quinta-feira, 9 de março de 2017

Temer e Dilma são almas gêmeas!

Michel Temer anunciou ontem, o programa de investimento em infraestrutura ao valor previsto de R$ 45 bilhões. A notícia, à primeira vista, alvissareira, como sinal de retomada de investimentos, porém, não passa de mais um "marketing político" para tentar reverter a baixa popularidade do governo.
As obras em licitação, algumas delas, se referem às obras já prontas e em funcionamento, como aeroportos e linhas de transmissão de energia elétrica. Na prática, não haverá investimentos de "porte" nas obras citadas, de imediato. Nestas obras, o grosso do investimento já foram feitas pelas empresas estatais como Infraero e Eletrobras. 
Para que os leigos possam entender, os investimentos em infra-estrutura é feito ao longo de alguns anos, que deverão ser especificados em cada licitação. A criação de novos empregos, na melhor das hipóteses, em decorrência destas licitações, deverá ocorrer somente à partir de 2018. O governo ao anunciar com se fosse resolver, de imediato, o problema do desemprego no País, está levando uma "falsa esperança" ao povo brasileiro. 
O governo Temer tem pressa em colocar em licitação as obras anunciadas. O motivo é outro. O motivo principal é fazer caixa para fechar o Orçamento Fiscal de 2017. Os R$ 45 bilhões citados pelo presidente Temer não é exatamente o valor dos investimentos em infraestrutura. Os R$ 45 bilhões anunciados com "estardalhaço" é previsão de dinheiro que deve entrar no Tesouro, decorrente dos "ágios" de leilões de concessões e ou privatizações. 
No curto prazo, o governo Temer quer resolver o problema do Caixa para tentar fechar o Orçamento Fiscal de 2017, com o "rombo" ou o "déficit primário" dentro da meta. Ainda assim, com os R$ 45 bilhões previstos, o Tesouro deve fechar o Orçamento Fiscal de R$ 135 bilhões previsto no LDO para 2017.
No médio e longo prazo, à partir de 2018, as obras licitadas deverão criar empregos, mas nada que venha mudar substancialmente o atual quadro de desemprego. Há que haver outras medidas na política monetária para que a criação de empregos venha ocorrer, após a mais grave crise econômica do País. Não vamos nos iludir com as medidas anunciadas. 
Governo Temer usa "marketing" para tentar reverter o péssimo grau de aceitação. Temer não é nada diferente da antecessora Dilma. Não é difícil imaginar o motivo que levou o Temer ter aceito participar da chapa Dilma/ Temer nas eleições para o segundo mandato. 
Temer e Dilma são "almas gêmeas".

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