sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Policial denuncia trabalho escravo na polícia de São Paulo

A informação não circulou muito pela grande mídia. Afinal, nem todos então interessados na condição insalubre de trabalho dos membros da segurança pública.
O policial revelou que já pensou em se suicidar devido à escala ‘exaustiva’ e estressante. A Secretaria da Segurança Pública informou que Corregedoria está apurando o caso de um policial civil do distrito de Porto Primavera, em Rosana, que registrou um Boletim de Ocorrência contra o governo do Estado de São Paulo para denunciar as péssimas condições de trabalho na corporação.
A queixa foi definida como “redução a condição análoga à de escravo”, devido à carga horária de trabalho exercida, e diz que Daniel Hubscher Ávilla, de 29 anos, que é agente policial, tem sofrido “abalos psicológicos”, além de pensar “constantemente em se exonerar do cargo e, algumas vezes, em até cometer suicídio”, por sofrer graves problemas de adaptação pela escala “sobre-humana”.
“Aqui nós fazemos escolta a semana toda. Eu trabalho no expediente das 8h às 18h e, depois, preciso fazer as escoltas em outros municípios, como Adamantina, por exemplo. Após essa carga horária extra e sem dormir, no outro dia, preciso me apresentar novamente à delegacia para cumprir a jornada de trabalho”, disse o policial.

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