Não é muito difícil concluir que o impeachment da
Presidente Dilma Rousseff, de 31 de agosto de 2016, teve por trás o dedo esperto de Lula da Silva. O ex-Presidente conseguiu enganar
meio mundo, inclusive a sua “criatura”.
Não escapou dessa verdadeira armação nem o próprio PT, que certamente não contava com a hipótese de que a ideia do
afastamento de Dilma teria sido do próprio Lula, que ambicionava
a qualquer custo retornar à presidência. Ele tinha plena consciência que só mediante esse tipo de expediente sujo alcançaria seu intento.
O raciocínio é muito simples. O desastre da Administração Dilma era notório e progressivo. Mas começara bem antes, desde 2002, em Governos anteriores do PT. A
economia estava em franca deterioração e a corrupção se institucionalizara. Se Dilma concluísse o mandado de 4 anos (2014 a 2018), com Lula postulando seu
retorno ao Planalto, é certo que ele não conseguiria se eleger, pois bem sabia que a sua capacidade de
enganar e fazer “milagres”
tinha limites. O “quadro”
estava tão ruim que nem o seu domínio da arte da mentira conseguiria mudar a opinião pública a seu favor.
Apesar das deficiências morais e de caráter de Lula, para bobo
indiscutivelmente ele não serve. Assim ele fixou os olhos no
vaidoso Temer e deve ter pensado: aí está a minha a minha salvação. Com o impeachment de
Dilma concretizado, o vice-Presidente Temer satisfez o seu “ego” (presidencial), assumindo o Governo, cujo mandato deve
terminar em 31.12.2018.
O Governo Temer não teve capacidade nem interesse de alterar a marcha acelerada
dos desastres morais, políticos, econômicos e sociais iniciados
desde a ascensão do PT ao poder, em 2002. O fracasso
governamental prosseguiu. A esquerda, o comunismo, o “Foro
San Pablo” e a corrupção generalizada continuaram
infiltrados e mandando no Governo. O próprio Presidente Temer sem
pejo e descaradamente comprou e continua comprando parlamentares para aprovação dos projetos do seu interesse pessoal e político.
Mas aí se dá um fenômeno muito interessante. Como está em moda dizer, os Governos Lula, Dilma e Temer são “farinha do mesmo saco”. Além disso, a Presidente Dilma, do PT, e o
Vice Temer, do PMDB, que venceram a questionada (fraude eleitoral com “aquelas” urnas, etc) eleição de 2014, compunham a mesma “chapa” eleitoral, portanto eram duplamente a mesma “farinha”.
O campo ficou totalmente livre para Lula apresentar-se
como candidato de “oposição” (???)
a um Governo visivelmente fracassado. Ocorre que esse tal de Governo fracassado
que ele próprio passou a combater como “oposição”, com toda a
força e sua inigualável desfaçatez e cara-de-pau, na verdade... ERA ELE
MESMO. Trocando em miúdos: Lula fazendo oposição a Lula. Dissimulado, é claro. Ninguém mais duvida que Dilma não passou de uma fantoche
sua e quem dava as diretrizes essenciais ao Governo era Lula. Sempre foi
Lula. E Temer só continuou o que Dilma vinha fazendo. Foi,
portanto, também fantoche de Dilma e Lula. Prova está na manutenção da maioria da equipe do
Governo “sucedido”, inclusive
dos Comandantes Militares das Três Forças, que mais servem de “cães-de-guarda” aos respectivos governos,
inibindo qualquer reação mais enérgica, por meios “anormais”, seja do povo, seja das próprias Forças Armadas, em vista dos flagrantes atentados
políticos contra a Pátria e a usurpação dos legítimos Poderes Constitucionais (CF art.142). Com efeito, a
delinquência política instalou-se nos Três Poderes, não só se justificando, porém também impondo-se plenamente a iniciativa de uma “intervenção constitucional”. O titular desse
direito é só o povo, por força do seu poder instituinte e constituinte, previsto no art.1º, parágrafo único, da Constituição, que agiria por intermédio das “suas” Forças Armadas.
Portanto a conclusão a que se chega, por mais absurda que possa parecer, é que Lula passou a ser oposição DELE PRÓPRIO. Conseguiu esse “milagre”. E o pior é que está funcionando. A grande maioria do eleitorado, composta por gente
politicamente idiotizada, está embarcando nessa “genial” fraude construída pelo esperto impostor de Garanhuns. Todos os malfeitos
governamentais, começados lá em 2002, e que só agora estouraram como um vulcão em erupção, “é culpa do Temer e seu Governo”, segundo a pregação enganosa de Lula. E se fosse
verdadeiro, felizmente não é, de fato esse argumento
elegeria qualquer um.
Lamentavelmente esse é o quadro que se avizinha. Ele só poderá ser alterado por algum “acidente de
percurso”, não previsto nas diretrizes
políticas ou eleitorais vigentes.
Sérgio Alves de Oliveira - Advogado e Sociólogo