quinta-feira, 30 de março de 2017

Bastidores da Operação “O Quinto de Ouro”

Sérgio Cabral numa das farras em Paris, com Fernando Cavendish (agachado), o presidente do TCE, 
Aloysio Neves (logo atrás à direita), Wilson Carlos (atrás à esquerda)
Mistério 
O fato da operação realizada ontem estar sob segredo de justiça acaba gerando especulações e mistérios. Ninguém sabe com precisão os detalhes que envolveram a operação, e nem sequer há um rol claro, a não ser o de presos, das 17 pessoas conduzidas coercitivamente e dos locais que foram alvos de mandados de busca e apreensão. 
É bom alertar para quem ainda não caiu na real, que a operação de ontem é do STJ, mas há uma investigação já bastante adiantada sobre o mesmo tema na força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro. Nos próximos dias, quem sabe horas, o Rio de Janeiro pode viver grandes emoções. 

Sururu na ALERJ 
A deputada Cidinha Campos, grande defensora da dupla Cabral – Picciani, usou a sessão da Assembleia para defender seu grande amigo presidente da Casa. Disse que há uma conspiração para acabar com a hegemonia do PMDB no Rio, e chamou de abutres os adversários do governador Pezão e de Picciani. 
Talvez a deputada Cidinha Campos tenha esquecido o que já disse a respeito de Cabral e Picciani no passado. Merece mesmo o apelido de EsqueCidinha Campos. Ela ainda não viu nada do que está por vir. Ficará EnlouqueCidinha quando aparecer a relação dos deputados que recebem o mensalão da Fetranspor. 

Frente a frente 
Durante as três horas que passou prestando depoimento à Polícia Federal, Picciani foi colocado frente a frente para uma acareação com alguém que o acusou formalmente. Infelizmente não podemos dar o nome, pois está em segredo de justiça. 

Operação: Não é Odebrecht, ela é Carioca 
Equivocadamente desde cedo a imprensa tem noticiado que a operação de ontem, baseada na delação premiada do ex-presidente do TCE, Jonas Lopes de Carvalho foi feita por conta do envolvimento do seu nome com a Odebrecht. Ato falho, as delações da Odebrecht ainda virão à tona. Jonas foi delatado pela Carioca Engenharia Tânia Fontenelle. Em seu depoimento, ela afirmou que entregou recursos no escritório de advocacia do filho do conselheiro. Este depoimento é que provocou a condução coercitiva de Jonas, que o levou a fazer a delação. 
O caso Odebrecht, embora tenha se tornado em parte público, ainda está nas mãos do ministro do STF, Edson Fachin, que vai remeter ao STJ os casos que envolvam foro especial, e para a primeira instância quem não tem foro de prerrogativa. 

Jorge Picciani vai soltar o verbo 
O deputado Jorge Picciani mandou avisar que fará hoje, às 15 horas, um pronunciamento no plenário da ALERJ sobre os fatos que ocorreram ontem. Cada um tem o desejo de saber algo do deputado. Há quem queria saber quantas fazenda ele tem. Há aqueles que sonham que Picciani possa revelar a fórmula da sua ascensão financeira retumbante para que possam se inspirar também. Seus antigos colegas de Mariópolis, onde começou sua vida, sonham passar um dia fazendo turismo nas fazendas da Agrobilara, no Triângulo Mineiro. 
Eu sou mais modesto. Só gostaria de saber o que as vacas de Picciani comem para que produzam tanto dinheiro.

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