segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Palácio do Planalto é uma verdadeira latrina!

Por mais que os políticos queiram justificar que o fato de constar nome nas delações premiadas de empreiteiros envolvidos na Operação Lava Jato não quer dizer que eles são corruptos, na minha cabeça a justificativa não me satisfaz. Os políticos envolvidos, querem parecer perante à população de que as delações sobre recebimento de propinas não são elementos suficientes para colocá-los fora do cenário político nacional. 
Se o Brasil fosse país sério, as desculpas apresentadas pelos políticos, sobretudo aqueles que exercem cargos públicos, não seriam aceitas e seriam compelidos a renunciar aos cargos que ocupam. A começar pelo presidente da República, Michel Temer, a lista se espalha ao redor da Praça dos Três Poderes. 
O presidente Temer é acusado de ter "achacado" o delator premiado Marcelo Odebrecht para financiar os candidatos do seu partido, o PMDB. O "achaque" teria acontecido no recinto do Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República.
O presidente do Senado Federal e concomitante presidente do Congresso Nacional, o senador Eunício de Oliveira faz parte da lista da Odebrecht, segundo a grande imprensa, que receberam as propinas proveniente do dinheiro sujo da Lava Jato, ganho com "sobrepreço" pela empreiteira nas obras da Petrobras.
O presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Rodrigo Maia, faz parte da delação premiada da Lava Jato como beneficiário da propina de uma outra empreiteira, a OAS, que teria financiado a campanha do seu pai César Maia, à pedido do deputado. 
O presidente da Comissão de Justiça do Senado Federal, onde são aprovados os nomes de principais figuras do Executivo, o senador Edson Lobão, faz parte da lista de propina da Odebrecht. A Comissão de Justiça do Senado é onde aprova ou desaprova o nome indicado pelo presidente da República para o cargo do STF. É uma situação inusitada, o investigado Lobão vai chancelar ou não o nome do possível e provável julgador no STF. 
O ministro Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil é acusado de fazer parte do lote de propina que supostamente teria sido direcionado para a campanha do PMDB, num mesmo pacote de "achaque" do presidente Temer.
O ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência Moreira Franco, está temporariamente afastado. Pesa sobre ele, a tentativa de "blindar" o nome, diante de mais de 34 ocorrência de favorecimento pela empresa Odebrecht. O ministro Moreira Franco, segundo a grande imprensa, vem a ser o sogro do presidente da Câmara Rodrigo Maia. Assim, o propinoduto fica tudo em casa. 
O senador Romero Jucá, nomeado para ministro do Planejamento, foi afastado do cargo por seu nome constar da lista de "propina" revelado pelo ex-deputado e ex-diretor da Petrobras Sérgio Machado. Ele é um articulador importante do governo Temer no Senado Federal, atualmente.
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, em seu depoimento na Lava Jato, envolve o nome do presidente da República Michel Temer como partícipe nas nomeações dos diretores da Petrobras, da cota do PMDB. O Palácio do Planalto nega. 
O ex-chefe do Gabinete Civil da presidência Geddel Vieira Lima é pessoa muito próxima do presidente Temer, foi afastado do cargo em razão do uso indevido do cargo público para o benefício próprio.
Pelo visto, para fazer parte do governo Temer, o currículo necessário é ter se beneficiado de alguma "ladroagem", direta ou indiretamente. Enquanto isto, a população brasileira é entregue à própria sorte, diante da pior crise social dos últimos 100 anos!
Palácio do Planalto é uma verdadeira ladrina!

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