sexta-feira, 28 de abril de 2017

A Lei da Selva agindo nas potências nucleares ✰ Artigo de Sérgio Alves de Oliveira

Esse “exibicionismo” (no sentido figurado) que os poucos países que dominam a tecnologia de fabricação de armas nucleares, ou seja, das bombas atômicas e de hidrogênio, estão protagonizando ao mostrarem ao mundo por todos os meios de comunicação de massa disponíveis os seus frequentes “testes nucleares” bem sucedidos, com o fim de amedrontar os potenciais inimigos, preventivamente a uma possível guerra nuclear, sem dúvida tem paralelo no reino animal. Essa atitude irracional demonstra por si só que o ser humano não se distingue tanto quanto pensa dos outros animais. Talvez a principal diferença entre essas “espécies” esteja em que os “outros” animais não têm o poder de destruição que o homem tem à mão, capaz de extinguir a vida no Planeta Terra, ou no mínimo, grande parte dela.
Observando-se a vida animal de todas as espécies no Planeta Terra e a disputa acirrada por seus espaços territoriais, muitos deles usam artifícios para representarem aos “inimigos”, aos “concorrentes”, serem eles os mais fortes, ou maiores, com isso tentando intimidá-los para vencerem a disputa na “marra”, antes de começar. À vezes essa tática funciona, em outras não. Se a intimidação não funcionar, e deflagrado conflito, geralmente vence o mais capacitado, mesmo que em detrimento das “aparências” preliminares e enganosas. O disfarce é outra estratégia, inclusive na mudança de cores do animal, conforme o ambiente ou o “inimigo” com o qual se depara, como magistralmente faz o camaleão, por exemplo.
O perigo do possível conflito nuclear que hoje ameaça o mundo, capaz de no mínimo extinguir grande parte da vida no Planeta , está em que os artefatos nucleares mais modernos são tão potentes que as bombas atômicas lançadas pelos americanos no Japão, ainda durante o “jardim da infância” das armas nucleares, ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1945,e que destruíram quase totalmente Nagazaki e  Hiroshima, matando  diretamente cerca de 180 mil japoneses, podem ser consideradas “traques” de festejos juninos, se comparados com a capacidade de destruição  dos modernos armamentos disponíveis nas potências nucleares.
O que se pode ter como certo é que já nas primeiras horas do início de uma possível Terceira Guerra Mundial, milhões de pessoas já teriam sido exterminadas pelos efeitos das bombas, sendo quase impossível haver o tempo necessário para discutir e celebrar um acordo de paz. E as bombas não seriam lançadas sobre os desertos, com certeza. Como celebrar e qual seria a lógica de um acordo de paz sobre “só cinzas”? Quando tudo já estivesse destruído? Como poderiam continuar a vida num planeta destruído por armas nucleares os raros e privilegiados seres humanos que ainda conseguiram espaço nos abrigos próprios para se protegerem do primeiro impacto das bombas?
Mas a ironia de toda essa dramática situação está em que os políticos brasileiros parecem estar completamente alienados do perigo que também corre o Brasil de sofrer todos os efeitos devastadores de uma guerra nuclear, físicos e econômicos. Mais parece que “eles” estão preocupados tão somente com suas “sobrevivências” políticas. E infelizmente arrastam o povo para que também se dedique com prioridade a esse tema, que só a “eles” interessa, e que no tempo vivido deveria ser absolutamente secundário.
Sérgio Alves de Oliveira - Advogado e Sociólogo

Um comentário:

Sarides Freitas disse...


Olá bom dia!

Gostaria que fosse divulgado o conteúdo deste link:
http://www.militar.com.br/blog36238-Saudades-do-Eco-Bravo.-Ou-um-chute-no-saco-dos-Che-Guevara#.WQcxFUUrK1s

Obrigado! Sarides Freitas

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