terça-feira, 2 de maio de 2017

Brasil sofre do síndrome do cachorro magro...

O povo brasileiro sofre "síndrome do cachorro magro". Toda vez que faço crítica ao governo Temer aparece alguém me dizer se eu quero a volta do PT. Esta visão distorcida do fato demonstra que o povo brasileiro, em geral, não enxerga mais o futuro, mas lembra-se apenas do passado. Certamente de um passado sofrido. O povo perdeu a capacidade de olhar para frente, para o futuro. O povo brasileiro, enxerga como única alternativa do futuro, uma eventual volta do passado. Isto, eu considero como "síndrome do cachorro magro".
Este mesmo povo esquece, no entanto, que o governo Temer é continuidade do governo do PT. Temer foi vice-presidente da Dilma por longos 5 anos e 5 meses. Temer teve possibilidade de não acompanhar a Dilma na chapa que os elegeram em 2014, respectivamente aos cargos de presidente e vice-presidente da República. Temer faz parte do PMDB que é parceiro inseparável de qualquer partido que esteja no poder. Não adianta Temer querer separar a sua figura da chapa que o elegeu. 
Temer é PMDB. Não adianta querer separar o partido do presidente da República ao do PT e do PSDB, pois a estes partidos serviram por longos 17 anos no poder. À essa altura do campeonato, querer separar a figura do Temer da figura da Dilma soa-me como "cuspir no prato que comeu". O partido do Temer, PMDB, está envolvido até o pescoço com as ladroagem que ocorreram nos 13 anos do governo PT. Não gosto de pessoas que "cospem no prato que comeu".
A prova de que o governo Temer é continuidade do governo do PT é a manutenção da chefe da equipe econômica do governo, o mesmo Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central do Brasil nos 8 anos do governo Lula da Silva. A manutenção da maior parte dos ministros da Dilma no poder é outra evidência da continuidade. Pior, o governo Temer vem dando prioridade, como fez sucessivos governos neoliberais, aos investidores especulativos em detrimento ao setor produtivo do País. 
Voltando ao assunto do "síndrome do cachorro magro". Quando defendo a mudança no rumo do País, sobretudo na área econômica e monetária, estou exatamente indo no sentido contrário da "manutenção" da política econômica perversa dos sucessivos governos neoliberais. A visão distorcida sobre minhas falas, mostra claramente que o povo brasileiro está tão sofrido que qualquer crítica ao atual governo, enxerga como a volta ao passado ou a volta ao governo do PT. Isto é "síndrome do cachorro magro"! 
Ao contrário do que muitos consideram, a minha crítica à política econômica e monetária do governo Temer tem finalidade de estimular a mudança do paradigma. Nas próximas eleições, as de 2018, defendo ardorosamente a mudança da política econômica e monetária que vise o "desenvolvimento sustentável" do País, privilegiando o setor produtivo em detrimento ao setor especulativo. 
O novo presidente da República a ser leito em 2018, não precisa carregar "ideologia" no peito. O novo presidente da República, preferencialmente, não seja da "extrema direita" e nem tão pouco da "extrema esquerda". O povo brasileiro já sofre do "síndrome do cachorro magro". O povo não quer saber de "ideologias". O povo quer saber de renda para pagar as contas no final do mês. Basta que o novo presidente da República escolha como setor preferencial o setor produtivo em detrimento do setor especulativo. Só isso, nada mais que isso!
Para governar o País não precisamos de "salvadores da pátria", nem dos auto denominados de "extrema direita". O País precisa de um presidente "probo" e medianamente capacitado para comandar a economia do País, rumo ao "desenvolvimento sustentável". Resumindo, o novo presidente da República deve combater a corrupção em todos os níveis do governo e que não seja um alienado ou "neófito" em macroeconomia. 
Vamos deixar o "síndrome do cachorro magro" e olhar para a frente, de preferência com "farol de milha" e fazer uma boa escolha do futuro presidente da República. Nada mais.

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