segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Aos poucos, PM volta as ruas no Espírito Santo

Agentes em férias ou de folga foram convocados para fazer o patrulhamento no Estado; 
secretaria afirma, entretanto, que batalhões seguem bloqueados

O governo do Espírito Santo informa que 875 policiais militares já retornaram ao trabalho neste domingo (12). No entanto, os batalhões e companhias da PM continuam fechados no Estado em razão de protesto feito por mulheres e familiares dos agentes, que reivindicam reajustes salariais.
De acordo com a Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública) do Espírito Santo, 250 policiais já estão efetuando o patrulhamento na Grande Vitória. Na região sul do Estado, são 275, enquanto a área ao norte do território capixaba conta com 350 agentes. Desses militares que voltaram ao trabalho, parte estava em férias ou de folga
A secretaria informou ao iG que a contagem do efetivo, conhecida como chamada operacional, que, em situações normais, é feita com base na quantidade de presentes em cada quartel, foi feita nas ruas. A pasta reitera que, apesar do retorno de alguns agentes, a paralisação continua no Estado.
No sábado (11), cerca de 70 PMs foram retirados de helicóptero do Quartel do Comando-Geral, em Maruípe, na região central de Vitória . Segundo a Sesp, esse grupo queria voltar ao trabalho e estava impedido de sair em razão do movimento das mulheres.
Apelo do governo
Na manhã de ontem, o ministro da Defesa , Raul Jungmann, fez um apelo para que o motim fosse encerrado. “Venham para as ruas para defender o povo”, disse, após reunião no 38º Batalhão de Infantaria, em Vila Velha.
Também no sábado, o ministro Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo da Presidência da República, garantiu que não será dada anistia a quem aderiu à paralisação, que já dura nove dias .
“Aqueles que, porventura, imaginam que terão qualquer tipo de iniciativa na linha de anistia no Congresso Nacional, eu quero deixar claro que não terá a menor possibilidade de apoio base política do presidente Michel Temer . É importante deixar claro porque existem movimentações iludindo pessoas que estão em greve como se fossem assim: aconteceu a greve e não vai nenhuma tipo de penalização”, afirmou Imbassahy após reunião.
Mobilização
As mulheres e parentes dos policiais reivindicam 20% de reajuste salarial imediato e outros 23% escalonados. Elas estão acampadas em frente às unidades da PM para bloquear a saída de viaturas. Na sexta-feira (10), o governo do Espírito Santo anunciou a assinatura de um acordo com as associações que representam os militares capixabas para suspender a paralisação. A proposta, entretanto, não incluía aumento.

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