sexta-feira, 19 de julho de 2019

A Lava Jato agoniza, e Toffoli desconecta o tubo de Oxigênio ✰ Artigo de Alfo Cunha

Qual dos dois é o mais beneficiado?

Tirando onda de bonzinho, mas usando a famosa barba do time petista, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, alegando proteger o cidadão brasileiro, resolveu “amarrar as mãos do Coaf, da Receita Federal e deixar a Lava Jato com as calças nas mãos".
Segundo a imprensa, o ministro, acolhendo solicitação da defesa do Senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, suspendeu todas as investigações com dados compartilhados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que não disponham de autorização judicial. 
Com esse gesto generalizado, Toffoli, não só dar uma senhora rasteira na força tarefa da Operação Lava Jato, como também livra o marido do deputado, gringo e jornalista. Glenn Greenwald e mais uma porção de bandidos, das garras da operação, inclusive, aqueles ligados ao tráfico de drogas.
O Coaf, que na era petista era uma instituição completamente esquecida, é hoje, uma unidade de inteligência brasileira, usada pela Lava Jato para denunciar movimentações financeiras atípicas de lavagem de dinheiro. São essas informações que ajudam ao Ministério Público e a Polícia Federal a descobrir e punir bandidos disfarçados de cidadão.
O citado órgão, não quebra sigilo bancário, quando consultado, apenas comunica operações suspeitas. Tanto que não pode fazer um juízo sobre a integridade do crime de lavagem de ativos. Além disso é um importante parceiro da força tarefa e, que há tempo, vem contribuindo com elementos relevantes para as investigações.

Um comentário:

Unknown disse...

Centrão, esquerdalha e o STF todos contra a Lava Jato. Em que país do mundo uma coisa dessas acontece? So no Brasil dominado por uma corja corrupta da pior espécie.

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