste

O que é o Telegram e como ele é diferente de outros aplicativos de mensagens?

As inovações tecnológicas transformam a sociedade, com fatores que influenciam o nosso cotidiano, tais como as redes sociais. Entretanto, essa era tecnológica ainda sofre com problemas de segurança.
Nos últimos dias, muito tem se falado sobre o Telegram, serviço de mensagem que foi invadido por hackers expondo conversas de líderes da Operação Lava Jato.
A Gemalto, uma empresa do Grupo Thales, líder mundial em segurança digital explica o que é o Telegram e como funciona. Os especialistas da Gemalto estão à disposição para falar sobre segurança nas redes. 
O que é o Telegram e como ele é diferente de outros aplicativos de mensagens? 
Os aplicativos de mensagens são hoje nossa forma de comunicação preferida. Por meio deles podemos nos conectar com nossos amigos a qualquer hora e em qualquer lugar. E, enquanto o Facebook Messenger e o WhatsApp são os mais famosos, existe um aplicativo que surgiu recentemente para chacoalhar o mercado, alegando ser o mais seguro de todos eles. Esse aplicativo é o Telegram Messenger. 
O que é Telegram? 
O Telegram é um aplicativo de mensagens on-line que funciona exatamente como os aplicativos de mensagens mais populares: WhatsApp e Facebook Messenger. Isso significa que você pode usá-lo para enviar mensagens aos seus amigos quando estiver conectado ao Wi-Fi ou a seu plano de dados.
O Telegram armazena dados na nuvem e afirma priorizar a segurança e a velocidade, sendo considerado, uma boa alternativa. Ele foi lançado em 2013 e desde então atingiu 200 milhões de usuários mensais ativos. 
Características diferenciadas 
Fundado pelo russo Pavel Durov, que também está por trás da maior rede social da Rússia, o VKontakte (VK); o Telegram alega combinar a velocidade do WhatsApp com a efemeridade do Snapchat. Assim como o WhatsApp, o Telegram tem a capacidade de mostrar o status de um amigo e anexar e compartilhar fotos, vídeos, localização, contatos e documentos.
A característica mais diferenciada do Telegram é a segurança. Ele alega que todas as suas atividades, incluindo bate-papos, grupos e mídias compartilhadas entre os usuários, são criptografadas. Isso significa que só ficam visíveis se forem decifrados primeiro.
O aplicativo também permite que você defina cronômetros de autodestruição para as mensagens e mídias compartilhadas, que podem variar de dois segundos a uma semana, por meio do recurso “Secret Chat”.
Ele também oferece criptografia de ponta a ponta, não deixando rastros em seus servidores. Há também a capacidade de verificar a segurança dos seus “Chats Secretos” usando uma imagem que serve como uma chave de criptografia. Ao comparar sua chave de criptografia com a de um amigo, você pode efetivamente verificar se sua conversa é segura e menos vulnerável a ataques man-in-the-middle (acontece quando um hacker se insere em uma conversa entre duas partes). 
Como usá-lo 
O Telegram pode ser usado e instalado como qualquer aplicativo de mensagens. Você pode fazer o download na App Store da Apple ou na Play Store do Google. Procure o logotipo de um avião de papel. Depois de passar pela tela de boas-vindas, você será solicitado a inserir seu número de telefone e, em seguida, adicionar seu nome e uma foto.
O próximo passo é encontrar amigos e iniciar um bate-papo. O aplicativo pode ser usado em smartphones, tablets, laptops e computadores desktop. O Telegram está disponível para Android, iOS, Windows Phone, Windows NT, macOS e Linux.

PT quer a prisão de Sergio Moro ✰ Os Pingos nos Is

 
Debate da ação do Partido dos Trabalhadores no STF contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro

Advogados pedem cassação do presidente da OAB por desacatar Sergio Moro

O Movimento dos Advogados do Brasil, que possui mais de dois mil membros em todo país, divulgou um manifesto pedindo a cassação do mandato de Felipe Santa Cruz, atual presidente do Conselho Federal da OAB.
Em entrevista à colunista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e falando em nome da OAB, Felipe Santa Cruz disse que o ministro Sergio Moro “banca o chefe de quadrilha”.
Segundo o Colunista Helder Caldeira do Pleno News Não é a primeira vez que o Movimento pede a cassação do presidente da Ordem. No dia 22 de maio, em discussão nas redes sociais, Felipe Santa Cruz usou palavras de baixo calão para se dirigir aos advogados, em especial à Dra. Flávia Ferronato, provocando fortes protestos entre a classe.
A entidade acusa Santa Cruz pela “prática reiterada de quebra de decoro e utilização do nome da OAB para expor opiniões políticas pessoais”.

Diagnóstico das cores em nosso corpo

O Foro de São Paulo e a liberdade das ditaduras ✰ Artigo de Percival Puggina

Durante décadas, qualquer referência ao Foro de São Paulo (FSP), suas articulações e deliberações era denunciada como teoria da conspiração. Lembram? Devaneio de gente doida, que precisava alimentar os próprios fantasmas. Agora que Fidel morreu, Raúl se aposentou, Chávez faleceu, Maduro apodrece no pé, Lula está preso e o dinheiroduto do Brasil secou – porca miseria!, como dizem os italianos – a esquerda regional abre o encontro do FSP em Caracas com o lema “Pela paz, a Soberania e a Prosperidade dos Povos”.
É um lema tão convincente quanto seria se a Arábia Saudita promovesse um evento pelos direitos da mulher, contra o emprego de combustíveis fósseis e para difusão da vitivinicultura...
Todo o discurso em defesa das ditaduras de esquerda é "narrativa", como gostam de dizer, construída para convencer as pessoas de que o maior problema desses regimes é não terem eles liberdade de se afirmarem como devem. Sempre aparecem dissidentes (ditaduras de esquerda não têm oposição, têm dissidentes) com ideias diferentes, aspirando disparates como participação no jogo eleitoral, liberdade de imprensa (imaginem só!), fim das prisões políticas, poder judiciário independente, escola sem doutrinação e coisas assim. Ou seja, seus míseros opositores, abraçados como náufragos em sonhos de efetiva liberdade, só servem para atrapalhar. Não bastasse isso, as ditaduras de esquerda ainda enfrentam intromissões externas, a impor sanções econômicas típicas do famigerado imperialismo.
A oposição interna, então, atrapalharia a “grande obra” antropológica da ditadura: a sonhada formação de um corpo social e político perfeito, uno e indivisível, que metabolize e expila (digamos assim) a dimensão individual do ser humano. A oposição externa, por sua vez, aferrada a conceitos e alegando valores burgueses, fecha o cerco e inibe o florescer de uma autêntica e pujante economia comunista... Por quebranto ou mau olhado da direita, nenhuma experiência nesse sentido conseguiu florescer sem acesso ao dinheiro das economias capitalistas. Paradoxo! Comunismo sem capitalismo não vai.
A presença do PT na reunião do Foro de São Paulo tem, portanto, essa inspiração libertária para as ditaduras da região. O partido unirá sua voz aos demais, pressionando para desarticular as oposições internas e denunciar a insensibilidade das democracias vizinhas, que anseiam pela queda daqueles trágicos regimes.
O que une governos e partidos ligados ao Foro de São Paulo não passa nem perto da solidariedade entre os povos. Lixam-se para os povos e os abandonam à miséria. O uso violento do poder não afeta minimamente sua “sensibilidade social”. Vítimas neoliberais não contam. O projeto dos organismos políticos reunidos em Caracas visa apenas à manutenção do poder que têm e a recuperação do poder que perderam. E isso é tudo para quem nada tem a oferecer à humanidade e tudo tem a aproveitar-se dela.
Percival Puggina - Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor.

Folha de São Paulo questiona Bolsonaro cortar cabelo durante expediente e recebe a devida resposta!

 

Operação do Exército destrói cerca de 10 toneladas de armamento apreendido no Rio Grande do Sul

Armamentos e munições apreendidos são destruídos pelo exército em Charqueadas

Uma operação realizada pelo Exército no Rio Grande do Sul destruiu cerca de 10 toneladas de armamento apreendido por órgãos de segurança no estado nos últimos anos. Foram aproximadamente 10,7 mil armas de fogo, entre longas, curtas, réplicas e simulacros, e 5,4 mil armas brancas, como facas. O material foi incinerado na cidade de Charqueadas, a 60 km de Porto Alegre.
A carga saiu do batalhão em que estava armazenada, em Nova Santa Rita, com escolta da Polícia Rodoviária Federal e também do Exército. Ainda foram incineradas cerca de 100 mil munições.
“Todas as armas já chegaram inutilizadas. Elas passaram por um processo de pré destruição, que aconteceu logo que foram entregues para o Exército. Hoje, o trabalho é incinerar o que sobrou”, explica o general de brigada do Comando Militar do Sul, Carlos André de Alcântara Leite.
Todo o aço derretido vai ser reaproveitado. As armas destruídas não tinham utilidade para a polícia.
A destruição foi feita pelo Comando da 3ª Região Militar, por intermédio do 3° Batalhão de Suprimento (3º B Sup), única organização militar no estado que faz esse tipo de trabalho.
Desde 2003, com a criação do Estatuto do Desarmamento, já foram destruídas aproximadamente 250 mil armas de diferentes tamanhos e calibres no Rio Grande do Sul.

Inúteis que não fazem nenhuma falta

Xadrez para os mandantes ✰ Artigo de Guilherme Fiuza

A rede de arapongagem fantasiada de jornalismo investigativo que atentou contra Sergio Moro é bem coordenada e sabe exatamente o que faz. A polícia precisa revelar a cadeia de comando completa desse crime. 

Veja que fenômeno interessante: é exatamente o mesmo tipo de reação que ocorreu por mais de dez anos a cada vez que um delinquente ligado a Lula era flagrado. Eram sempre “aloprados” – ou seja, bagrinhos trapalhões tropeçando por conta própria sem o conhecimento do grande chefe. Valério, Waldomiro, Silvinho, Delúbio, Vaccari, Valdebran, Gedimar, Bumlai, Cerveró, Pizzolato, Rosemary, Vargas, Bargas, Delcídio… É uma floresta de aloprados que não tem fim.
Foi Sergio Moro, à frente da Lava Jato, quem conseguiu depois de mais de década acabar com a famigerada instituição do “Lula não sabia” e prendê-lo como chefe de quadrilha.
Por enquanto, a força-tarefa que Moro coordenou é exceção no Brasil – ou seja, continua muito forte a cultura de dissimular responsabilidades. Mesmo com a dupla condenação de um ex-presidente que é réu em uma dezena de processos, ainda há espaço para o discurso da perseguição política e prisão injusta do pobre milionário. Nesse ambiente, a identificação e punição de todos os mandantes da invasão do telefone de Moro é crucial. Não tenha dúvidas de que vão te oferecer uma historinha
com aloprados de várias patentes – agindo à revelia e sem comando nenhum.
O assassinato do prefeito Celso Daniel, crime político que expôs a podridão do modus operandi petista, atravessou quase duas décadas com extermínio em série de testemunhas sem chegar aos mentores ou cúmplices de alta patente. No dia que esfaqueou o líder das pesquisas na eleição presidencial e atual presidente da República, o ex-militante do PSOL Adélio Bispo teve seu nome registrado por alguém como visitante na Câmara dos Deputados. O autor do atentado tinha dinheiro e vários aparelhos de telefone, mas o Brasil aparentemente está aceitando a versão de que é mais um aloprado de outro planeta.
A rede de arapongagem fantasiada de jornalismo investigativo que atentou contra Sergio Moro é bem coordenada e sabe exatamente o que faz. A polícia precisa revelar a cadeia de comando completa desse crime.

Brasileiros são contra visita íntima para presos ✰ Os Pingos nos Is

 
Debatem sobre resultado de pesquisa feito pelo Instituto Paraná.

Bruno Daniel, irmão de Celso Daniel é pré-candidato a prefeito em Santo André

Irmão do ex-prefeito Celso Daniel, sequestrado e assassinado em janeiro de 2002, o professor universitário Bruno Daniel (PSOL) aceitou e vai disputar a prefeitura de Santo André (SP) no ano que vem pelo PSol. “Há um legado do Celso extremamente importante que a gente segue o tempo inteiro”, diz Bruno, de 66 anos. As informações são de Fábio Zanini, na edição deste domingo (18), da Folha de S.Paulo.
Bruno tem aparecido nas pesquisas eleitorais com mais de dois dígitos. Recentemente alcançou 19% pelo Instituto ABC Dados e em pesquisas internas de partidos.
Talvez Bruno possa ser o tão esperado adversário do atual prefeito, Paulo Serra (PSDB), que até o momento não viu nenhum nome lhe oferecer perigo. 
Apesar do sobrenome, do preparo intelectual e da boa posição na pesquisa, Bruno vai esbarrar no conservadorismo da cidade de Santo André.
A cidade nos últimos anos foi palco de grandes manifestações contra o PT e a esquerda em geral. Prova disso, foi a vitória de Paulo Serra com 80% dos votos válidos em 2016 contra o PT.
O PSOL terá como lição de casa agregar eleitores descontentes com os nomes apresentados pelo PT, e com setores mais periféricos da cidade que não se conecta com o atual governo.

2009 - 2019. Os personagens são os mesmos, mas o local...

A incômoda maioria que fala nas redes sociais ✰ Artigo de Percival Puggina

Usuários de redes sociais jamais deveriam esquecer as lições colhidas nos dias que se seguiram ao fechamento da mostra Queermuseu, no Santander Cultural de Porto Alegre, em setembro de 2017. A exibição, com indicação para escolares e financiamento público (quase um milhão de reais através da Lei Rouanet), tinha conteúdo sexual, homossexual e transexual associado à infância e a animais, e vilipêndio religioso com desrespeito a figuras e objetos sacros. Tudo tão ao gosto de quem se regala com esse tipo de coisa quanto inadequado para crianças. Só quem estava a serviço de alguma “causa”, na mídia, no Ministério Público e no mundo cultural poderia não ver ali conteúdo impróprio à infância.
Graças às redes sociais, imagens chocantes das peças exibidas – repito: expostas ao público infantil – chegaram ao conhecimento da sociedade provocando rápida reação de clientes que começaram a fechar contas no Banco, levando-o a cancelar a exibição. Agiam conforme manda o bom figurino da cidadania em casos assim. Sem violência, civilizadamente e aos bons modos do mercado, que escolhe com quem quer manter relações comerciais e decide quais jornais e revistas quer assinar e quais emissoras de rádio e TV deseja ouvir ou assistir.
Como lição para a eternidade, o mais importante veio depois. Com raríssimas exceções, os meios de comunicação, seus formadores de opinião e o “mundo cultural”, em estado de choque e indignação, colocaram-se contra a opinião pública e contra o que denominaram reação conservadora. Aquilo, diziam, era um desrespeito à arte, coisa de gente atrasada, preconceituosa, em conflito com a laicidade do Estado e “flertando” (eufemismo que a esquerda anda gastando de tanto usar) com a censura. Ou seja, lançaram-se contra a imensa maioria da sociedade.
O protesto contra o fechamento do Queermuseu, realizado ante as portas cerradas do Santander Cultural, reuniu apenas um punhado de militantes perfeitamente alinhados com o conteúdo exibido além delas. Nem mesmo uma performance erótica com mulheres nuas conseguiu atrair espectadores...
Todo episódio compôs um momento simbólico, espécie de “Alons enfants de la patrie” da cidadania, a simbolizar a queda de um poder. As redes sociais se impunham como instrumento para democratizar o direito de opinião, proclamando a independência dos indivíduos em relação aos fornecedores habituais. Estes, por seu turno, reagiram de modo indignado ante o declínio de poder. Era como se a cada linha escrita ou cada frase proferida estivessem a clamar: “Não nos ouvem mais? Não nos atendem mais?”. Ao que se poderia responder: “Há outras opiniões e pontos de vista a merecerem atenção”.
Nessa mesma época, ouvi de amigos cientistas políticos a advertência de que as redes sociais fechavam-se em círculos de afinidade e que poderiam, por isso, ser ilusórias como informação sobre o conjunto da opinião pública. Era bem verdadeiro o que diziam. No entanto, essa miríade de círculos uniu conservadores, liberais e adversários da esquerda que se tinha por hegemônica e contava com a intensa militância em círculos de influência que tradicionalmente empalmavam o monopólio do direito se fazer ouvir. O tempo veio mostrar que a maioria ganhou voz nas redes e que a hegemonia esquerdista era coisa distrófica, desproporcional. Por isso, os círculos em que se expressa odeiam as redes sociais e a elas reservam os piores adjetivos.
Percival Puggina - Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...